Projeto de Lei que regula atuação de Barraqueiros no São João é aprovado, mas não agrada categoria

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O Projeto de Lei nº 043/2017, que regula a situação dos barraqueiros no São João de Petrolina, garantindo a maior parte das vagas para os trabalhadores da cidade, foi aprovado durante a sessão ordinária dessa quinta-feira (18) na Câmara de Vereadores. O projeto foi aprovado por 19 a 0.

No entanto, nem tudo são flores. Os barraqueiros não se agradaram totalmente com o texto aprovado, pois, ao menos no São João do José e Maria, eles só terão direito a 10% de comissão dos valores arrecadados com as vendas. O restante do lucro ficará com uma empresa que terceirizará o serviço. De acordo com Maria Salomé da Silva, presidente da Associação de Barraqueiros de Petrolina, dessa forma os barraqueiros estariam pagando para trabalhar.

(Foto: Blog Waldiney Passos)

“No José e Maria, na parte de dentro do espaço, estão dando prioridade aos barraqueiros do bairro. Mas são terceirizados e comissionados a 10%. Do lado de fora os espaços estão sendo comercializados para o ambulante. Sobre o lucro, foi uma falha nossa no projeto porque nunca aconteceu em Petrolina uma festa pública ser terceirizada. Essa foi a primeira vez que aconteceu. Nós não vamos aceitar essa situação, porque o projeto está beneficiando os moradores de Petrolina, mas não somos obrigados a trabalhar por 10%, comissionado. Nós estaríamos pagando para trabalhar”.

A Central Única dos Bairros de Petrolina (Cubape) também foi alvo dos barraqueiros. Segundo Salomé, a categoria foi praticamente obrigada a aceitar a situação, pois deveria ser pago um valor de R$ 38 mil, dividido entre 10 barraqueiros, para que o serviço no São João do José e Maria não fosse terceirizado, o que sairia muito caro. Esse valor seria para montar a estrutura da festa. Agora apenas 10% do lucro das vendas dos barraqueiros ficará com eles e o restante será da empresa terceirizada.

“Houve essa cobrança de R$ 38 mil da Cubape. Segundo Pedro Caldas, esse era o valor da estrutura de palco, som e iluminação. A Cubape cobrou R$ 38 mil caso o São João do José e Maria não fosse terceirizado. Qual é o presente que no patamar de três dias tem R$ 38 mil no bolso para vender para o barraqueiro? Nenhum”, reclamou Salomé.

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