MPPE afirma que ainda não há indícios para questionar concurso da PM

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Um grupo de candidatos ao concurso da Polícia Militar de Pernambuco esteve no Ministério Público para protocolar documento apontando supostas irregularidades na primeira etapa da seleção. O grupo pede a anulação da prova. O promotor de Justiça Eduardo Cajueiro adiantou que por enquanto não há indícios para questionar a legalidade do concurso.

“Peço aos candidatos que tragam denúncias concretas para podermos instruir o procedimento. O Ministério Público trabalha com provas plausíveis, porque depois de recebermos as queixas vamos buscar ouvir a organizadora do concurso, a Secretaria de Defesa Social, e precisamos ter uma documentação consistente”, afirma Cajueiro, que atua na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público da Capital. Apesar das denúncias, a SDS garantiu que a seleção está mantida.

O MPPE vai apurar se houve falhas na fiscalização das provas objetivas e se essas falhas atentaram contra a legalidade do certame. O promotor ainda se comprometeu a receber e investigar todas as situações em que ficarem caracterizados prejuízos à coletividade, já que não é papel do Ministério Público atuar em casos individuais.

Os candidatos explicaram ao representante do MPPE que em muitos locais de prova ocorreram problemas quanto à revista pessoal, falta de informações sobre o tempo de prova, atraso no início das provas em razão de quedas de energia e falta de registro das ocorrências em ata nos locais de prova. No dia do concurso, um grupo suspeito de tentativa de fraude foi preso pela Polícia Civil.

Quanto ao pedido de cancelamento das provas objetivas, feito pela comissão de candidatos, o promotor de Justiça Eduardo Cajueiro deixou claro que as investigações ainda estão começando.

Com informações do JC Online

 

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