Pesquisadores utilizam pneus para destruir ovos de fêmeas do Aedes aegypti

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A necessidade de solução para a epidemia do Zika vírus, detectada um problema de saúde pública internacional pela OMS recentemente, mostra-se cada vez mais urgente. No continente americano, a doença já foi detectada em 33 países, incluindo o Brasil.

Os recursos limitados incentivam a criatividade. Pesquisadores canadenses e mexicanos desenvolveram um método eficaz e barato contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Zika, dengue, febre chikungunya e febre amarela. Chamada de “ovillanta”, a armadilha é feita a partir de duas peças de 50 centímetros de um pneu antigo. Isso mesmo, um local de reprodução dos mosquitos pode ser utilizado contra eles.

As partes são moldadas de forma similar a uma boca. Dentro dela é colocada uma solução à base de leite que atrai os mosquitos. Por sua vez, coloca-se no líquido uma tira de papel ou madeira, na qual a fêmea deposita seus ovos. A tira é removida duas vezes por semana, e os ovos são destruídos com fogo ou etanol.

A solução passa a incluir o feromônio dos mosquitos – substância química produzida pelas fêmeas e que as atrai para pôr os ovos -, é filtrada e, depois, novamente colocada na “ovillanta”. De acordo com os estudiosos, a concentração do feromônio aumenta com o tempo e torna a armadilha cada vez mais atrativa para os mosquitos.

O teste ocorreu em sete bairros da cidade de Sayaxché, na Guatemala, durante 10 meses e matou mais de 18.100 ovos em cada mês, número sete vezes maior que o de armadilhas mais comuns. Foram utilizadas 84 “ovillantas”.

Segundo o autor do estudo, Gerardo Ulibarri, da Universidade Laurentian, o método tem custo 20% menor que os inseticidades e, ainda, um terço do custo de armadilhas mais comuns. Os inseticidas, acrescenta Ulibarri, prejudicam morcegos e libélulas, predadores do mosquito.

Em entrevista ao portal norte-americano The Daily Beast, ele justificou o motivo do use de pneus. “Decidimos usar pneus porque eles representam até 29% dos locais de reprodução escolhidos pelos Aedes aegypti. E os pneus são instrumentos acessíveis e baratos em ambientes com poucos recursos”, argumentou.

Com informações dos portais Diário de Pernambuco ,The Daily Beast e Observador.pt

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