Capacitação será oferecida para quem trabalha com abate e venda de carnes em Petrolina

(Foto: ASCOM)

A Prefeitura de Petrolina, por meio da Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS) e Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Sustentabilidade (Sedurbhs), firmou uma parceria com a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) para realizar uma capacitação voltada para marchantes, funcionários de abatedouros, feirantes e manipuladores de carne de açougue e mercados.

Esses profissionais fazem parte da cadeia produtiva da carne do município e vão receber orientações direcionadas aos cuidados antes do abate e como é feito o processamento das carcaças. A ação vai acontecer na próxima terça-feira (17), às 9h30, no Campus da Univasf.

A atividade vai contar com a participação de discentes de graduação do curso de Zootecnia e Medicina Veterinária e de pós-graduação em Ciência Animal e Ciências Veterinárias da Universidade. Essa ação faz parte do projeto de extensão coordenado pelo professor do Colegiado de Zootecnia, Rafael Torres. Além disso, os profissionais da Vigilância Sanitária também farão parte do evento e vão passar esclarecimentos sobre a conduta que deve ser seguida.

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Justiça suspende abate de jumentos no Brasil para exportação à China

A Justiça Federal decidiu suspender o abate de jumentos no Brasil para exportação à China. A medida foi tomada por 10 dos 13 desembargadores da Corte Especial do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), em Brasília, na noite da quinta-feira (3).

Desde 2016, o Brasil passou a exportar a couro do animal para a produção de um remédio conhecido como ejiao, bastante popular na China. Não há comprovação científica de que ele funcione, mas, no país asiático, o ejiao é utilizado com a promessa de tratar diversos problemas de saúde, como menstruação irregular, anemia, insônia e até impotência sexual. Ele é consumido de várias maneiras, como em chás e bolos.

Para fabricar o produto, os animais são recolhidos da caatinga e de zonas rurais do Nordeste em grande volume, sem que exista uma cadeia de produção que renove o rebanho, como ocorre com o gado. Ou seja, eles são abatidos em uma velocidade maior do que a capacidade de reprodução, o que acendeu um alerta de que a população de jegues pode ser eliminada nos próximos ano no Nordeste.

No final de dezembro, uma reportagem da BBC News Brasil mostrou que cidades do centro-sul da Bahia se tornaram dependentes economicamente do abate de jumentos. No entanto, o setor cresceu em consonância com o aumento da fome e da pobreza em uma região historicamente já castigada por esses problemas, além de denúncias de maus-tratos, contaminação de animais por mormo (uma doença mortal), trabalho análogo à escravidão e abandono de jegues à morte por inanição.

A decisão do TRF-1 é mais um passo jurídico de uma ação que corre desde 2018, quando entidades de defesa do direito dos animais entraram com um processo solicitando a proibição. Em um primeiro momento, a Justiça da Bahia concedeu uma liminar proibindo os abates no Estado.

Em 2019, porém, a medida foi suspensa por Kassio Nunes Marques, hoje ministro do STF e à época desembargador do TRF-1. Ele voltou a liberar os abates atendendo a um pedido dos governos estadual e federal, além prefeitura de Amargosa, onde funciona o maior frigorífico de abates de jegues do país. O magistrado concordou com o argumento de que a proibição do mercado prejudicava a economia do município e da Bahia.

A maioria dos desembargadores do TRF-1 refutou esse argumento, alegando que a prefeitura de Amargosa não conseguiu provar os supostos prejuízos econômicos provocados pela suspensão inicial do setor. “Não se demonstrou (no argumento) a existência de uma grave lesão à economia pública”, afirmou o desembargador Carlos Eduardo Moreira Alves, que votou pela nova suspensão. Segundo ele, também não ficou comprovada a existência de uma cadeia produtiva para abate no Brasil, o que coloca a espécie em risco. “Não há noticia de que haja rastreabilidade em cadeias de produção ou algo semelhante com que ocorre com o abate de gados”, disse.

“Há músicas e poemas sobre o jumento. Há uma música do Luiz Gonzaga (Apologia ao Jumento) que fala que o animal é nosso irmão, que relata essa proximidade do jumento como um animal de estimação. Imagina se a gente começa a exportar carne de cachorro e de gato para outras culturas que não têm essa proximidade com o animal”, disse. A decisão foi comemorada por ativistas que há anos lutam contra o mercado de ejiao no Brasil.

A suspensão do abate vale para todo território nacional, mas ainda cabe recurso. Além disso, há outros processos na Justiça e investigações do Ministério Público sobre esse mercado.

Mercado lucrativo
Estima-se que o mercado de ejiao movimente bilhões de dólares por ano. Uma peça de couro de jumento, por exemplo, pode ser vendida na China por até U$ 4 mil (cerca de R$ 22,6 mil) — uma caixa de ejiao sai por R$ 750.

No Brasil, os valores do comércio são bem menores — jegues são negociados por R$ 20 no sertão do Nordeste, e depois repassados aos chineses, conforme mostrou a BBC News Brasil em dezembro.

