Projeto de Extensão de Serviço Social utiliza educação como ferramenta de prevenção à violência sexual contra crianças e adolescentes

(Foto: Divulgação)

51% das crianças abusadas sexualmente no Brasil têm de 1 a 5 anos de idade, segundo dados de Boletim Epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde em junho de 2018. Ainda de acordo com a mesma pesquisa, foi constatado que cerca de 76,5% dos casos notificados de violência sexual são contra crianças e adolescentes.

Os dados são assustadores, e no anseio de agir sobre esse problema, a professora e coordenadora do curso de Serviço Social da Facape, Maria Lúcia da Souza, promoveu um projeto de extensão a ser trabalhado juntamente com os estudantes do curso: “Violência sexual contra criança e adolescente: a educação como ferramenta no processo de prevenção”, que teve início em 2017 e hoje conta com 17 integrantes.

Tendo como base a atuação na educação, os participantes do projeto atuam como facilitadores desse conhecimento para crianças e adolescentes, levando conteúdo de forma acessível para escolas da rede pública ou ambientes diversos da comunidade, como hospitais; além de estender esse trabalho de conscientização a mães, pais e responsáveis no geral, por entender que estes são parte fundamental desse processo. Nas oficinas realizadas, há um foco na capacitação das pessoas, uma vez que o objetivo final é que elas se tornem multiplicadoras do conteúdo em suas comunidades, pois são os que estão próximos dessa realidade e vivenciando o problema os que mais podem lutar contra essa violência.

Priscila Britto, estudante de 25 anos do 7º período de Serviço Social, conta que o momento mais gratificante pra ela enquanto participante do projeto foi, sem dúvidas, uma visita feita ao Hospital Materno, em Juazeiro. Os monitores passaram de leito em leito, explicando o que era a violência e a exploração sexual contra crianças e adolescentes, formas de identificação e como eles poderiam denunciar um caso como esse: “Uma atividade dessa parece super simples, mas tem um impacto enorme! Principalmente quando consideramos que o maior índice de abuso sexual acontece nos espaços intra familiares”, comenta Priscila.

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