No Dia do Basta, bancários de Petrolina denunciam retirada de direitos e cobram reajuste salarial

Presidente do Sindicato falou sobre manifestação (Foto: Blog Waldiney Passos)

A manhã dessa sexta-feira (10) é marcada pela manifestação dos bancários em Petrolina. O movimento foi aprovado em assembleia geral realizada no meio da semana e é repetido em todo o estado. Aqui na cidade, o atendimento nas agências bancárias não interrompido, mas os bancários estão mobilizados para apresentar a pauta de reivindicações.

O presidente do Sindicato dos Bancários de Petrolina e Região (SEEB), Augusto Ribeiro conversou com o Blog Waldiney Passos e falou sobre o ato realizado pela categoria no dia de hoje, que não descarta uma possível greve.

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“É uma forma de representar a nossa insatisfação com o que está sendo negociado em mesa com os banqueiros, com relação aos bancos privados e públicos. Temos tido retirada de direitos, a própria reforma trabalhista produziu isso, tem nos prejudicado de sobremaneira”, disse Augusto.

Dia do Basta

Hoje é o Dia do Basta marcado por manifestações em todo país, contra as perdas de direitos dos bancários, estabelecimento de metas consideradas abusivas pelos funcionários e cortes em benefícios, como ticket alimentação e comissão.

“A gente precisa construir um acordo que seja decente, que seja digno. A gente está sem aumento nenhum, eles querem dar aumento zero e ontem a gente toma conhecimento que os juízes que ganham RS 30 mil reais têm um amento de 16%. Esse é um país desigual“, destaca.

Estados de greve

Ainda segundo o presidente do SEEB, na próxima sexta-feira (17) acontecerá uma nova rodada de negociação e caso não haja avanço, a categoria pode deflagrar greve no próximo mês.

“A gente só pode paralisar dentro da legalidade, que é a nossa data base, em 1º de setembro. Se não houver um avanço, uma solução negociada em mesa, nós temos a legalidade de produzir a paralisação em setembro”, antecipa.

Para Augusto, a greve é o último caso para a categoria que deseja ter seus pedidos atendidos durante as negociações com os patrões. “A greve pra gente do movimento sindical não é bom, nem para os bancários, nem para banqueiros e nem para os usuários”, finaliza o presidente do SEEB.

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