Senador Armando Monteiro critica atual gestão do governo de Pernambuco e fala sobre descaso com programa Pacto Pela Vida

(Foto: Internet)

“Na raiz dos problemas de hoje estão ausência de gestão e de comprometimento do governo estadual com as metas”, disse o Senador. (Foto: Internet)

O Senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) criticou a atual gestão do Governo de Pernambuco, liderada pelo governador Paulo Câmara, e afirmou que os principais motivos para o crescimento da violência no Estado de Pernambuco são “ausência de gestão e de comprometimento do governo estadual”.

Segundo o Senador, o programa ‘Pacto Pela Vida’ virou tão somente “propaganda do governo” e o seu idealizador, o sociólogo José Luiz Ratton, já afirmou que o programa “morreu”.

Para Armando Monteiro não há justificativa plausível para explicar a atual situação da segurança pública no estado de Pernambuco, já que, mesmo sendo um problema nacional, estados como Alagoas e Ceará conseguiram diminuir suas taxas de homicídio em 21% e 9%, respectivamente.

Confira:

Em 2015, a cada duas horas um pernambucano foi assassinado: foram quase 3.900 mortes violentas no ano, o que representou um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Aumentaram também, de forma significativa, os assaltos a ônibus, roubos de carro e explosões de caixas eletrônicos. E este ano a escalada de violência continua.

Se é verdade que a segurança pública é um problema em todo o país, também é fato há diferenças importantes entre regiões e mesmo entre Estados. No Nordeste, por exemplo, Alagoas reduziu em 21% a taxa de homicídios, e o Ceará registrou queda de 9% – ao contrário do que aconteceu em Pernambuco.

O que acontece em nosso Estado? Por que o Pacto pela Vida, que foi referência nacional ao reduzir o número de assassinatos em 30% entre 2007 e 2013, agora sofre tal retrocesso?

Na raiz dos problemas de hoje estão ausência de gestão e de comprometimento do governo estadual com as metas do programa e com o acompanhamento dos indicadores de criminalidade. Faltou investimento em áreas essenciais de tecnologia, inteligência e infraestrutura. Não foi institucionalizado um fórum de segurança pública, com participação das organizações da sociedade civil para acompanhar e monitorar o programa.

Este diagnóstico não é meu, é do idealizador do Pacto Pela Vida, o sociólogo José Luiz Ratton, que foi incisivo em sua entrevista recente no JC: para ele, o programa morreu.

Em gestões passadas, o governador participava diretamente das reuniões e impunha um sentido de urgência. Hoje, existe afastamento proposital do tema, talvez pelos índices desastrosos e pela sensação de insegurança que inquieta o povo pernambucano. Enquanto isso, o Pacto pela Vida sobrevive apenas na propaganda do governo.

O Brasil precisa de uma política nacional de segurança pública, em que possamos valorizar a cooperação federativa no combate à criminalidade, melhorar e ampliar o nosso sistema penitenciário e proteger nossas fronteiras do tráfico de drogas e armas.

Mas Pernambuco não pode assistir passivamente ao aumento da criminalidade. Nossa população reclama por medidas urgentes, que coloquem um freio à escalada de violência e tragam paz e segurança para as ruas e os lares das nossas cidades.

Armando Monteiro Neto/Senador (PTB-PE)”

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