Operação Facheiro II erradica mais de 271 mil pés de maconha no Sertão de Pernambuco

(Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Policiais Federais de Salgueiro, com apoio de agentes da Civil e da Militar conseguiram erradicar 217 mil toneladas de maconha produzidas em diversos município do Sertão Pernambucano. A ação foi executada através da Operação Facheiro II, realizada entre os dias 19 e 30 de abril.

Os policiais encontraram a droga sendo cultivadas em ilhas do rio São Francisco e nas cidades de Orocó, Cabrobó, Belém do São Francisco e Santa Maria da Boa Vista. O restante do cultivo estava na área de caatinga em Salgueiro, Carnaubeira da Penha, Serra Talhada, Betânia, Parnamirim, Ibó e Floresta.

De acordo com a PF, caso os 217 mil pés fossem colhidos e colocados no mercado poderia-se produzir 90 toneladas de maconha. A operação também teve apoio do Corpo de Bombeiros Militar.

CemaFauna da Univasf leva projeto sobre a Caatinga para escolas públicas de Petrolina

(Foto: Ascom)

Com o tema “Terras de Caatingas: Desenvolvimento Regional e Proteção da Diversidade Biológica”, o Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (CemaFauna) da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), por meio do Museu de Fauna da Caatinga, está desenvolvendo uma série de atividades nas escolas da Rede Estadual de Petrolina (PE). O evento é em alusão ao Dia do Planeta Terra, comemorado no dia 22 de abril, e o Dia Nacional da Caatinga, celebrado em 28 de abril. As visitas nas escolas começaram no dia 22 e vão até amanhã (30).

O projeto tem como objetivo sensibilizar a comunidade para as questões de preservação do meio ambiente, em especial o Bioma Caatinga. Sete escolas, que estão localizadas em torno do Campus de Ciências Agrárias (CCA) da Univasf, receberão palestras interativas sobre as pesquisas desenvolvidas pelo CemaFauna e uma mostra de animais empalhados, que fazem parte do acervo do Museu de Fauna da Caatinga.

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Ministério do Meio Ambiente libera mais de R$ 200 mil para projeto de recuperação da Caatinga e matas ciliares do Rio São Francisco

Projeto de recuperação da caatinga e das matas ciliares do Rio São Francisco. (Foto: ASCOM)

O aniversário dos 517 anos do Rio São Francisco será lembrado nesta quinta-feira (4), em Juazeiro (BA), com um motivo a mais para comemorar. Durante as festividades, o Ministério do Meio Ambiente, através da Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental, anuncia a liberação de um aporte no valor de R$ 262.520,40 para a continuidade do projeto de recuperação de áreas degradadas do bioma Caatinga, incluindo a recuperação das matas ciliares do Rio São Francisco.

O projeto que começou em 2016, é uma parceria público-privada entre a Agrovale e o Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas da Caatinga (CRAD), da Universidade Federal do Vale do São Francisco –  Univasf. Desde então, vários trabalhos estão sendo realizados no sentido de reflorestar este que é o único ecossistema integralmente brasileiro com 4,5 mil espécies vegetais.

À frente de uma equipe multidisciplinar de biólogos e engenheiros agrônomos, o professor da Univasf (Campus de Ciências Agrárias de Petrolina), José Alves de Siqueira, acompanha também a recuperação das matas ciliares através do desenvolvimento de espécies típicas como jatobá, ingazeira e o marizeiro, a partir do manejo dos locais invadidos pelas algarobas. Estima-se que a algaroba já invadiu cerca de 1 milhão de hectares da Caatinga. Ainda durante os trabalhos, são identificados os melhores modelos para a recuperação das áreas ribeirinhas do Velho Chico.

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Em visita à Embrapa, estudantes têm a oportunidade de conhecer os potenciais da Caatinga

(Foto: ASCOM)

Com o objetivo de instigar a percepção de alunos sobre a diversidade do bioma Caatinga, a Embrapa Semiárido recebeu, nesta terça-feira (04), cerca de 65 estudantes do 3º ano do ensino médio do Colégio da Polícia Militar de Petrolina (PE) para uma visita guiada às instalações da Unidade. A visita faz parte do programa “Embrapa & Escola”, que busca aproximar cientistas, estudantes e professores para estimular nos jovens o interesse pela ciência.

