Fiscalização federal chega à ‘carne’ de Pernambuco

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A fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em estabelecimentos produtores e fabricantes de carne e derivados chega a Pernambuco. A auditoria começa três semanas antes do previsto, por orientação do ministro Blairo Maggi e pelo fato de a força-tarefa ter encerrado os trabalhos antes do previsto nos estabelecimentos citados na Operação Carne Fraca da Polícia Federal. Além de Pernambuco, já estão sendo realizadas ações na Bahia, no Tocantins, no Rio de Janeiro, em Santa Catarina e em São Paulo.

De acordo com o ministro, as equipes de fiscalização nesses estados terão rodízio com troca de posições e até possíveis substituições de superintendentes.

“Queremos que essas auditorias nos deem a situação real de como estão funcionando os serviços de inspeção em cada estado. Todos os resultados serão divulgados e compartilhados com a Polícia Federal e o Ministério Público Federal”, garantiu.

O Mapa não informou quantos estabelecimentos serão fiscalizados no estado, nem se há diferenciação da auditoria pelo fato de não haver citações na operação Carne Fraca.

O secretário-executivo do Ministério, Eumar Novacki, apresentou nesta quinta-feira (6) novo balanço das auditorias dos 21 estabelecimentos do primeiro bloco de auditorias e reafirmou que toda a investigação segue sendo feita com transparência e ressaltou a robustez do sistema de fiscalização sanitária do país.

Ação apreende mais de 700 kg de carne em Petrolina

Carne estava em temperatura não ideal.

A Operação “Pente Fino”, realizada nessa quinta-feira (6), apreendeu mais de 700 kg de carne em estabelecimentos de Petrolina (PE). Segundo a Agência Municipal de Vigilância Sanitária de Petrolina (AMVS), parte do material que seria vendido de forma clandestina na feira do bairro Areia Branca estava em temperatura inadequada.

Segundo informações da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária (Adagro), o Ministério Público, a Polícia Militar, Guarda Municipal e do Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE), os produtos estavam sendo comercializados de forma irregular.

 

Carne Fraca: Exportação de carne cresce 4,4% em março

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Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (3) pelo Ministério do Desenvolvimento, Comércio Exterior e Serviços, houve alta de 4,4% nas vendas ante março de 2016 segundo o critério da média diária, que leva em conta o valor negociado por dia útil. O valor total exportado subiu 9% no mesmo período.

O crescimento nas vendas de carnes bovina, suína e de frango para o exterior cresceram, mesmo depois da Operação Carne Fraca, que resultou no fechamento de frigoríficos e na suspensão das exportações da carne brasileira para alguns países.

As exportações da carne bovina foram as únicas a registrar queda no mês. Houve recuo de 6,1% em relação a março de 2016, segundo o critério da média diária.

Também houve queda de 1,7% na vendas de carne bovina levando-se em conta o valor total exportado em todo o mês de março, que ficou em US$ 404 milhões ante US$ 411 milhões em março do ano passado.

Já as vendas de carne suína e de frango cresceram levando-se em conta tanto a média diária (alta de 43,2% para a suína e 7% para a carne de frango) quanto o valor total exportado no mês de março, comparando-se com o mesmo mês do ano passado (alta de 39,4% nas vendas de carne suína e de 11,74% nas de frango).

Com informações do FolhaPE

Governo dá sinal verde a 3 frigoríficos alvos da Carne Fraca

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Duas semanas depois da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, o governo deu sinal verde para que três dos 21 frigoríficos investigados voltassem a operar normalmente, depois da conclusão de um trabalho de auditoria que não encontrou problemas. São eles: Argus, de São José dos Pinhais (PR), Breyer, de União da Vitória (PR) e Frigosantos, de Campo Magro (PR).

A decisão, tomada no início da noite de sexta-feira, 31, permite que eles voltem a exportar, segundo informou ao Estado o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. E os retira do Regime Especial de Fiscalização (REF), no qual toda a produção é checada pelos fiscais antes de deixar o estabelecimento.

Esse foi o saldo das três primeiras auditorias concluídas. Há outras seis ou sete em fase final, apenas aguardando informações complementares dos frigoríficos. As demais ainda estão em curso.

