Pai da menina Beatriz se emociona durante entrevista ao comentar fala de Augusto Coelho

dscn5997 sandro beatrizDurante entrevista nesta terça-feira (6) ao programa “Super Manhã”, com o radialista Waldiney Passos, o pai da menina Beatriz Mota, Sandro Romildo, falou sobre a tristeza que assolou a família após as declarações do ex-prefeito de Petrolina (PE) Augusto Coelho e classificou o discurso como lamentável. Sandro ficou muito emocionado ao falar sobre as declarações feitas pelo ex-prefeito e afirmou que de certa maneira o discurso veio para dar mais força à campanha.

“É lamentável! Inclusive eu quase não dormi essa noite, refletindo sobre o que foi dito. Para a gente é muito doido.  O episódio de ontem foi como se rasgasse uma ferida que estava sendo cicatrizada. Nosso coração ficou sangrando muito. E percebemos que a sociedade do Vale do São Francisco reagiu com repúdio à essa declaração. Na minha impressão eu acho que o Dr. Augusto tentou defender a escola de alguma maneira, porém, mais importante que a escola é a família. Eu não sei como um pai de família, consegue [muito emocionado]… Nós magoou bastante e nós colocamos uma nota por essa infelicidade lamentável que foi à declaração de Augusto, mas cabe a Deus julgar as pessoas, a gente não deseja mal a ninguém. E isso veio de certa maneira para nos dar mais força na nossa campanha”.

Segundo Sandro, a campanha que vem sendo realizada na página do Facebook “Beatriz clama por justiça” tem causado um certo desconforto em pessoas que devem algo às investigações. O pai da garota Beatriz lembrou que havia prometido um tom mais agressivo nas campanhas.

“Acho que essa campanha na qual nós lançamos os cards está causando um certo pânico ou desespero em quem deve alguma coisa. Eu já havia prometido a todos que o tom da nossa campanha seria um pouco mais agressivo, já que se passou um ano e nada foi resolvido. Acho que no intuito de tentar ajudar de alguma maneira o Dr. Augusto Coelho acabou se atrapalhando com a sua linguagem, inclusive com uma linguagem que eu achei, para a pessoa dele, muito ‘chula’, dizer que cansou a sua beleza. Eu acho que beleza nós tínhamos quando nossa família era completa”.

4 Comentários

  • Jéssica

    6 de dezembro de 2016 at 17:28

    Durante muito tempo tenho me perguntado: Por que será que a família quer tanto fechar o colégio? Será que por traz de tanta indignação e posturas rancorosas existe alguma frustração? O que leva a agir contanto ódio? É o fato de o assassinato da criança ter acontecido dentro das dependências do colégio? Ou é o fato de o colégio ter recusado a proposta do pai e dos advogados de receber uma indenização milionária e um salário mensal de (quinze mil reais) até se aposentar? Como sei dessas informações? Foi feita em uma reunião no auditório do colégio no final do 1º semestre deste ano com os advogados, que passaram tais, informações para as famílias, inclusive, foi informado também, que no contrato, tinha uma cláusula que pedia sigilo absoluto sobre essa negociação. Tudo isso aconteceu mais ou menos 20 dias após o crime. A partir dessa revelação muitas indagações passaram a ser feitas pelo público presente.
    É impossível não entender a dor da família. Essa é uma dor indelével, não há como calcular o tamanho do sofrimento pelo qual passam. Calei-me tanto tempo, justamente, por entender que mediante tanto sofrimento às vezes se perde a razão dos fatos. Manifesto-me hoje porque acredito, que por maior que seja o sofrimento de alguém, isso não lhe dá o direito de querer o sofrimento do outrem.
    Quando a família exige o fechamento do colégio, será que pensa na quantidade de funcionários que trabalham nesse espaço e que dependem da renda que recebem para alimentarem os seus filhos? Quando a família acusa os funcionários do colégio no envolvimento da morte de Beatriz, o fazem com tanta veemência que se chega a pensar que se sabe na realidade de quem se fala. A quem de fato se quer acusar? Por que esses suspeitos aos quais se referem ainda não estão presos? Ou será que a acusação é realmente destinada a todos que lá trabalham?
    Sandro, o que você sabe, para tais acusações? Lucinha, quais são suas suspeitas? Por que elas não são reveladas com mais clareza para a população, que também deseja justiça desse crime brutal?
    Acredito que o maior desejo da população do vale é a elucidação desse crime, mas ao que se percebe, a família tem entre esse, outro desejo, um que me preocupa estar sobressaindo o primeiro: “o fechamento do Colégio Auxiliadora”.
    Outra coisa preocupante é que a família sempre exalta o trabalho da polícia. Foram poucas vezes que não evidenciaram empenho e compromisso nas investigações. Agora pergunto: onde está tanto empenho para elucidar esse crime brutal? Onde estão as falhas dessa investigação fraca? Quais as comprovações das inúmeras hipóteses levantadas e apresentadas à população como espécie de “tapa voz” de um povo que clama por justiça e que ao mesmo tempo se vê frente à inércia de uma investigação fragmentada.
    Sei o quão é triste comemorar um ano sem o sorriso, a alegria, companhia e amor dessa criança tão linda, mas acho que com ódio, rancores e rivalidades a solução desse assassinato será ainda mais difícil.
    Entrego a família e o colégio nas mãos de DEUS PAI, pois Ele é Poderoso e sabe de todos os detalhes do que de fato aconteceu. Fica um lembrete: Deus não opera na ansiedade, no ódio. Mas, Ele também não permite que nada fique escondido por muito tempo. No tempo DELE tudo será esclarecido, porque ELE é justo e fiel, e tenha certeza, Ele se compadece da dor imensurável dessa família. Outra observação para que a família possa refletir: Como é que se clama por JUSTIÇA e se luta pela PAZ em meio a tantos ataques e posturas que provocam FÚRIA, ÓDIO, sentimento de revolta e guerra?

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    • Paulo

      6 de dezembro de 2016 at 18:31

      Se o que diz é verdade( talvez Jessica) Não se esconda em comentários coloque um artigo na impressa com seu nome e sobre nome. Só pra salientar a instituição tem culpa sim porque não tomou os devidos cuidados que é de obrigação em lei por isso tem que ser penalizada civil e criminalmente quem diz isso não sou eu é a lei vigente do nosso pais.

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    • Maria Ines silva

      7 de dezembro de 2016 at 16:58

      É fácil criticar a postura dos pais de Beatriz,difícil é no colocarmos no lugar deles.Eu pergunto:E se fosse sua filha?Essa dor só eles sabem a dimensão,por mais que digamos:Eu sei como se sentem.Não saberemos.A dor é da família,tudo que eles digam ou desejam, é perdoável.Só eles sabem a dor de perder a filha como perderam,ninguém mais sabe.Ah! BELEZA é a Justiça doa a quem doer.

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    • Diva

      9 de dezembro de 2016 at 14:48

      Concordo plenamente com suas falas … sei que a dor de ter perdido a menina é grande mas creio que a de não terem sido atendidas as reivindicações também foi gerando revolta e sentimento de vingança. Mas não podemos negar querida, que fica evidente que a morte desta criança foi tramada lá dentro mesmo, é muito óbvio pelo andar de todo o crime, mostrando a fragilidade do colégio, que não se há controle de segurança de funcionários dentro do estabelecimento, não há segurança. Entendo as colocações, mas o crime foi cometido dentro de um colégio de tradição com posturas religiosas e conservadoras. O ônus precisa ser pago. Agora concordo que se a família sabe de alguma coisa deveria falar ao invés de ficar atiçando a população.

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