Acompanhados pela equipe técnica da empresa, os alunos tiveram a oportunidade de compreender a importância da pesquisa científica e os potenciais da Caatinga que podem ser explorados na região. Despertar o interesse pela pesquisa científica em jovens tem sido um desafio para muitas instituições no Brasil.

Ao longo da programação, os alunos acompanharam palestras sobre o bioma e sobre os principais projetos em execução na empresa. As espécies de plantas nativas puderam ser vistas de perto no percurso de 300 metros de trilha em uma área de Caatinga preservada.

Raiany Rodrigues, de 17 anos, conta que ficou surpresa com a quantidade de cores, cheiros e formas que a Caatinga possui. “Quando o professor falou da visita, eu fiquei contando os dias pra vir. Queria muito conhecer. Meu pai trabalha com agricultura e mesmo tendo esse contato com a natureza, pra mim foi uma descoberta incrível ter visto a diversidade de plantas e animais”, comenta.

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Casa Nova é destaque no Programa Bioma Caatinga

O ciclo 3 do Bioma Caatinga terá um investimento de R$ 1.570.043,96. (Foto: Arquivo)

Com o maior rebanho de caprinos e ovinos do Brasil (468.258 caprinos, ou 4,8% do total nacional, e 408.526 ovinos, ou 2,2% do total nacional), de acordo com o levantamento do IBGE em setembro de 2017, Casa Nova, a partir do Programa Bioma Caatinga, começa a agregar valor aos produtos da caprinovinocultura, integrando e estabelecendo uma relação de parcerias entre Micro e Pequenas Empresas (MPEs) e produtores rurais, envolvendo quem produz, quem disponibiliza os insumos, quem processa, quem vende e quem compra, fortalecendo-os e tornando-os mais competitivos para o mercado.

Na última semana, aconteceu a solenidade de lançamento do terceiro ciclo do Programa Bioma Caatinga, no Grande Hotel de Juazeiro, com as presenças do Superintendente do Sebrae-BA, Jorge Khoury, do Ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, o gerente regional do Sebrae/Juazeiro, Carlos Rafael Cointeiro, prefeitos e representantes dos municípios de Curaçá, Uauá, Remanso, Casa Nova e Juazeiro.

Para José Carlos Borges, Secretário de Governo da Prefeitura de Casa Nova, representando o prefeito Wilker Torres, a importância do programa “é agregar valor ao produto da caprinovinocultura, rompendo um círculo que se repete há 500 anos”. Dessa fora, “o produtor, o fornecedor de insumo e o supermercado se integram em uma cadeia produtiva, onde todos ganham. A qualidade melhora e quem ganha é o consumidor”. O secretário fez questão de lembrar que “o prefeito Wilker Torres apoia e incentiva o Programa Bioma Caatinga”.

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Estudantes de Petrolina conhecem o Bioma Caatinga em passeio ecológico

(Foto: ASCOM)

Passeando de carroça pela trilha na Caatinga, atração que se tornou uma das mais queridas da Fazendinha do Vale, na zona rural de Petrolina (PE), as duas estudantes não se diferenciam muito do grupo de alunos que participaram do ‘Passeio Ecológico’.

Mas Ana Beatriz Rodrigues, de 9 anos, e sua coleguinha, Maria Rita Pinheiro, de 10 anos, alunas de um colégio particular da cidade, não foram na incursão atrás apenas de aventura.

Elas fazem parte das turmas de 3º a 5º ano do Ensino Fundamental da escola Junior que nesta sexta-feira (23) tiveram uma aula in loco sobre a Caatinga.

Dentre outras coisas, aprendem que o bioma é único, vivo e adaptado ao Semiárido nordestino, que é possível fazer casa, cola, corda e até remédio com sua flora, e, mesmo assim, é um dos ecossistemas mais degradados do mundo, tendo 80% de seu território já alterado.

