Secretária de Saúde de PE alerta sobre surto de doenças causadas por água contaminada

(Foto: Ilustração)

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) identificou 79 surtos de doenças transmitidas por águas/alimentos (DTA), 3,6% a menos do que os 82 de 2015. O número de cidadãos acometidos dobrou, de 1.150 pessoas para 2.264. Alguns casos foram registrados em Petrolina e Salgueiro.

Análises laboratoriais apontam que em 29 surtos foi isolada a bactéria Escherichia coli (presente em fezes) na água para consumo populacional. Outros agentes perigosos como vírus e parasitas foram identificados em 39 surtos. A SES lançou alerta sobre qualidade e segurança da água consumida, sobretudo em áreas com crise de abastecimento.

Em Salgueiro, em dois surtos por contaminação de água, 396 pessoas ficaram doentes. Foram 160 casos a mais do que no Recife, que ocupa a 2ª colocação no ranking e teve 236 enfermos em 24 surtos de água e/ou alimentos em 2016 e tem população 30 vezes maior do que a cidade sertaneja. Terra Nova registrou uma morte.

A diretora-geral de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do Estado, Rosilene Hans comentou que foram identificadas várias problemáticas.

“Tivemos barragem pequena que rompeu e matéria orgânica que desceu para o rio São Francisco. Municípios que consomem água desse rio, através de estações de tratamento, tiveram surtos porque nem todas conseguiram tratar toda a matéria orgânica”.

Dos 59 surtos encerrados, em 76,3% o adoecimento estava relacionado à água para consumo humano. Esse tipo de situação sempre se apresenta de forma mais problemática, porque o contágio é de proporções maiores.

Foi o caso de Salgueiro e de cidades na região de Petrolina. A gestora também elencou que a infiltração de esgoto na rede de abastecimento provocou quadros de adoecimento pontuais. Mas é a seca que compromete mais a segurança da saúde, porque a população muitas vezes não faz a higienização adequada da água armazenada e adquire água de procedência duvidosa em carros-pipa clandestinos.

O gestor da Vigilância Sanitária Estadual (Apevisa), Jaime Brito, alertou que as comunidades em zona de estiagem devem redobrar os cuidados com consumo e estocagem.

“A indicação é que se a pessoa vai ingerir essa água deve ter cuidado e não confiar apenas na cloração dos caminhões-pipa, seja do Exército, da Compesa ou de particulares”.

Com informações do FolhaPE

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