Presidente do Sindsemp classifica votação na Câmara como “manobra de empurrar um projeto de lei goela a abaixo”

Walber criticou a forma com que os projetos foram colocados na pauta, sem antes abrir a discussão para os servidores. (Foto: Blog Waldiney Passos)

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Petrolina (Sindsemp), Walber Lins, criticou a atuação dos vereadores durante a votação dos projetos que estavam na pauta da sessão ordinária desta segunda-feira (2) na Câmara de Vereadores de Petrolina, sobretudo no que diz respeito a mudanças no Instituto de Gestão Previdenciária do Município de Petrolina (Igeprev).

Segundo Walber, as alterações apresentadas e aprovadas na Casa Legislativa precisam ter passado primeiro pelos Conselhos do Igeprev para só então ser votada na Câmara. “Dentro da composição do Igeprev nós temos o Conselho Deliberativo, Fiscal e a Diretoria presidente. Essa discussão não passou pelos conselhos. Eu estou presidente do Conselho Fiscal e nunca chegou isso a gente”.

Ainda de acordo com o presidente do Sindsemp, alguns vereadores podem até ter sido enganados quanto aos projetos apresentados. “Nós acreditamos que essa situação não foi nem trazida à Câmara. Alguns vereadores que votaram contra os servidores podem até ter recebido uma informação de que estava tudo correto, mas na realidade tem que haver a apreciação dos conselhos”, afirmou.

Walber criticou a forma com que os projetos foram colocados na pauta, sem antes abrir a discussão para os servidores, já que se tratava de fundos das suas aposentadorias. “A gente viu uma manobra de empurrar um projeto de lei goela a abaixo simplesmente pelo bel prazer do diretor presidente. A gente quer a participação dos servidores. O dinheiro é deles, então nada mais justo do que eles participarem da discussão”, disse.

Sobre a atuação do sindicato agora que o projeto foi aprovado, Walber afirmou que vai procurar o Ministério Pública para defender os direitos dos servidores. “A posição do Sindsemp é a representação junto ao Ministério Público principalmente enquanto presidente do Conselho Fiscal. Nós não fomos consultados, não existe ata do Conselho Fiscal sobre isso. Existe uma condição de inviabilidade legal dessa lei aprovada hoje”, completou.

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