Senado conclui aprovação e reforma trabalhista vai para sanção de Temer

(Foto: Internet)

Após aprovar o texto principal, em uma sessão marcada por confusões e protestos, os senadores concluíram há pouco a votação da reforma trabalhista. Enviado pelo governo e aprovado no Senado da mesma forma como veio da Câmara dos Deputados, o projeto de lei segue agora para sanção do presidente Michel Temer.

A proposta altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), permitindo mudanças como a prevalência do acordado entre patrões e empregados sobre o legislado nas negociações trabalhistas. A sessão chegou a ser iniciada às 11h de hoje (11), mas as senadoras da oposição ocuparam a Mesa do Senado e impediram que o presidente da Casa, Eunício Oliveira, conduzisse os trabalhos, que foram retomados apenas no início da noite.

Por mais de sete horas, as parlamentares permaneceram no Plenário, mesmo com as luzes apagadas. Com críticas ao mérito da reforma e ao modo como ela seria apreciada, as senadoras da oposição rejeitaram por diversas vezes sugestões de acordo para que a votação fosse retomada.

De acordo com o senador Jorge Viana (PT-AC), as parlamentares tomaram uma atitude política e criticou o fato de o Senado não ter feito qualquer alteração para melhorar a proposta vinda da Câmara, abrindo mão do papel de casa revisora.

Após uma série de bate-bocas e tentativas de negociações, o presidente do Senado voltou ao Plenário no início da noite e, com um microfone sem fio, anunciou que retomaria o comando da sessão de qualquer jeito.

Com duras críticas à posição das senadoras, Eunício Oliveira disse que sempre buscou cumprir os acordos, garantindo inclusive discussões da matéria para além das previsões regimentais. “Nem a ditadura militar ousou ocupar a Mesa do Congresso Nacional. Isso não existe no regime democrático”, reclamou.

Fonte Agência Brasil

Um Comentário

  • Pedro

    12 de julho de 2017 at 09:46

    O senador Fernando Bezerra Coelho, obediente ao presidente Michel Temer, votou a favor dessa reforma e contrariamente à decisão do PSB. É bem verdade que se trata de uma obediência de conveniência. Já se afirma que deixará o PSB pelo DEM. Já se sabe também que se não for tragado pela Lava Jato, será candidato ao governo do Estado. Se for tragado, lançará o ministro, seu filho. Eis uma das razões porque ainda não abandonou de vez o Temer. Manter o filho ministro, ainda que de um ministério praticamente sem relevância, de modo a dar-lhe visibilidade e passar a falsa impressão de que FBC Filho é importante, é uma liderança. No momento oportuno, contribuirá com a derrubada do Temer e passará a prestigiar o Rodrigo Maia, do DEM, para onde migrará, mantendo o filho ministro e garantindo a disputa majoritária no Estado no ano que se segue, nas condições anteriormente citadas. Brasil, o país dos espertinhos. Dos que pensam somente em seu umbigo.

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