Vírus da chikungunya chegou ao Brasil um ano antes de doença ser registrada, afirma pesquisa

(Foto: Ilustração)

Uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz) apontou que o vírus da chikungunya chegou ao Brasil pelo menos um ano antes de ser detectado pelos sistemas de vigilância em saúde pública. O estudo foi realizado em parceria com a Escola de Saúde Pública Mailman, da Universidade de Columbia (EUA) e publicada no periódico Scientific Reports, do grupo Nature.

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Doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, a febre chikungunya foi diagnosticada pela primeira vez em pacientes do país em 2014, mesmo ano em que a circulação do vírus foi identificada. No entanto, a Universidade de Columbia conseguiu constatar que o vírus entrou no país em 2013.

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Prefeitura de Petrolina reforça combate ao Aedes aegypti com palestras em empresas

(Foto: ASCOM)

Conscientizar a população sobre os perigos que o mosquito Aedes aegypti causa é uma das formas mais eficientes de combatê-lo, e, por isso, a Prefeitura de Petrolina (PE) promove diversas ações educativas junto à comunidade. Um exemplo disso foi a palestra ministrada aos colaboradores da empresa PEPSICO/AMACOCO no bairro João de Deus, zona oeste da cidade.

O setor de Endemias promoveu uma apresentação abordando os principais temas relacionados ao assunto, como identificação dos sintomas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, chikungunya e zika), além da prevenção e eliminação de locais propícios à proliferação de larvas. Os agentes de combate às endemias distribuíram panfletos informativos e realizaram vistorias na empresa em busca de focos.

De acordo com a gerente de Endemias, Rânmilla Castro, ações como essa aproximam ainda mais a população do compromisso no combate ao Aedes. “É muito significativo quando empresas, escolas, enfim, locais de grandes públicos se interessam em discutir sobre o Aedes aegypti, porque cada funcionário, cada aluno, cada pessoa se torna um multiplicador de informações e de atitudes conscientes. Devemos lembrar que combater o mosquito é dever de todos”, destaca.

PREVENÇÃO

A melhor forma de se evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. Para isso, é importante não acumular água em latas, embalagens, copos plásticos, tampinhas de refrigerantes, pneus velhos, vasinhos de plantas, jarros de flores, garrafas, caixas d´água, tambores, latões, cisternas, sacos plásticos e lixeiras, entre outros.

Denúncias de possíveis focos de mosquito devem ser feitas à Ouvidoria do município, através do número 156 ou do whatsapp (87)9985-0081.

Índice de infestação do mosquito Aedes aegypti é baixo em Petrolina

(Foto: Divulgação/Ascom)

O primeiro Levantamento Rápido de Índice de Infestação para o Aedes aegypti (LIRAa) do ano foi finalizado em Petrolina na última sexta-feira (06). Cerca de 90 Agentes de Combate às Endemias percorreram os bairros da cidade, vistoriando e coletando amostras para a realização da pesquisa.

Após a consolidação dos dados, a Secretaria de Saúde, por meio do Setor de  Endemias, divulga uma boa notícia: O município apresentou índice de infestação de 0,6%, o que classifica Petrolina com baixo risco de epidemia para os agravos causados pelo Aedes aegypti.

O último LIRAa foi realizado em outubro do ano passado e teve índice de 0,8%, número considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde. Para o ano de 2018, o município continuará com ações voltadas ao combate ao Aedes e consequentemente no enfrentamento das arboviroses Dengue, Zika e Chikungunya.

“Iremos continuar trabalhando para manter o índice de infestação lá em baixo. Além do desenvolvimento das nossas ações, precisamos que a população tome consciência e faça sua parte. Juntos, vamos combater o mosquito e suas doenças”, ressaltou a Gerente de Endemias, Aynoanne Barbosa.

