Petrolina: Ex-presidente do STR acusa atual presidente de “esquentar” carteira para se candidatar ao sindicato dos assalariados

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Petrolina, José Tenório, fez uma grave denúncia sobre o atual presidente do STR, Francisco Pascoal, “Chicô”, durante o programa ‘Super Manhã, com Waldiney Passos, na rádio Jornal. De acordo com Tenório, Chicô estaria ‘esquentando’ sua carteira, ou seja, estaria com a carteira assinada, mas não estaria trabalhando, para poder se candidatar e participar das eleições para o Sindicato dos Assalariados.

“É muito grave essa situação porque trata-se do caso de funcionário fantasma, que tem uma carteira assinada em uma empresa, mas não presta serviço. Não sei quanto tempo tem, mas as contribuições dele vem de março para cá. Não é só ele, tem mais umas três pessoas do grupo dele na mesma situação.  Nós fomos atrás de trabalhadores dessa empresa, Fênix Agropecuária, que funciona no Maria Tereza, e eles afirmaram que nunca o viram ele trabalhando lá”, denunciou Tenório.

Segundo o ex-presidente do STR, Chicô estaria ferindo o art. 10 do estatuto do sindicato, que prevê a eliminação do quadro social daquele que “se filia para ser diretor titular ou suplente de outro sindicato que represente qualquer categoria”, já que ele estaria como diretor financeiro do Sindicato de Agricultura Familiar. Tenório criticou a atuação de Chicô para tentar se candidatar em outro sindicato.

“Os assalariados não estão satisfeitos é com o presidente querer participar de todos eles e agora esquentar uma carteira este ano para poder fazer parte da categoria tirando o direito dos associados que estão em evidência. O sindicato dos assalariados tem que ser conduzido pelos que estão na ativa, de carteira assinada, e o companheiro nunca foi assalariado”, completou.

Outro que esteve presente no programa e pediu esclarecimentos a Chicô foi o ex-diretor do STR, José Renner. “Eu fico triste com isso, porque eu sou trabalhador rural a 15 anos na Queiroz Galvão, onde ele, Chicô, vem a tanto tempo defendendo a agricultura familiar e de uma hora para outra a gente encontra ele tentando entrara na área de assalariado. Eu acho isso uma vergonha. Ele tem que dar oportunidade a quem está no campo de saber o que é uma CLT, uma convenção coletiva, dar o direito a um trabalhador ser um presidente, participar do sindicato. A gente está aqui para esclarecer algo que está sendo feito de forma escondida”, disse.

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