Em relatório recente, o Conselho Regional de Medicina Veterinária da Bahia (CRMV-BA) afirmou que, sem uma cadeia produtiva, o ritmo dos abates e a demanda chinesa pelo ejiao poderiam praticamente dizimar a população de jumentos no Nordeste em poucos anos.

Apenas em Amargosa, são abatidos 4,8 mil animais por mês — 57,6 mil por ano. Há outros dois frigoríficos com permissão para a atividade nas cidade de Simões Filho e Itapetinga, também na Bahia. Com 40 mil habitantes, Amargosa é o ponto final do jumento nordestino antes de ele ser abatido e exportado para virar remédio na China. Desde 2017, o município abriga o frigorífico Frinordeste, local onde mais se abate jegues no país. Ele é comandado pelos chineses Ran Yang e Zhen Yongwei, ambos residentes no exterior, e pelo brasileiro Alex Franco Bastos.

Em entrevista recente à BBC News Brasil, o prefeito de Amargosa, Júlio Pinheiro (PT), afirmou que o setor é o terceiro maior empregador da cidade, atrás só da própria prefeitura e de uma fábrica de sapatos. Para ele, o recente mercado é fundamental para a economia do município, gerando cerca de 150 empregos diretos, além de renda e impostos.

A BBC News Brasil tentou ouvir o frigorífico, mas não obteve resposta.

Agência Brasil

Abate de bovinos cai e o de suínos e frangos sobe no último trimestre

(Foto: Ilustração)

O abate de bovinos no último trimestre do ano passado caiu 1,8%, com um total de 8,04 milhões de cabeças; o de suínos subiu 6,1%, com 11,87 milhões de cabeças; e o de frangos aumentou 2,8%, chegando a 1,46 bilhão de cabeças, na comparação com o mesmo período de 2018.

Os dados foram divulgados hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e são os primeiros resultados da produção pecuária no país.

Na comparação com o terceiro trimestre de 2019, o abate de bovinos apresentou decréscimo de 5,4%, o de frangos diminuiu 1% e o de suínos subiu 1,5%.

Dados do IBGE apontam crescimento de abate de bovinos, suínos e frangos

(Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O resultado do segundo trimestre de 2019 para a pecuária mostra que o abate de bovinos no país aumentou 4,1%, o de suínos 5,1% e o de frangos 3,6%, na comparação com o mesmo período de 2018. Os dados foram divulgados hoje (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação ao primeiro trimestre de 2019, o abate de bovinos cresceu 2,4%, o de suínos subiu 0,7% e o de frangos caiu 1,5%.

No período analisado, foram abatidas 8,08 milhões de cabeças de bovinos, com uma produção total de 2,01 milhões de toneladas de carcaças, uma alta de 3,6% em relação ao primeiro trimestre e de 5,5% em comparação com o segundo trimestre de 2018.

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MPPE emite nota sobre a regularização do abate em Petrolina

MPPE

Nesta quarta (25), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da promotora de Justiça de Defesa do Consumidor de Petrolina, Ana Cláudia de Sena Carvalho, reuniu-se com representantes da Adagro, da Apevisa e com o advogado da empresa ABATAL e GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI ME; com a finalidade de discutir a Notícia de Fato que trata de uma possível ausência de cadastro no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Agropecuária (SISBI-POA) pela ABATAL e GMJ.

O advogado do abatedouro de Juazeiro(BA) informou que a ABATAL está habilitada e possui o SISBI-POA mediante liminar judicial. Já a GMJ está habilitada e possui o SIE da Bahia. A chefe regional da Adagro, Maria do Carmo Freitas Sá, informou, na ocasião, que esteve na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e teve a notícia de que a ABATAL possui o SISBI-POA, mediante liminar, e desta forma a carne proveniente dos animais abatidos pela referida empresa poderão entrar em Petrolina. Também foi checado a atividade econômica principal pelo CNPJ do ABATAL e a sua regularidade na Junta Comercial da Bahia.

Na reunião, ficou acordado que a empresa que realizará os abates dos animais oriundos de Petrolina será a ABATAL, que tem o SISBI-POA. O MPPE concedeu o prazo de 48 horas para que o advogado da ABATAL e GMJ apresente certidão expedida pela Vara da Fazenda com relação a validade da liminar expedida.

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Abate irregular de animais: Matadouro de Juazeiro engana MPPE e Adagro

BOMBAO fechamento do matadouro de Petrolina está trazendo grandes revelações sobre o expediente fraudulento que alguns envolvidos estavam praticando, chegando inclusive a enganar o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e a Agência de Defesa Agropecuária de Pernambuco (Adagro).

Semana passada, através de despacho do Ministério da Agricultura enviado ao gabinete do deputado federal Adalberto Cavalcanti (PTB), a população de Petrolina tomou conhecimento que a empresa GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI-ME (Abatedouro de Juazeiro) não tinha os selos SISBI nem  SIF que autoriza a comercialização de carnes entre Estados e conseguiu enganar inclusive o Ministério Público de Pernambuco.

Desde janeiro quando começaram os abates em Juazeiro (BA), as carnes enviadas  para Petrolina estão sem o selo.