Chile, China e Egito anunciam retomada da importação de carne brasileira

Pelo menos 19 países e a União Europeia suspenderam total ou parcialmente as importações de carnes brasileiras após o anúncio da Operação Carne Fraca. (Foto: Internet)

O Chile decidiu retirar a suspensão total à importação da carne brasileira, mas manteve a proibição da entrada de produtos dos 21 frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. A informação foi divulgada hoje (25) pelo Serviço Agrícola e Pecuarista do Chile.

O país havia anunciado a suspensão temporária à importação de carne do Brasil até que fossem prestados esclarecimentos sobre o caso. A China e o Egito também anunciaram a reabertura para a importação de carne do Brasil.

O órgão chileno justificou que a decisão foi tomada após ter recebido explicações do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil em resposta ao pedido de informações detalhadas sobre as investigações da Polícia Federal. O Chile informou que poderá suspender as importações de qualquer outro estabelecimento que apareça posteriormente nas investigações.

Vigilância Sanitária de Petrolina apreende carnes em estabelecimentos

A operação vai continuar durante toda a semana em supermercados e frigoríficos da cidade. (Foto: ASCOM)

Com o objetivo de garantir a segurança alimentar da população petrolinense, começou nesta terça-feira (21) no município uma operação da Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS) para intensificar a fiscalização do comércio de carne no município.

Nesse primeiro dia, foram apreendidos, em um estabelecimento do bairro Pedro Raimundo, produtos comercializados de forma clandestina por não possuírem registro, e inadequados para a venda: 47,5kg de linguiça bovina apimentada; 44,6kg de linguiça caseira grossa de frango; 22,3kg de linguiça caseira de pernil; 3,1kg de peito de frango com embalagem aberta e 60kg de frango temperado (no próprio estabelecimento de venda).

Segundo a veterinária da agência, Ana Isabel Arraes, estão sendo observados, além do registro do produto, a temperatura em que estão sendo conservados os itens e as questões higiênicas sanitárias do local.

“Estamos observando todos os itens que garantam a segurança alimentar do consumidor. O ideal é que observe se a carne tem registro municipal, estadual ou federal. Vale lembrar que a população também possui um papel importante na fiscalização. É importante que olhe a cor da carne, a temperatura, data de validade, a embalagem e na dúvida é melhor não comprar o produto”, explicou.

PF diz que irregularidades identificadas na Operação Carne Fraca são pontuais

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Após deflagrar a Operação Carne Fraca, na última sexta-feira (17), que bloqueou R$ 1 bilhão de empresas suspeitas de “maquiar” carnes vencidas e as reembalarem para venda, a Polícia Federal reconheceu hoje (21) que as investigações tratam de desvios praticados por “alguns servidores”. De acordo com a corporação, a apuração das irregularidades “não representam um mau funcionamento generalizado do sistema de integridade sanitária brasileiro”.

As declarações foram divulgadas nesta noite pela PF e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), após encontro do secretário-executivo da pasta, Eumar Roberto Novacki, com o diretor-geral da corporação, Leandro Daiello. O foco da operação, segundo os órgãos, é a eventual prática de crimes de corrupção por agendes públicos.

Temer: força tarefa é criada para investigar frigorífigos alvos da Carne Fraca

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Na abertura da reunião com cerca de 40 representantes de países importadores de carne brasileira, o presidente Michel Temer anunciou hoje (19) maior rigor na fiscalização dos frigoríficos do país. Temer ressaltou que problemas descobertos pela Operação Carne Fraca são pontuais, que a carne produzida e exportada pelo país é de qualidade e que o governo determinou celeridade nas auditorias que serão feitas nos estabelecimentos envolvidos no esquema criminoso.

“Quero fazer um comunicado de que decidimos acelerar o processo de auditoria nos estabelecimentos citados na investigação da Polícia Federal. Na verdade, são 21 unidades, no total, três dessas unidades foram suspensas e todas as 21 serão colocada sob regime especial de fiscalização a ser conduzida por força tarefa do Ministério da Agricultura”, anunciou Temer.

Partidos e produtores europeus pedem suspensão de carne brasileira

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Partidos políticos e produtores europeus pedem o fechamento das fronteiras do bloco à carne brasileira, elevando a pressão para que a Comissão Europeia adote uma medida temporária contra o produto nacional depois da revelação da fraude no setor de carnes. O apelo vem de setores e países com uma tradição protecionista e que, por anos, vem solicitando que Bruxelas derrube um acordo com o Brasil no setor de carnes.

