Sem caixa, Correios vão precisar de financiamento para pagar salários

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A atual direção, composta na maior parte por indicados do PDT, partido do ex-presidente Giovanni Queiroz e do ex-ministro das Comunicações André Figueiredo. Foto: arquivo

Operando no vermelho, os Correios vão precisar recorrer a um empréstimo neste ano para conseguir honrar seus compromissos, incluindo salários de empregados e encomendas de fornecedores. As projeções são de que o dinheiro no caixa da empresa termine no segundo semestre. No ano passado, as indicações são de que a empresa tenha terminado com prejuízo de R$ 2,1 bilhões – o balanço ainda não foi publicado. Este ano, até maio, a perda já chega a R$ 700 milhões.

Mais de dez anos após ser o palco inaugural do escândalo do mensalão, a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ainda sofre, segundo quem acompanha o dia a dia da companhia, as consequências do aparelhamento político-partidário a que foi submetida nos últimos anos.

A atual direção, composta na maior parte por indicados do PDT, partido do ex-presidente Giovanni Queiroz e do ex-ministro das Comunicações André Figueiredo, tem apenas um membro que é funcionário de carreira, com experiência em logística.

O valor de R$ 2,1 bilhões de perda em 2015 já passou pelo crivo do conselho de administração da estatal, mas ainda não é oficial porque tem de ser submetido a uma assembleia geral ordinária, que não tem data para ocorrer. Procurados, os Correios disseram apenas que “adotam as melhores práticas de governança corporativa” e que só iriam se manifestar sobre o balanço após a aprovação pela assembleia.

Com informações de Estadão Conteúdos

Um Comentário

  • Edilberto

    9 de junho de 2016 at 21:21

    Vejam que a marginalidade na política do Brasil, leva a falência estatais com mais de 350 anos de fundação. Hoje os correios está cheio de funcionários ditos “terceirizados”, que não passam de empregados temporários de empresas contratadas, que prestam um péssimo serviço sem compromisso algum com a população. Estas empresas ou são de políticos ou indicadas por eles ou seus partidos, e aí entra o propinoduto sem compromisso algum com
    a estatal, como foi feito com a petrobras.

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