Oops! It appears that you have disabled your Javascript. In order for you to see this page as it is meant to appear, we ask that you please re-enable your Javascript!

Ronaldo Cancão apresenta projeto sobre acesso da imprensa na Câmara de Petrolina, mas é criticado por colegas

Edil disse não ter medo da imprensa (Foto: Blog Waldiney Passos)

O que deveria ser uma sessão tranquila, já que não havia projetos de lei do Executivo ou Legislativo, se tornou em um debate histórico na Câmara de Vereadores de Petrolina. Ronaldo Souza (PTB) que em 2019 assumirá uma cadeira na Mesa Diretora apresentou um PL cuja intenção é “regulamentar” o acesso da imprensa no Plenário da Casa Plínio Amorim.

Na sessão de terça-feira (11) o edil usou a Tribuna Livre para justificar a matéria e afirmou não ter medo da imprensa. De acordo com o Projeto de Resolução nº 004/2018 “altera dispositivos do Regimento Interno, que tata do recinto do plenário e da imprensa”.

“Eu não tenho medo da imprensa, eu tenho respeito. O respeito ele cabe em qualquer setor. Apresentei nessa Casa um projeto que regulamenta o que deveria ter sido regulamentado há 26 anos. Meu nome não vai servir de chacota a ninguém, eu respeito a imprensa, mas eu exijo respeito ao meu trabalho”, disse.

Em seguida o edil citou o Artigo 231 do Regimento Interno que trata da imprensa para validar sua iniciativa. Cancão então apresentou outros regimentos de Câmaras no Paraná, São Paulo e Minas Gerais para embasar seu argumento e reafirmou ter respeito pela imprensa. No entanto, o mesmo Regimento Interno de Petrolina prevê em seu artigo 88 que “será dada ampla publicidade às sessões da Câmara, facilitando o trabalho da imprensa”.

Projeto é criticado por colegas de oposição e situação

Vereador quer limitar acesso da imprensa no Plenário da Casa (Foto: Blog Waldiney Passos)

A matéria, na visão dos demais membros da Casa Plínio Amorim criar uma polêmica desnecessária entre os vereadores e imprensa. Ronaldo Silva (PSDB) concordou com a opinião de Cancão, mas saiu em defesa dos comunicadores.

“Primeiro nós temos que fazer e cumprir o Código de Ética dessa Casa, isso que nós devemos cobrar primeiro. E para que os jornalistas não tenham acesso ao Plenário, essa Casa tem obrigação de manter a Sala da Imprensa com conforto e qualidade”, justificou Silva.

Sem corte de direitos

Presidente da Câmara, Osório Siqueira (PSB) deixou claro sua discordância a respeito da matéria de Cancão e foi direito: “A imprensa é quem divulga o trabalho dos vereadores, é quem realmente deixa a população ciente do que se discute aqui. A imprensa, não vai ser cortado seu direito, não vamos travar o direito de quem tem”, afirmou.

Cancão então voltou a falar e disse que a imprensa dá mais ênfase aos pontos ruins do que positivos debatidos nas sessões. Gilmar Santos (PT) citou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, na qual é garantida o direito ao acesso à informação, rejeitando o projeto do colega. “Entre os direitos humanos está o direito à liberdade de expressão, por sinal está na nossa Constituição e diz que, tratando-se do direito de falar, ninguém pode tirar ou dar a ninguém”, destacou. A matéria não tem previsão de ser colocada em pauta.

Deixe uma resposta