A expedição, de acordo com a coordenadora do Fundamental I, Claudia de Souza, tem como objetivo sair “um pouco da sala de aula” para promover a interação das crianças com o meio ambiente e os animais, construindo conhecimentos a partir das experiências.

“Elas estão conhecendo a favela, o xique-xique, o caroá; aprendendo a importância da Caatinga para nossa região e começando a valorizá-la ao saber das suas utilidades”, explica.

A experiência

Cada turma de estudantes teve três educadores do Plenus para dar apoio às guias turísticas da Fazendinha. Além do passeio pela trilha ecológica, os guias e professores levaram as crianças para um banho de bica, modelagem de massinha, contação de histórias, lanche saudável e as tão aguardadas alimentação dos animais e corrida na carroça.

“Tudo foi muito legal. Gostei de conhecer as plantas da Caatinga, das historinhas sobre o homem degradando o meio ambiente. E quando chegou a hora do passeio de carroça, meu Deus, foi eletrizante”, disse Maria Rita. “Ela ficou nervosa quando o cavalo fez a curva”, entregou Ana Beatriz, enquanto ria.

As duas garotas se destacaram durante a incursão. Perguntavam, interagiam e eram as primeiras da fila em todas as atividades do passeio. Mas não foram as únicas.

Antônio Eduardo Gonçalves, de 9 anos, fez questão de alimentar o cavalo Zeus e descobrir por que a flora do Semiárido precisa de pouca água em relação aos demais biomas do Brasil. “Eu nunca tinha visto a Caatinga de perto, passeado de carroça, nem mesmo dado comida aos animais. Por isso quis aproveitar tudo”, concluiu.

Agrovale reabre viveiro para produção de mudas da Caatinga

(Foto: ASCOM)

A Agrovale, localizada em Juazeiro (BA) e uma das maiores produtoras de álcool, açúcar e etanol do Nordeste, concluiu neste mês a reforma e ampliação do seu viveiro de mudas nativas da Caatinga. Instalado em uma área de 2 hectares, o espaço tem capacidade para a produção de 36 mil mudas de mais de 70 espécies de plantas e volta a ser aberto ao público no segundo semestre desse ano para visitas técnico-científicas.

De acordo com a coordenadora do Departamento de Meio Ambiente da Agrovale, Thaisi Tavares, as obras do novo viveiro começaram em agosto de 2017, com o objetivo de ampliar a capacidade de produção e otimizar a logística dos serviços oferecidos à população. Com sua conclusão, a empresa retoma a produção das plantas nativas e já começa a receber os primeiros agendamentos de solicitações para visitas acadêmicas. Segundo Thaisi, o processo de doação de mudas deve iniciar em junho, quando as novas espécies estarão mais desenvolvidas e rustificadas para transplante em campo.

As plantas produzidas no viveiro são utilizadas para recuperação de áreas degradadas, repovoamento e reflorestamento com o objetivo maior de preservação do Bioma Caatinga, explica a coordenadora. “As mudas que produzimos são destinadas à restauração do Bioma Caatinga, assim como, utilizadas em ações socioambientais tais como projetos de arborização urbana pelos órgãos públicos como as secretarias municipais e escolas, além de construtores civis, condomínios, universidades e produtores rurais”, ressalta.

No total, nove profissionais trabalham diretamente com o viveiro, que cultiva espécies como o umbuzeiro, ingazeiro, ipê, jatobá e umburana. Ainda segundo Thaisi, com a reforma e ampliação do espaço, foi possível melhorar a capacidade de produção das mudas cuja demanda é crescente. “A Agrovale está sempre recebendo muitos pedidos de doações e de visitas técnico-científicas, então foi necessário que o viveiro passasse por uma obra reestruturante. Estamos mais preparados também para sensibilizar as pessoas sobre a importância e benefícios das árvores em nossas vidas”.