As carnes de bode comercializadas na região estão irregulares, sem a devida inspeção, que é determinada pelo Ministério da Agricultura, ou seja, estão sendo comercializadas de forma clandestina, vez que a empresa não tem também CNAE para o abate, sendo deste modo os comerciantes também lesados, pois não sabiam de tamanha irregularidade.

Ao tomar conhecimento da falta dos selos que autorizam a comercialização legal, o Ministério Público de Pernambuco concedeu um prazo de 48h para que a GMJ Distribuidora de Carnes, apresente justificativa informando o motivo pelo qual comercializava essas carnes de modo irregular.

Segundo o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica a empresa GMJ Distribuidora de Carnes IRELI-ME, só tem como atividade principal Comércio Atacadista de Carnes Bovinas e Suínas e secundárias – Comércio varejista de Carnes- Açougues e Preparação de  subprodutos do abate -, não constando portanto, o abate de animais como vinha praticando.

CNPJ MATADOURO JUAZEIRO

Por outro lado, as perguntas que não querem calar são: porque o MPPE permitiu que fosse fechado o matadouro da cidade de Petrolina, se não tinha outra opção  legal para abate? Por que Vigilância Sanitária do Município está conivente com esse absurdo? E por que a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), que emite o selo da SISBI, não informou a Adagro sobre a irregularidade?

Enquanto isso, os marchantes de Petrolina estão com suas atividades paradas, sem aferir nenhuma renda de modo que o prejuízo aos que foram submetidos só tem aumentado, por conta da insensibilidade dos responsáveis pelo fechamento do matadouro municipal.

“Nossa vida tem sido de muita luta, porque tínhamos um trabalho, agora estamos todos quebrados devendo a fornecedores, parados e sem rumo. Esperamos que depois de tudo isso o Ministério Público e a prefeitura de Petrolina, se conscientizem de que a melhor saída é a reabertura urgente do nosso matadouro. Lá em Juazeiro não tínhamos direito ao couro, eles abatem e ficam com o couro, até as fateiras que vendiam buchos, mocotó, fígado e demais miúdos estão paradas porque o frigorífico fica com tudo”, informou um dos marchantes.

Bombástica: empresa não tem autorização para abater animais em Juazeiro-BA

exclusiva

Animais estão sendo abatidos em Juazeiro de forma irregular

Uma verdadeira bomba a informação que acabamos de receber em primeira mão na redação deste Blog. A empresa GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI-ME (Matadouro de Juazeiro), além de não faz parte da relação do Cadastro de Inspeção Federal – SIF, nem do SISBI- Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal, conforme comprovação de despacho do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através do Departamento  de Inspeção de Produtos de Origem Animal- DIPOA-SDA, também não está registrada no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica com atividade de abate, tendo apenas como atividade econômica principal o “Comércio Atacadista de carnes bovinas e suínas e derivados” e atividades secundárias: “Comércio Varejista de Carnes (açougues) e Preparação de subprodutos do abate”. Portanto, a carne oriunda de Juazeiro é comercializada em Petrolina de forma irregular e com anuência da Vigilância Sanitário do Município.

A matéria completa você vai conferir em instantes.

Audiência discute abate clandestino e fechamento de matadouro público em Petrolina

audiência pública sobre o abate clandestino de animais no Sertão do São Francisco e o fechamento do matadouro público de Petrolina/Toto: Ivaldo Reges

Audiência pública debaterá sobre o abate clandestino de animais no Sertão do São Francisco e o fechamento do matadouro público de Petrolina/Toto: Ivaldo Reges

A Assembleia Legislativa de Pernambuco, por iniciativa do deputado estadual Miguel Coelho (PSB),  realiza nesta sexta-feira (06), uma audiência pública sobre o abate clandestino de animais no Sertão do São Francisco e o fechamento do matadouro público de Petrolina. As questões serão discutidas a partir das 10h, na Câmara de Vereadores de Petrolina.

Na audiência, serão ouvidos parlamentares, representantes do Governo do Estado, Ministério da Agricultura, Ministério Público, Adagro, prefeituras sertanejas, universidades e associações de marchantes e de trabalhadores rurais. Os participantes discutirão soluções para combater o aumento do abate clandestino de animais na região, medidas que coíbam o consumo de carne sem devido tratamento, além de alternativas para um novo matadouro que atenda as cidades do São Francisco.

Segundo Miguel Coelho, que preside a Comissão de Agricultura, a audiência será um ponto inicial do trabalho do colegiado para cobrar da Prefeitura de Petrolina respostas para essas questões e maior fiscalização sanitária no Sertão. “Chegamos numa situação que afeta a saúde pública não só de Petrolina, mas da região do São Francisco, pois vários municípios eram abastecidos pelo matadouro. Todos os dias recebemos denúncias de abate sem condições de higiene e cobraremos uma postura efetiva da Prefeitura, que tem simplesmente negligenciado um problema sanitário grave. Depois de ouvirmos todos, vamos dar encaminhamentos a essa questão para que os moradores e produtores tenham alguma perspectiva de volta à normalidade”, adianta o deputado socialista.

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