Professores da Univasf desenvolvem pesquisa no Instituto de Nanotecnologia do Soldado Americano do MIT

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Pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) estão no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, para desenvolver a segunda etapa de uma pesquisa que estuda geração de energia a partir da utilização de bactérias. Durante os próximos 15 dias, Helinando Pequeno de Oliveira e Mateus Matiuzzi, professores dos Colegiados de Engenharia Elétrica e de Zootecnia da Univasf, respectivamente, irão trabalhar no Instituto de Nanotecnologia do Soldado Americano (ISN) do MIT, junto com o professor do Departamento de Química Timothy Swager.

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Oliveira e Matiuzzi utilizarão uma membrana de alta qualidade desenvolvida pela equipe de Swager na célula combustível elaborada no Laboratório de Espectroscopia de Impedância e Materiais Orgânicos (Leimo) e no Laboratório de Microbiologia e Imunologia Animal da Univasf. Também serão utilizados eletrodos de grafeno produzidos por Swager, em substituição aos de carbono usados no protótipo. A expectativa dos pesquisadores é que a troca da membrana e dos eletrodos contribua para incrementar os índices de produção de energia já alcançados.

Nesta fase da pesquisa, também haverá a substituição das bactérias Escherichia coli, utilizadas no início do estudo, por levedura, que já comprovou ser mais eficiente para a produção energética nos últimos testes realizados na Univasf. “Estamos levando o melhor sistema de geração de energia obtido durante o primeiro ano de execução da pesquisa realizada na Univasf. Se ao associar nosso sistema biológico às membranas e eletrodos produzidos no MIT conseguirmos gerar energia de maneira muito mais eficiente, estaremos com um sistema de produção de energia de ponta e vamos agregar muito valor ao nosso produto”, disse Oliveira.

Matiuzzi acrescenta que a pesquisa visa obter resultados práticos, que possam ser implementados por grandes empresas para produção de energia, a exemplo de vinícolas e cervejarias, que utilizam a levedura como base para seus produtos. Neste sentido, a experiência no MIT também será positiva por se tratar de um centro de pesquisa que tem relações estreitas com o mercado empresarial.

O protótipo já possibilitou a geração de centenas de microwatts de energia com o uso de bactérias Escherichia coli cultivadas em uma solução de 25 ml de água e nutrientes. O trabalho teve início no final de 2014 e também conta com a participação da estudante de doutorado em Engenharia Industrial da Universidade Federal da Bahia (UFBA) Ariadne Helena Pequeno de Oliveira. A etapa final da pesquisa, a ser concluída em dezembro, será atingir um volume mais representativo de geração de energia.

A parceria bilateral entre Univasf e MIT tornou-se possível graças ao financiamento da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), por meio do Edital N° 11 de Cooperação Internacional Facepe/MIT, de 2014, e prevê a vinda de Swager ao Brasil em meados deste ano. Uma segunda viagem dos pesquisadores da Univasf ao MIT está prevista para acontecer no segundo semestre. “A possibilidade de interação com uma universidade como o MIT é importante para a Univasf, porque estreita os lanços entre as instituições e o meio empresarial. O aprendizado de transferência de tecnologia com o MIT é o grande ganho que vamos ter com o desenvolvimento deste projeto”, destacou Oliveira.

Polymer Day – Durante a manhã de ontem (30), Oliveira apresentou, no MIT Polymer Day Symposium 2016, o trabalho intitulado “Radial Ordered Heterostructures Growth on Polymer Electrospun Fibers: Synthesis and Photocatalytic Activity”, elaborado com professores e estudantes da Univasf e da Universidade de Coimbra, em Portugal, sobre fotocatalisadores à base de nanoflores de zinco.

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