Produção

Por serem plantas nativas da Caatinga (bioma exclusivamente brasileiro), a maioria das espécies cultivadas pela empresa são de porte pequeno ao médio. E, segundo o Departamento de Meio Ambiente da Agrovale, são produzidas de acordo com a sazonalidade de ocorrência das sementes dessas plantas. “Temos espécies que estarão aptas a campo por estes dias e outras que só ficarão prontas em setembro, por exemplo”, conclui Thaisi Tavares.

Curso de manejo de serpentes é realizado no Cemafauna Caatinga para turma do CETEP de Juazeiro

Luis Fernando Bezerra, ministrante do curso, fala sobre importância do manejo das serpentes. (Foto: ASCOM)

Conhecer um pouco mais sobre as serpentes que ocorrem na caatinga e como realizar o manuseio correto delas quando necessário foram alguns dos objetivos do ‘Curso de Manejo de Serpentes’ realizado na manhã da última quinta-feira (19), no auditório do Museu de Fauna da Caatinga do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga), em Petrolina (PE), para uma turma de estudantes e professores do Centro de Educação Profissional do Sertão do São Francisco (Cetep) de Juazeiro (BA).

O professor do Cetep, José Valdo Santana Bezerra, coordenador do projeto ‘Conhecendo a Caatinga’ e responsável por solicitar esse curso de manejo de serpentes da caatinga, falou sobre a importância dos estudantes dos cursos técnicos ofertados pela instituição baiana adquirirem cada vez mais consciência quanto à conservação dos animais silvestres.

“Para nós, professores e estudantes, essa oportunidade foi bem proveitosa porque devemos ter o senso de preservação da fauna da caatinga e como estamos numa instituição de ensino onde existe a presença de animais silvestres é importante que saibamos o procedimento correto de capturá-los”, comentou.

José Valdo observou ainda que as informações passadas durante o curso orientaram bem sobre o que fazer quando algum animal peçonhento apareça na estrutura do Cetep. “Dessa forma, podemos contatar os órgãos ambientais competentes para que possam dar o destino adequado, evitando a mortandade desses animais pelos estudantes, professores e demais funcionários”, finalizou.

“É importante perceber que a população está mudando o pensamento quanto a esse grupo de animais que sofre bastante com a ação humana. Foi muito vantajoso justamente pela importância que eles começaram a dar a partir do momento em que buscaram o Cemafauna para saber a forma ideal de manejo e captura de forma responsável”, ressaltou o zootecnista Luis Fernando Bezerra, ministrante do curso e servidor do Cemafauna.

Serpentes no Brasil

De acordo com informações do Instituto Butantan, no Brasil há 392 espécies, de um total de 2.930 espécies de cobras ou serpentes que existem no mundo, das quais 36 são peçonhentas, dividas em duas famílias: Viperidae e Elapidae. Na Caatinga são 52 espécies, sendo dessas apenas três peçonhentas: coral-verdadeira, cascavel e jararaca.

Matar animais silvestres é crime – De acordo com a Lei nº 9.605/98 é crime ambiental matar, perseguir, caçar, apanhar e utilizar espécimes da fauna silvestre sem autorização ou licença, ou ainda advindos de criadouros não legalizados, podendo render multa de R$ 500 a R$ 5 mil por indivíduo, se a espécie estiver em risco de extinção. A entrega voluntária de animais silvestres como está previsto no Artigo 24, parágrafo 5, do Decreto nº 6514/08 do Governo Federal, não acarreta notificações e multas ao infrator, e o processo é encerrado.

Desfile de 7 de Setembro dará destaque a preservação da caatinga em Juazeiro

As fanfarras das escolas também intensificaram os ensaios na semana que antecede o desfile. (Foto: ASCOM)

A Prefeitura de Juazeiro, através da Secretaria de Educação e Juventude (SEDUC), com o apoio de outras secretarias municipais e as corporações Militares Estadual e Federal, está realizando os últimos preparativos para o tradicional desfile cívico de 7 de Setembro, que este ano terá como tema “A Sustentabilidade em Defesa da Caatinga”.

As escolas das Redes Municipal e Estadual, corporações militares e entidades civis irão desfilar da Orla I até a Avenida Adolfo Viana, em comemoração ao dia da Independência do Brasil.

