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Polícia Civil suspeita que assassinatos de garotos em Petrolina tenham sido executados por pelo menos duas pessoas

Delegado Magno Neves concede entrevista coletiva sobre assassinatos de garotos em Petrolina. (Foto: Blog Waldiney Passos)

Na tarde desta terça-feira (2), o delegado Magno Neves, responsável pelas investigações dos assassinatos de Gustavo Vitor Souza, de 13 anos, e de seu irmão Emanuel Carlos Souza, de 11 anos, concedeu entrevista coletiva à imprensa local para esclarecer informações.

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Na ocasião, o responsável pela investigação afirmou que pela dinâmica dos homicídios, a polícia trabalha com a hipótese de que pelo menos duas pessoas participaram dos delitos. “Nós temos linhas investigativas, mas elas estão sob sigilo, não podemos revelar ainda. Pelo modus operandi a gente percebe que foi mais de uma pessoa, por que uma só talvez não conseguisse levar as vítimas para onde foram levadas, pelo menos de duas a três pessoas”, disse Neves.

De acordo com a Polícia Civil, os garotos tinham histórico de ocorrências que segundo o delegado são consideradas de “pequeno monta”. “Por se tratar de crianças, esse fato fica também protegido pelo sigilo, para de certa forma resguardar a imagem deles, ainda que nessa situação”, pontuou o responsável pelas investigações.

Sobre outros dois garotos que foram vistos com as vítimas, o delegado afirmou que no momento exato dos crimes as vítimas estavam desacompanhadas. “A informação era de que eles estavam brincando antes, mas no momento que ocorreu a execução , não se tinha mais ninguém além do outro irmão que foi encontrado em outro local. E eu acredito que não deveria ter por que automaticamente também teriam suas vidas ceifadas, se estivessem lá é por que teriam participação como autor e não como vítima. Pela forma, periculosidade e crueldade dessas pessoas, possivelmente eles também teriam executado quem estivesse próximo,” ressaltou.

“Nós contamos com o apoio da população por que a população tem informações e pode repassar pra gente, através do disque denúncia ou site da Polícia Civil. As pessoas podem usar qualquer ferramenta da Polícia Civil, a gente espera essa colaboração”, concluiu Magno Neves.

Ainda segundo informações repassadas pelo delegado Magno Neves, várias pessoas já foram ouvidas, mas até o momento ninguém foi preso.