Suspeito de assalto em centro espírita se entrega a polícia no Recife

(Foto: Divulgação)

Um dos suspeitos de participação no assalto que deixou quatro pessoas mortas no Grupo Espírita Amor ao Próximo (Geap), no Grande Recife, na quarta (5), se entregou à polícia, nesta segunda-feira (10). O acusado José Roberto Alcântara, 22 anos, confessou o envolvimento na ação e alegou ter sofrido ameaças. “Policiais estavam dizendo que se pegassem iam me matar. Por isso, eu vim”, declarou.

José Roberto chegou, por volta das 10h30, à sede da Divisão de Homicídios Sul, no Grande Recife, mesma cidade onde ocorreu o crime. Ele informou que desde o assalto seguido de mortes ficou escondido “pelas redondezas”.

Ao lado do advogado Valmir Rêgo Barros, o suspeito, que tem passagens anteriores da polícia, contou que seis pessoas participaram da investida. Ele disse, ainda, que o assalto não foi premeditado. “Eu não sabia que era um centro espiritual. Se soubesse não tinha ido”, afirmou.O jovem lembrou que estava em casa quando foi chamado por dois amigos, Pinho [Felipe] e Kleiton, para participar de uma investida. “Eles passaram na porta [do centro], viram o movimento e chamaram para o assalto. Ele [Kleiton] e Pinho disseram que era ‘fita” boa'”, afirma.

O rapaz também contestou a versão da polícia de que havia dois comparsas assistindo à palestra no Geap. “É mentira isso. Chegou todo mundo junto. Quatro no carro e dois na moto”, completou.

José Roberto disse, ainda, que só havia duas pessoas armadas. No caso, os dois integrantes do grupo que morreram durante o assalto. Ele lembrou que no momento dos disparos estava recolhendo objetos das vítimas do assalto. Por isso, não sabe informar quem reagiu. “Eu só ouvi os tiros e saí correndo”, declarou.

Com informações do G1

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