Dentro da programação às 7h30, acontece a solenidade de hasteamento das bandeiras, no Paço Municipal e às 8h15 a revista às tropas, na Avenida Santos Dumont, ao lado dos Correios. Logo em seguida, as inicia o desfile militar e às 9h o desfile civil.

De acordo com a comissão organizadora este ano o desfile trará algumas novidades, como a participação dos alunos das Escolas Municipais de Educação Infantil, que vão abrir o desfile das escolas com os pelotões da banda infantil e dos pais e alunos que irão distribuir mudas de plantas nativas da caatinga.

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Plano reforça proteção de 19 aves da caatinga em Pernambuco

(Foto: Internet)

O Plano de Ação Nacional (PAN) para Conservação das Aves da Caatinga, documento atualizado a cada cinco anos pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), definiu estratégias de conservação para 19 espécies de pássaros que ocorrem em Pernambuco das 38 distribuídas na Caatinga nordestina contempladas no documento. Zabelê, beija-flor-de-costas-violetas, chupa-dente-do-nordeste, bico-virado-miúdo e maria-do-nordeste estão entre as aves que terão sua proteção reforçada até 2022.

Em fase de elaboração, as ações a serem feitas pelo Cemave, órgão gerido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), terão foco na redução da perda de alteração dos ambientes naturais da Caatinga, recuperação dos habitats das espécies de acordo as vulnerabilidades de cada uma, redução das pressões de caça e tráfico ilegal de aves silvestres.

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Estão abertas as inscrições para a ‘I Semana do Meio Ambiente’ do IF-Sertão em Salgueiro

(Foto: Internet)

O Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), campus Salgueiro, promove entre os dias 5, 6 e 7 de junho a I Semana do Meio Ambiente, com o tema ‘Bioma Caatinga: conhecer para preservar’. A inscrição é gratuita.

Com uma programação gratuita e aberta ao público, o evento será voltado ao debate sobre a caatinga através de palestras, oficinas, minicursos, mesas redondas e um concurso de fotografia.

A inscrição é gratuita e pode ser feita através do site até o preenchimento das vagas, exceto para o concurso de fotografia, que o prazo termina no dia 4 de junho.

“Miguel decretou a morte da Caatinga”, afirma o vereador Gabriel Menezes; Ruy Wanderley rebate

Vereador Gabriel Menezes durante sessão na Câmara Municipal de Petrolina. (Foto: Blog Waldiney Passos)

A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Petrolina, nessa quinta-feira (4), foi recheada de polêmicas. Em uma delas, o vereador Gabriel Menezes (PSL) afirmou que o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, havia decretado a morte da Caatinga na cidade.

Em sua fala, Gabriel lembrou dos dias da Caatinga, comemorado no dia 28 de abril, e do Sertanejo, comemorado no dia 3 de maio. Contudo, o parlamentar afirmou que em Petrolina não havia motivos para essas comemorações, pois, segundo o edil, Miguel havia decretado a suspensão do programa Unidades de Conservação da Caatinga (UCCA) em Petrolina e, consequentemente, a morte da Caatinga.

Segundo o parlamentar, foi apresentado, em março deste ano, um requerimento pedindo que a Agência Municipal do Meio Ambiente (AMMA) se pronunciasse sobre o motivo da falta de pagamento e da previsão de pagamento da UCCA, mas, na resposta ao seu requerimento, recebeu a notícia do fim do programa.

“O prefeito Miguel Coelho, infelizmente, decretou a morte da Caatinga em Petrolina. A resposta do meu requerimento chegou no dia 27 de março afirmando que os meses de janeiro e fevereiro, que estavam vencidos, seriam pagos até o final de abril. Mas através do decreto 040/2017 o programa foi suspenso. É lamentável! E digo que Petrolina não pode comemorar o dia da caatinga, o único e genuíno bioma brasileiro, devido a esse decreto da morte da caatinga”, afirmou Gabriel.

