“O kit não é cesta básica para família”, explica secretária de Alimentação de Petrolina

Kit é para o aluno e não à família (Foto: Jonas Santos)

Desde que as aulas na rede municipal foram suspensas, por conta da pandemia do coronavírus, a Prefeitura de Petrolina anunciou que manteria os estudantes alimentados e iniciou a distribuição de kits da merenda. A Secretaria de Saúde atualmente está entregando a segunda leva, mas ainda há dúvidas sobre a qualidade desses alimentos.

A secretária Executiva de Alimentação Escolar, Geórgia Mourão, participou do programa Super Manhã com Waldiney Passos na Rádio Jornal Petrolina e esclareceu vários pontos levantados pelos ouvintes. Ela fez questão de ressaltar que “o kit não é cesta básica para família, é exatamente a merenda escolar que o aluno faz na escola”.

Contrato da merenda foi aproveitado no kit

“O contrato existente hoje é o contrato iniciado em 2019 do processo licitatório da merenda escolar. Nele nós temos vários itens, inclusive para crianças especiais, com diabetes e autismo. São itens programados com a data específica e pelo contrato estar vigente foi usado para o kit da merenda escolar“, disse a Mourão.

Kit foi montado com recurso do município

“Esse recurso não é do Governo Federal, que só nos manda apenas R$ 5 milhões por ano, que é R$ 0,37 por aluno por dia. O complemento dessa alimentação é feita com recurso da Prefeitura Municipal. E o Governo Federal não nos manda esse recurso todo de vez“, esclareceu a secretária executiva.

Itens ausentes e qualidade dos alimentos

Sobre a reclamação dos pais que está faltando iogurte e bebida láctea, a secretária esclareceu: “A bebida láctea servida é muito perecível, precisaria chegar refrigerada na casa do aluno. Nós não temos que fazer essa logística. É praticamente impossível entregar esse item, já pensou a gente entregar e chegar estragado?“, ressaltou.

Outro ponto questionado pelos pais é a qualidade dos alimentos entregues. “A marca muitas vezes não significa a qualidade do produto. O que nós avaliamos a qualidade nutricional. É feito um teste e eles são aprovados por nossa equipe de nutrição“, justificou Mourão.

Orientação da FNDE

Segundo ela, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) não impõe como deveria ser elaborado os kits e as Prefeituras estão livres para montar de acordo com sua necessidade: “A recomendação da FNDE, ele não diz como tem que ser o kit. Ele deixa bem claro que cada município monta seu kit alimentar de acordo com o que tem para entregar e de acordo com a possibilidade da distribuição. Não é porque tem carne no contrato que nós temos que usar em todos os kits. Isso é fracionado“.

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