Festa do Boiadeiro do Quidé entra para o calendário oficial de eventos, em Juazeiro

Um dos eventos mais tradicionais de Juazeiro (BA) agora está inserido no Calendário Oficial do município. No dia 20 de dezembro a Prefeitura sancionou a Lei n° 2.895/2019, no qual reconhece a relevância da Cavalgada e Festa de Boiadeiro do Quidé.

Pela lei municipal, o evento será realizado sempre no segundo domingo de novembro. A organização continuará nas mãos da comunidade, que também terá responsabilidade sobre a lista dos homenageados. Anualmente mais de mil pessoas participam das comemorações.

A matéria foi proposta pelo vereador Charles Leal (PDT) e foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Vereadores no final de novembro de 2019.

Às vésperas de votar Orçamento de 2020, Charles Leal desabafa: “Muitas vezes nossas Indicações não têm efeito nenhum”

Vereador cobrou cumprimento das emendas por parte da Prefeitura de Juazeiro

Charles Leal (PDT) está na bronca com os colegas de Casa Aprígio Duarte e com a Prefeitura de Juazeiro (BA). Na sessão de terça-feira (5) o edil usou a Tribuna Livre para cobrar aos colegas que se unam e passem a exigir da do Poder Executivo o cumprimento das emendas anuais, mas com apoio de uma lei municipal.

“Nós precisamos verdadeiramente de nos unir pra que a gente possa ter as emendas impositivas. Não tenho dúvidas que se nós mesmos colocarmos aqui [um projeto de lei] e aprovamos aqui nessa Casa, o Governo aceitará porque nós somos parceiros“, disse Charles.

O edil, que é primeiro-secretário, foi além e alfinetou a Prefeitura. “Se nós somos parceiros para votar nos projetos importantes, o Governo vai entender que nós precisamos de ter as emendas impositivas para atender nosso povo. Muitas vezes nossas Indicações não têm efeito nenhum, a gente se debruça em cima do orçamento e não vale de nada porque o Governo não atende”, continuou.

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Vereadores de Juazeiro engrossam cobranças ao Governo da Bahia a respeito de investimentos na saúde pública

Vereadores cobraram mais recursos para a Maternidade, UPA e SOTE de Juazeiro (Foto: Arquivo)

A saúde de Juazeiro foi o principal tema debatido pelos vereadores nessa semana. Eles aproveitaram a passagem do secretário de Saúde da Bahia para cobrar melhorias no Hospital Maternidade e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Neguinha da Santa Casa (MDB) criticou a Rede PEBA, que segundo ela “é peba mesmo”. A vereadora se revoltou com uma colocação do secretário Fábio Vilas-Boas, a respeito dos gastos com a maternidade local e o chamou de “frio” por ver o descaso do Governo do Estado e não buscar soluções.

“A gente vê que não tem o mínimo de interesse de resolver as coisas das pessoas que estão lá na ponta, os pacientes. Quando eu vejo o secretário de Saúde do Estado dizer que se resolve os problemas da saúde com R$ 600 mil reais. Cadê a responsabilidade, cadê a humanização? Eu peço que peguem esses R$ 600 mil para ele gerenciar a Maternidade de Juazeiro, com a quantidade de partos que tem na nossa cidade. São pacientes de 55 municípios e se ele tiver condições de gerenciar a maternidade com R$ 600 mil ele é o cara”, ironizou.

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Vereador pede audiência pública para discutir atual situação do Hospital Regional de Juazeiro

Na segunda sessão ordinária de 2019, realizada na tarde de segunda-feira (25) os vereadores de Juazeiro (BA) apresentaram algumas demandas da população. Aproveitando o momento de cobranças o edil Charles Leal (PDT) que é primeiro secretário na Mesa Diretora propôs a realização de uma audiência pública para debater a situação do Hospital Regional da cidade.

Segundo Leal, a situação atual da unidade requer um diálogo com todos os municípios que utilizam do serviço prestado. “São 120 leitos e 21 UTIs, pouca coisa para Juazeiro com mais de 250 mil habitantes e 53 municípios (da Rede PEBA). É preciso mais uma vez da união de todos os políticos, agora que nós temos o deputado Roberto Carlos, o deputado Zó, o ex-prefeito Isaac Carvalho e outros tantos deputados, nós, Casa Legislativa, para que a gente possa fazer uma audiência pública para discutir a demanda do Hospital Regional”, afirmou em discurso na Tribuna Livre.

Para o vereador, com essa realidade o HRJ não “dá pra atender Juazeiro” e isso é consequência da falta de estrutura dos municípios vizinhos, os quais não têm exames básicos e acabam por superlotar a unidade de Juazeiro. “Por isso é preciso que a gente discuta, chamando esses municípios para a discussão”, finalizou.