Recifense está entre os 77 estudantes no País que atingiram a nota máxima no Enem 2016

(Foto: Rafael Furtado)

O resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) divulgados esta semana revelou uma grande quantidade de estudantes que ficaram com a nota abaixo do esperado em relação ao ano passado. A começar pela redação: a quantidade de provas com nota zero aumentou em relação a 2015 – 53 mil participantes contra mais de 84 mil em 2016 – e apenas 77 estudantes no País atingiram a nota máxima, 1.000 pontos.

Entre eles está o estudante recifense Bruno Monteiro, 17 anos, que pretende sair de Pernambuco para cursar economia e direito em Minas Gerais, onde passou em 1º lugar na Pontifícia Universidade Católica.

O estudante acredita que redação, é a chave do Enem por não ter alternativas de múltipla escolha.

“Ela não tem alternativas para marcar. É o fator que mede melhor o conhecimento do aluno, porque é você por você”, resumiu. “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil” e “Caminhos para combater o racismo no Brasil” foram os temas da primeira e segunda aplicações da prova, respectivamente. Bruno respondeu o primeiro deles e considera que o desempenho tem uma origem clara.

“Nunca fui bom em me manter no conhecimento comum. Sempre tentava, a partir de uma questão, pensar nas próprias causas, ser original na argumentação. É tentar pensar por si mesmo. No 2º ano, fiz Enem e tirei 780 na redação. Uma coisa que fiz muito desde então foi treinar. Fazia duas por semana. Mas também não adiantava fazer quando era somente por obrigação. A obrigação inibe a criatividade”, contou.

Dos 6,1 milhões de candidatos do Enem 2016, a maioria (31.75%) tirou entre 501 a 600 pontos na redação. Notas zero ou anuladas representam 4.77%, boa parte por causa do não comparecimento ao segundo dia, da redação em branco, fuga ao tema ou cópia de texto motivador.

Em 2014, 250 estudantes gabaritaram o texto. Em 2015, o número caiu para 104 candidatos. “A gramática da língua está fazendo com que muita gente deixe de tirar nota 1.000. Só 77 alunos no País inteiro. Então a correção está bastante criteriosa. O MEC está investindo muito na capacitação do corretor. Particularmente, acho isso o máximo. Legitima muito o trabalho do professor, faz com que o aluno reconheça por quais motivos a gente exige tanto em sala de aula”, avalia a professora Sandra Lima, com quem Bruno Monteiro teve aulas de produção de texto no Colégio São Luís.

Com informações do FolhaPE

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