Papa Francisco condena terrorismo, guerras e corrupção na Via Sacra

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O papa Francisco condenou ontem (25), durante oração após a cerimônia da Via Sacra, o fundamentalismo, o terrorismo, as guerras e os corruptos. Ele também denunciou a destruição do meio ambiente, em detrimento das futuras gerações, e os mares que se tornaram “cemitérios insaciáveis”. No Coliseu de Roma, o papa rezou pelos idosos abandonados, pelas pessoas com deficiência e pelas crianças desnutridas.

Como sinal de esperança, Francisco citou as pessoas que sonham “com um coração de criança” e que trabalham para tornar o mundo um lugar melhor, mais humano e mais justo.

Ao longo da tarde desta sexta-feira, dezenas de milhares de pessoas entraram no Coliseu, depois de terem passado por fortes controles de segurança. O evento recria o caminho feito por Jesus, ao carregar a cruz desde o Pretório de Pilatos até o Monte Calvário.

Sentado em um trono vermelho, ao lado de uma grande cruz de metal, iluminada com tochas, o papa, de 79 anos, escutou um longo discurso escrito pelo cardeal italiano Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia, no centro da Itália.

Dois sírios, um russo, um chinês e um centro-africano foram os escolhidos para transportar uma cruz de madeira pela histórica arena, onde morreram milhares de cristãos, durante o Império Romano.

Pedófilos

Francisco também denunciou “a consciência insensível e anestesiada” da Europa relativamente aos migrantes e a traição dos padres pedófilos, que “roubam os inocentes da sua dignidade”.

“O Mediterrâneo e o Mar Egeu “tornaram-se um cemitério insaciável, imagem de nossa consciência insensível e anestesiada”, lamentou o papa na oração de cerimónia da Sexta-Feira Santa.

O papa renovou o apelo aos países da União Europeia, para que acolham condignamente os centenas de milhares de requerentes de asilo e migrantes.

“Oh Cruz de Cristo, nós vemos hoje nos rostos das crianças, das mulheres e das pessoas exaustas e assustadas que fogem das guerras e da violência e não encontram mais do que a morte e de ambos Pilates lavou as mãos.”

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