Picadas por escorpiões costumam ser mais frequentes em época de chuva

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O número de acidentes com escorpiões aumentou 17%. Segundo o Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE), os casos atendidos em 2014 somavam 629, enquanto em 2015, eles subiram para 740. O Ceatox acredita que o número de casos tenha subido também por um maior conhecimento da população. Vale lembrar que a época de chuvas faz com que escorpiões, como outros animais, tentem se abrigar em casas, o que aumenta o risco de acidentes.

Para evitar encontrar escorpiões em casa, é aconselhável manter a residência sempre limpa e fazer dedetizações regulares, evitando o aparecimento de insetos que servem de alimentos para os escorpiões, como as baratas. O acumulo de lixo nas proximidades também pode virar esconderijo de animais peçonhentos. Outra dica é nunca andar descalço ou de sandálias em áreas de mata, e usar luvas apropriadas quando for trabalhar com madeiras, materiais de construção, entulhos.

Caso o acidente ocorra, não se deve colocar nenhum produto na pele sem a orientação médica. O adequado é procurar a unidade de saúde mais próxima que pode ser uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou Unidade de Pronto Atendimento (UPA), o que podem ser informado pelo 0800. “Se a vítima for uma criança de até 12 anos, é preciso levar imediatamente ao Hospital da Restauração ou ao Hospital Policlínica Jaboatão Prazeres, na RMR. Já no interior, os soros podem ser encontrados em dez hospitais regionais, um em cada Gerência Regional de Saúde (Geres)”, avisa Lucineide Porto, coordenadora do Ceatox.

Elizia Silva dos Santos, 6 anos, foi encaminhada para o HR na semana passada, após ser picada a noite em seu quarto. “Ela não teve febre, nem vomitou, mas reclamava de muita dor. Ficou em observação até a meia-noite, mas não precisaram dar soro a ela”, conta a mãe, Roberta Silva de Araújo. A casa delas fica em Águas Compridas e a mãe disse não haver entulhos próximos à residência, mas já encontrou outros escorpiões no próprio quarto e no banheiro.

Remédios – A intoxicação por medicamentos está em segundo lugar nos atendimentos no Ceatox – 675 em 2015, contra 462 em 2014 (46%). O Centro orienta que remédios devem ser mantidos longe do alcance das crianças, por poderem ser confundidos com doces e facilmente ingeridos. Numa emergência, a recomendação é que não deem água, leite ou provoquem vômito no acidentado. Também é importante que levem o produto que causou o problema, para que os profissionais possam agir mais efetivamente.

Serviço – Para atender a população e a profissionais de saúde sobre prevenção, diagnóstico e tratamento de casos de intoxicações e acidentes por animais peçonhentos, o Ceatox funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana por meio do número 0800.722.6001. “Vale lembrar que a ligação é gratuita e que os pernambucanos podem ligar de qualquer região do Estado”, ensina a coordenadora do Centro. (Folha de Pernambuco)

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