Segundo FMI, contas públicas do Brasil só voltarão ao azul em 2020

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Pelas estimativas do FMI, a dívida bruta do setor público será de 78,3% do PIB. (Foto: Internet)

O Brasil só voltará a ter superavit primário nas contas públicas a partir de 2020, prevê o FMI (Fundo Monetário Internacional) no relatório Monitor Fiscal, lançado nesta quarta-feira (5).

O governo tem dito que o superavit primário (arrecadação maior que despesas, excluindo pagamento de juros) deve voltar a partir de 2019, e que isso depende da aprovação da PEC do teto de gastos no Congresso.

Políticas fiscais expansionistas adotadas no Brasil na maior parte da última década levaram a um declínio nas contas públicas no país entre 2007 e 2014, afirma o relatório, levando o governo a acumular dívida de 73% do PIB, “30 pontos percentuais mais alta que a média dos países emergentes”.

Pelas estimativas do FMI, a dívida bruta do setor público será de 78,3% do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano e chegará a 93,6% em 2021. Na semana passada, o Banco Central informou que a dívida atingira o patamar inédito de 70,1% do PIB, para R$ 4,27 trilhões, depois de fechar 2015 em 66,5% do PIB. O presidente Michel Temer alertou que sem uma reforma fiscal a dívida bruta do governo chegará a 100% do PIB em 2024, o que levaria à falência do Estado.

“As dívidas pública e privada no Brasil aumentaram desde o meio dos anos 2000, alimentadas por uma explosão do crédito e por uma política fiscal pró-cíclica. A forte desaceleração no crescimento do crédito em 2015 exacerbou a recessão econômica, mas a fragilidade do saldo público limita a capacidade do país de amortecer o impacto da desalavancagem do setor privado”, diz o fundo.

Fonte Folha de São Paulo

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