Ruy Wanderley rebate declarações de Gabriel.
(Foto: Blog Waldiney Passos)

Ruy Wanderley rebate declarações

O líder da bancada governista na Casa Legislativa, Ruy Wanderley (PSC), rebateu as afirmações de Gabriel Menezes apresentando ações que demonstram a preocupação do prefeito com o povo sertanejo. Segundo Ruy, Miguel tem feito muito, mas não se pode querer que todos os problemas da cidade sejam resolvidos em apenas quatro meses e questionou o porquê da gestão passado não ter atendido essa parte da população.

“Eu discordo de Gabriel quando ele se refere em relação ao prefeito Miguel Coelho afirmando que o prefeito não tem dado a atenção devida ao homem da caatinga. Já foram feitas seis barragens no interior, 54 poços feitos, mais de 60 equipamentos deixados no interior, beneficiando o povo do campo, sofrido, que não tem água. O prefeito tem feito muito, tem buscado recursos. Nós temos que ter consciência que em quatro meses não se resolve todos os problemas de Petrolina. Por que não resolveram lá atrás? Por que em oito anos não foram feitas essas intervenções?”, questionou Ruy.

Juazeiro: Diocese vai apresentar campanha de fraternidade 2017 na próxima quarta

A caatinga será um dos principais assuntos. (Foto: Internet)

Na natureza tudo é interligado. Uma vida só pode existir porque outra lhe dá as condições. Por isso quando essa rede não é respeitada os desastres afetam a todos. Infelizmente no Brasil, tão rico em fauna e flora, os riscos de exploração e destruição em cada um de seus biomas é algo preocupante.

Com o objetivo de despertar a atenção da sociedade para o problema, a Igreja católica lançou em todo o país a Campanha da Fraternidade 2017, com o tema “Biomas brasileiros e defesa da vida”. Em território nacional a campanha segue até a Páscoa, mas conta com iniciativas que visam perdurar no tempo.

Em Juazeiro, a Diocese fará no dia mundial da água – 22 de março, próxima quarta-feira – uma coletiva sobre a campanha a nível local, através de uma coletiva de imprensa. Estarão presentes o bispo Dom Beto Breis e Roberto Malvezzi (Gogó), especialista no tema, membro da Comissão Pastoral da Terra e um dos autores do texto-base da CNBB sobre os biomas. O evento acontecerá às 9h na Catedral N. Sra. das Grotas.

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Projeto Bioma Caatinga articula emissão de documentos de propriedades rurais no distrito de Pinhões em Juazeiro

Em apenas um dia, foram emitidas 50 Declarações de Aptidão ao Pronaf(Foto: Internet)

Em apenas um dia, foram emitidas 50 Declarações de Aptidão ao Pronaf(Foto: Internet)

Cerca de 120 produtores e produtoras rurais de Pinhões, distrito de Juazeiro (BA), conseguiram emissão de documentos de suas propriedades durante um evento realizado na comunidade esta semana.

Idealizado e coordenado pelo o Agente de Desenvolvimento Rural Sustentável (ADRS) José Fagundes Neto, do Projeto Bioma Caatinga, o acontecimento se deu na escola Raimundo Clementino de Souza.

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Museu de Fauna da Caatinga participa da 10ª Primavera dos Museus realizada pelo IBRAM

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O Museu de Fauna da Caatinga do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga), que está localizado no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) , participa pelo segundo ano consecutivo da temporada cultural ‘10ª Primavera dos Museus’. A ação é promovida pelos museus brasileiros em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), órgão vinculado ao Ministério da Cultura.
De acordo com material divulgado pelo Ibram, o intuito da temporada é, conforme o tema “Museus, Memórias e Economia da Cultura”, fazer um convite à reflexão do papel dos museus na perspectiva de serem agentes fundamentais da economia da cultura, proporcionando ao seu entorno como também aos visitantes trocas simbólicas, culturais, de saberes e de experiências. A semana de eventos segue até o dia 25 desse mês. O Museu de Fauna da Caatinga reservou os dias 20 e 23 para receber turmas de escolas municipais e particulares. Nas demais datas e horários da semana o museu estará aberto às visitas e serão realizadas atividades especiais para os visitantes que vierem durante essa temporada.

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