Philarmônica de Petrolina se renova com projeto Jovem 21

Filarmonica Master 1

Philarmônica 21 de Setembro

Além da agricultura irrigada a cidade de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, também é celeiro da diversidade musical que, entre outros nomes, vai de Geraldo Azevedo ao Samba de Véio da Ilha do Massangano, que impressionou o escritor Ariano Suassuna. Nesse território, a música instrumental também ganha espaço pelas mãos dos músicos integrantes da tradicional Banda Philarmônica 21 de Setembro que atravessa um século de história sem perder sua originalidade. Com a missão de revitalizar sua trajetória criou no ano passado, o programa de incentivo educacional Jovem 21, e abriu seleção com mais de 70 vagas entre instrumentistas e técnicos para compor sua estrutura musical e logística.

As bolsas variam de R$ 200 a R$ 1,2 mil em vários níveis de escolaridade e técnico-musical. Os profissionais poderão desenvolver atividades entre a Philarmônica e a Orquestra Sinfônica do Sertão, pertencente ao IF Sertão Campus Petrolina. Após o processo de seleção que se encerrou no último dia 15, as atividades terão início em 25 de janeiro. Já a temporada de concertos abertos será retomada após o carnaval. Com 105 anos de história, e várias gerações de músicos, a ideia é dar sequência ao projeto da Philarmônica Jovem que já conta com cerca de 30 integrantes jovens que, em sua maioria, surgiram das fanfarras escolares.

Ozenir, maestro 2

Maestro Luciano Ozenir

O passado de apresentações dispersas da Philarmônica máster ficou para trás. Até o final do ano passado, junto com os jovens foram 60 apresentações, em um semestre. Com o mote de que música é para se compartilhar em espaços públicos, seus instrumentistas foram ao encontro do público, em praças e escolas dos bairros da periferia, durante a semana, e aos domingos no amplo Parque Josepha Coelho.

Francisco Dias, 72

Músico Francisco Dias

A versatilidade do repertório e o perfil dos músicos de idades distintas acabam mesclando a experiência de uns com as novas ideias dos que chegam. Há 35 anos integrando o elenco da tradicional Philarmônica, Francisco Dias, 72, não esconde a felicidade ao falar sobre seus colegas de sinfonia. “Somos mais que uma família de carinho, respeito e troca de experiências”, argumenta.

Marcos Vinicus Mangabeira, 14

Músico mirim, Marcos Vinicius

O mais novo dos integrantes da orquestra é Marcos Vinícius Mangabeira, um jovem de 14 anos que esbanja brilho no olhar e orgulho quando está se apresentando. Ele não pensa em outra coisa a não ser se profissionalizar em música. “O importante é fazer parte da banda Philarmônica máster. Música é o que gosto de fazer, minha paixão. Com perseverança treino todo dia, porque essa deve ser meta para quem quer chegar a algum lugar”, ensina o garoto.

Com MultiCiências, Uneb

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