Polícia investiga morte de menino eletrocutado em gradil e o culpado pode responder homicídio culposo

Victor Flávio Cardoso tinha 8 anos (Foto: Acervo pessoal)

No último sábado (14) um menino de 8 anos, morreu eletrocutado após se apoiar em um gradil da loja Riachuelo, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife. A polícia investiga o caso e o responsável poderá responder pelo crime de homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.

O diretor de Polícias Metropolitanas, Joselito Kehler, afirmou que o caso poderá ir para a esfera do homicídio doloso eventual, quando o autor assume o risco da morte, dependendo do resultado das investigações. O acidente aconteceu por volta das 19h do sábado, quando a criança brincava em um canteiro na calçada da Avenida Conde da Boa Vista. No local, há fios expostos.

“A princípio, a investigação se dá nesse sentido de apurar o homicídio culposo. A investigação pode alcançar uma dimensão maior e chegar ao homicídio doloso pelo dolo eventual”, pontuou Kehler.

Segundo a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), a responsabilidade pela instalação elétrica no lugar, onde o menino levou o choque, é da Riachuelo. Na manhã desta segunda-feira (16), peritos do Instituto de Criminalística estiveram na área e aumentaram o isolamento do local.

Os peritos não quiseram gravar entrevista, mas disseram que encontraram instalações feitas de forma errada e fios expostos. Eles também notaram que o espaço entre uma grade e outra não é o recomendado pelas normas de segurança. Isso porque as crianças conseguem passar as mãos entre as grades. “A morte da criança por si só já é um evento trágico. A Polícia Civil tem por obrigação e chegará na autoria do crime”, completou o diretor.

Em nota, a Riachuelo lamentou a morte e disse que está prestando assistência à família. A loja segue funcionando, mas com a energia elétrica da área externa desligada. A energia só será religada, de acordo com a Riachuelo, após uma avaliação técnica. Dois funcionários da loja e o pai de Vitor acompanharam a perícia.

“[Funcionários da Riachuelo] só entraram em contato comigo porque eu vim aqui na loja, mas ligar para mim não. Têm meu número [de telefone], mas ninguém entrou em contato. Disseram que estavam arcando com as despesas, mas não arcaram com nenhuma”, desabafou o pai do menino, Valcir Flávio Silva Santos.

Com informações do G1PE

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