O jornal “O Estado de S. Paulo” apurou que parlamentares e produtores de países como a Áustria, França, Polônia e Irlanda passaram o fim de semana em contato para tentar estudar a forma de incrementar o lobby e pressionar as autoridades europeias a rever seus planos de autorização de importação da carne nacional. A reportagem foi informada por Bruxelas, porém, que não existiu qualquer caso de fraude registrada no comércio com o Brasil desde 2015.

Empresas “maquiavam” carne vencida e subornavam fiscais de ministério, diz PF

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Ao longo das investigações que culminaram na Operação Carne Fraca, deflagrada hoje (17) de manhã, a Polícia Federal (PF) descobriu que os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso “maquiavam” carnes vencidas com ácido ascórbico e as reembalavam para conseguir vendê-las. As empresas, então, subornavam fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que autorizassem a comercialização do produto sem a devida fiscalização. A carne imprópria para consumo era destinada tanto ao mercado interno quanto à exportação.

“Tudo isso nos mostra que o que interessa a esses grupos corporativos na área alimentícia é, realmente, um mercado independente da saúde pública, independente da coletividade, da quantidade de doenças e da quantidade de situações prejudiciais que isso [a prática criminosa] causa”, afirmou o delegado federal Maurício Moscardi Grillo, em entrevista coletiva no fim da manhã, na sede da PF em Curitiba. Também participaram da coletiva o superintendente da corporação, Rosalvo Ferreira Franco, o delegado Igor Romário de Paula e o auditor da Receita Federal Roberto Leonel de Oliveira Lima.

Algumas das maiores empresas do ramo alimentício do país estão na mira da operação, entre as quais a JBS, dona de marcas como Big Frango e Seara, e a BRF, detentora das marcas Sadia e Perdigão. A Justiça Federal no Paraná (JFPR) determinou o bloqueio de R$ 1 bilhão das empresas investigadas, que também são alvo de parte dos mandados de prisão preventiva, condução coercitiva e busca e apreensão expedidos pela 14ª Vara Federal de Curitiba.

Moscardi disse ainda que parte do dinheiro pago aos agentes públicos abastecia o PMDB e o PP. A Polícia Federal não identificou, no entanto, os políticos beneficiados pelo esquema, nem a ligação entre os funcionários do Ministério da Agricultura e esses partidos. “Não foi aprofundado porque o nosso foco era a saúde pública, a corrupção e a lavagem de dinheiro”, explicou o delegado.

Com informações do EBC

Petrolina: 85 Kg de carne e 69 animais são apreendidos em abatedouro clandestino

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Após denúncias da população, um abatedouro clandestino foi fechado em Petrolina (PE), na tarde dessa sexta-feira (24). A Agência Municipal de Vigilância Sanitária (AMVS), em conjunto com a Guarda Municipal de Petrolina, realizou uma ação de fiscalização em uma residência no bairro Alto do Cocar II, zona oeste da cidade. A ação contou ainda com o apoio da Polícia Militar e do Centro de Controle de Zoonoses.

Ao total, foram recolhidos 69 animais, presos em dois currais no quintal da residência, e apreendidos, em média, 85 quilos de carne já abatida. Segundo o diretor-presidente da Vigilância Sanitária, Anderson Miranda, o local não tinha nenhuma condição sanitária para abater animais.

“O abate clandestino, além de não respeitar as mínimas condições higiênico-sanitária, causa sofrimento aos animais. A Agência vem cumprindo seu papel de fiscalizar, tendo como objetivo garantir que o consumidor adquira produtos dentro das normas de segurança alimentar e que não coloque em risco a saúde do consumidor”, frisou.

MPPE emite nota sobre a regularização do abate em Petrolina

MPPE

Nesta quarta (25), o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), por meio da promotora de Justiça de Defesa do Consumidor de Petrolina, Ana Cláudia de Sena Carvalho, reuniu-se com representantes da Adagro, da Apevisa e com o advogado da empresa ABATAL e GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI ME; com a finalidade de discutir a Notícia de Fato que trata de uma possível ausência de cadastro no Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Agropecuária (SISBI-POA) pela ABATAL e GMJ.

O advogado do abatedouro de Juazeiro(BA) informou que a ABATAL está habilitada e possui o SISBI-POA mediante liminar judicial. Já a GMJ está habilitada e possui o SIE da Bahia. A chefe regional da Adagro, Maria do Carmo Freitas Sá, informou, na ocasião, que esteve na Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e teve a notícia de que a ABATAL possui o SISBI-POA, mediante liminar, e desta forma a carne proveniente dos animais abatidos pela referida empresa poderão entrar em Petrolina. Também foi checado a atividade econômica principal pelo CNPJ do ABATAL e a sua regularidade na Junta Comercial da Bahia.

