Odacy Amorim alerta para crescimento da miséria no Brasil

RELATÓRIO – Segundo o parlamentar, o número de pessoas vivendo na miséria no Brasil pode aumentar em até 3,6 milhões até o final de 2017. Foto: Jarbas Araújo

Relatório do Banco Mundial, divulgado no início do ano, que prevê o aumento da pobreza e da pobreza extrema no País mereceu registro do deputado Odacy Amorim (PT), durante a Reunião Plenária desta terça (17). O documento estima que o número de pessoas vivendo na miséria no Brasil pode crescer em até 3,6 milhões até o final de 2017, e sugere o reforço de programas sociais como o Bolsa Família para garantir assistência aos “novos pobres”.

O parlamentar disse que, apesar dos primeiros sinais de recuperação da economia, é preciso lembrar das comunidades que passam por dificuldades e que convivem com situações degradantes. “É muito fácil para quem tem boa condição financeira criticar o Bolsa Família. Precisamos nos preocupar com aqueles que sofrem mais”, ressaltou.

Segundo o estudo citado pelo deputado, o País deve contabilizar, até o final do ano, cerca de 20 milhões de pessoas em situação de “pobreza moderada” e até 9 milhões de cidadãos atingidos pela miséria extrema. O perfil dos brasileiros que devem passar a essa situação é composto, majoritariamente, por moradores de zonas urbanas, com menos de 40 anos, que concluíram o Ensino Médio e que estavam empregados até 2015 – sobretudo no setor de serviços.

A principal razão da piora nos indicadores, aponta o Banco Mundial, é a recessão prolongada. Segundo o organismo internacional, o quadro econômico tem revertido ganhos sociais registrados entre 2004 e 2014, quando o crescimento do emprego formal e dos salários – aliado a ações de distribuição de renda – tirou quase 29 milhões de pessoas da pobreza. “Precisamos trabalhar para que a miséria não volte”, alertou Amorim.

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