Na reunião, ficou acordado que a empresa que realizará os abates dos animais oriundos de Petrolina será a ABATAL, que tem o SISBI-POA. O MPPE concedeu o prazo de 48 horas para que o advogado da ABATAL e GMJ apresente certidão expedida pela Vara da Fazenda com relação a validade da liminar expedida.

Exclusivo: Adagro afirma que carne abatida em Juazeiro não pode mais entrar em Petrolina

Matadouro Petrolina

Comerciantes de Petrolina que forem pegos comercializando carne abatida em Juazeiro a partir de amanhã (25), terão a mercadoria recolhida

Depois de toda polêmica sobre a falta de selo da GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI-ME, empresa que administra o abatedouro de Juazeiro, no Norte da Bahia. A Adagro constatou que a carne vendida nos frigoríficos e bancas de Petrolina, não possuíam o selo do Serviço de Inspeção Federal – SIF, portanto, estariam de maneira irregular sendo vendida na cidade.

“Se a empresa tivesse o selo, porque a carne não estaria vindo com o SIF e apenas viria com o SIE [selo estadual]?” questiona Maria do Carmo Freitas, chefe da Adagro em Petrolina.

O blog Waldiney Passos entrou em contato com a Adagro e com exclusividade afirmou que a ADAB já foi avisada e que a partir de hoje (24) a carne de animais provenientes de Pernambuco podem até serem abatidos em Juazeiro, mas não poderão mais voltar.

Os comerciantes pernambucanos que forem pegos com carne vinda do município baiano terão a mercadoria apreendidas pela agência a partir desta quarta-feira (25). A determinação é válida até que a GMJ apresente o selo necessário para a comercialização entre estados

Bomba: matadouro de Juazeiro não tem autorização federal para comercializar carne em outro Estado

Cancão matadouro

Com matadouro fechado, Petrolina (PE) não pode consumir carne abatida em Juazeiro-BA/Foto: Waldiney Passos

Na sessão desta quinta-feira (19), o vereador Ronaldo Souza (PTB), apresentou a resposta ao ofício originário do gabinete do deputado federal, Adalberto Cavalcanti (PTB), dirigido ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, através do Departamento  de Inspeção de Produtos de Origem Animal- DIPOA-SDA,  que trata de consulta a respeito de Cadastro de Inspeção Federal – SIF, do estabelecimento GMJ Distribuidora de Carnes EIRELI-ME, Matadouro de Juazeiro- bem como da autorização para comercialização  interestadual  de produtos de origem animal.

No despacho, constatou-se que o Matadouro de Juazeiro não faz parte da relação do SIF e nem tão pouco no SISBI- Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal,  ficando deste  modo a comercialização da carne de Petrolina na vizinha cidade Baiana comprometida, diante de tal irregularidade.

No início do ano o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) ingressou com ação civil pública requisitando à Justiça que determinasse ao município a construção de um estabelecimento moderno, que atenda às exigências sanitárias e ambientais e localizado fora da área urbana e que enquanto o novo matadouro não fosse construído, o abate de animais deveria ser realizado na cidade vizinha de Juazeiro (BA), já que o atual matadouro de Petrolina encontra-se interditado.

De acordo com a promotora de Justiça Ana Cláudia Sena de Carvalho, a transferência dos serviços de abate de animais para Juazeiro se justificaria pela impossibilidade de se manter o matadouro público no local em que se encontra, próximo a residências e ao Centro de Zoonoses. “A construção de um novo matadouro é a solução efetiva para o problema, pois mesmo com uma reforma do que hoje existe, o estabelecimento não se adequaria às normas existentes para conseguir a certificação”, detalhou a representante do MPPE.

Ainda segundo Ana Cláudia Sena de Carvalho, a ação foi ajuizada depois de reiteradas tentativas junto ao Poder Público Municipal de tentar resolver o problema de forma extrajudicial. De acordo com ela, visitas e inspeções técnicas constataram que o Matadouro Público Municipal de Petrolina não reunia as condições mínimas para o seu adequado funcionamento em relação à estrutura física e ao manuseio dos alimentos.

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