Camelódromo de Juazeiro recebe a equipe da Campanha ‘Sexta sem Mosquito’

(Foto: ASCOM)

A equipe de endemias da Secretaria de Saúde de Juazeiro esteve na manhã desta sexta-feira (5), no Camelódromo 2 de Julho, realizando uma campanha de conscientização sobre o mosquito Aedes aegypti. A ‘Sexta sem Mosquito’, do Governo Federal é realizada através do Ministério da Saúde, com o apoio dos governos estaduais e municipais.

O grupo passou por cada boxe e também pelo Terminal de ônibus fazendo panfletagem e orientando a população sobre os cuidados para não ter criadouros em casa, além de explicar sobre as doenças que ele pode transmitir como: dengue, zika, chikungunya e febre amarela.

O Diretor de Vigilância em Saúde de Juazeiro, Klynger Farias destacou que a campanha foi estendida para este mês de janeiro devido ao período de chuva e as proximidades do carnaval antecipado na cidade.

“É no verão, período do ano com o maior volume de chuvas, que a reprodução do Aedes aegypti fica mais fácil. Por isso, nossa equipe vai intensificar as ações neste período. Pedimos ainda a colaboração de todos para evitar a proliferação do mosquito”, explicou Farias.

O mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus – este último tem relação com a ocorrência de casos de microcefalia em bebês. O mosquito tem reprodução em águas paradas e ocasiona grandes números de casos em todo o Brasil, principalmente no verão.

Em Belo Jardim, adolescente de 15 anos morre por chikungunya

(Foto: Ilustração)

Nesta quarta-feira (22) um boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde, confirmou chikungunya como a causa da morte de um adolescente de 15 anos, no Distrito de Serra do Ventos, em Belo Jardim.

A Prefeitura de Belo Jardim divulgou uma nota dizendo que intensificou o combate ao mosquito Aedes Aegypti e realiza mutirões de limpeza pela cidade, além do canal do Rio Bitury, que corta o município.

A prefeitura realizou também uma limpeza nos dois cemitérios urbanos, em busca de possíveis locais propícios para proliferação do mosquito. Os agentes de endemias intensificaram as visitas residenciais e o uso de produtos que impedem a multiplicação dos mosquitos.

Com informações do G1

Petrolina apresenta redução no número de casos de dengue, zika e chikungunya

(Foto: Divulgação/Ascom)

A Secretaria de Saúde de Petrolina divulgou nesta segunda-feira (24), o resultado do combate ao mosquito Aedes Aegypti no município. A redução de casos chegou mais de 1.000 % no primeiro semestre, comparado com o mesmo período do ano passado.

O número também reduziu no estado de Pernambuco, Petrolina registrou 101 casos de dengue em 2017. De janeiro a junho do ano anterior foram 1.140 notificações. Com relação a chikungunya foram 38 registros este ano contra 342 no mesmo período de 2016. Já a zika foram 08 casos contra 126 em comparação ao primeiro semestre de cada ano.

A secretária executiva de vigilância em saúde, Marlene Leandro, destacou as ações que vêm sendo desenvolvidas no município. “Esse resultado é fruto do nosso trabalho contínuo. Estamos trabalhando com as estatísticas e vem dando certo. Além do trabalho realizado diariamente pelos agentes, desde o começo do ano lançamos o programa “Sexta sem Aedes” e o resultado não poderia ser mais satisfatório. Nosso objetivo é intensificar cada vez mais esse trabalho”, frisou.

A secretária ainda ressaltou a importância da população no combate ao mosquito. “Em menos de 10 minutos é possível fazer uma varredura em casa e acabar com os recipientes com água parada, ambiente propício para a reprodução do Aedes aegypti. Precisamos da ajuda de cada cidadão, cada um é responsável por combater o mosquito na sua casa e ainda alertar o vizinho”, ressaltou.

Entre as recomendações estão: manter fechadas caixas d’água, tonéis e tanques. As garrafas e recipientes devem ser armazenados de cabeça para baixo e os pneus mantidos sempre cobertos.

Todas as sextas-feiras, as equipes da Secretaria Municipal de Saúde, realizam a campanha “Sexta sem Aedes”. O objetivo é reforçar a conscientização da população quanto à gravidade e à responsabilidade do cidadão no combate ao mosquito.

Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde revela queda de 89% nos casos de dengue, zika e chikungunya

(Foto: Arquivo)

Segundo boletim epidemiológico elaborado pelo Ministério da Saúde, os primeiros meses de 2017, até o dia 15 de abril, o Brasil registrou uma redução de 88,9% no número de casos de dengue, chikungunya e zika.

Os números revelam o registro de 113.381 casos suspeitos de dengue, 43.010 de chikungunya e 7.911 de zika. Os números de casos em comparação ao mesmo período de 2016. O país teve 7.911 casos de zika em 2017, em comparação com 170.535 no mesmo período do ano passado. A região Centro-Oeste é a que apresentou maior incidência e não houve nenhuma morte confirmada pela doença este ano.

Com informações do G1

Ministério libera R$ 125 milhões para tratamento de crianças com microcefalia

(Foto: Internet)

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou nesta quinta-feira (30) o investimento de R$ 135 milhões em pesquisas e centros de reabilitação para estimulação de crianças com microcefalia e outras alterações associadas ao vírus da zika. O anúncio foi feito durante o encontro da Rede Nacional de Especialistas em Zika e Doenças Correlatas (Renezika) no centro de Brasília.

Do total, serão investidos R$ 114,3 milhões para reabilitação de crianças com microcefalia, e R$ 10,9 milhões serão destinados à formação de 51 equipes de apoio à Saúde da Família com atuação em estimulação precoce. Os demais R$ 10 milhões irão para a pesquisa e criação de bancos nacionais de amostras de vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

De acordo com o ministro, o Brasil tem 2.542 casos confirmados de crianças com microcefalia e “80% delas já estão sendo atendidas em centros de reabilitação”. As mães recebem um salário mínimo por mês (R$ 880) de auxílio. “A diferença é que estamos ampliando esse serviço e incluindo a estimulação precoce”, completou Barros. Atualmente há 4.152 casos da doença sendo investigados.

Sobre a contaminação pelo vírus da zika, o ministro destacou a redução no número de casos confirmados. Entre o dia 1º de janeiro e 25 de março foram identificadas 90.281 contaminações contra 941.130 casos registrados no mesmo período do ano passado.

Com informações do G1

Dengue, zika e chikungunya mataram quase 800 pessoas em 2016 no Brasil

(Foto: Internet)

Pelo menos 794 pessoas morreram no Brasil em decorrência das três doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti: dengue, zika e chikungunya. A maior parte das mortes, 629, foi provocada pela dengue. Os dados são do boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, registados até 24 de dezembro de 2016.

Ao todo, foram notificados 1.496.282 casos prováveis de dengue no país, totalizando uma incidência 731 casos a cada 100 mil habitantes. Já em 2015, foram 1.677.013 casos prováveis. Segundo o boletim, mais 629 óbitos estão sendo investigados para serem confirmados ou descartados quanto ao vírus.

Em 2016, até a metade de dezembro, foram registrados 265.554 casos prováveis de febre chikungunya no país, com uma taxa de incidência de 129,9 casos para cada 100 mil habitantes. O número é cerca de seis vezes maior do que o de 2015, quando foram notificados 38.499 casos prováveis da doença. Ao todo, foram registrados no ano passado 159 óbitos pela doença, enquanto em 2015 foram 14.

Em 2016, até o meio de dezembro, foram registrados 214.193 casos prováveis de febre pelo vírus Zika no país (taxa de incidência de 104,8 casos/100 mil habitantes). Ao todo, foram confirmados laboratorialmente seis mortes por Zika. Em relação às gestantes, foram registrados 16.923 casos prováveis, sendo 10.820 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial. A notificação obrigatória de casos da doença pelo sistema de saúde passou a valer no começo de fevereiro de 2016.

Saúde confirma 120 mortes por chikungunya; Nordeste lidera óbitos

(Foto: Arquivo)

Pernambuco responde pela maioria das mortes confirmadas. (Foto: Arquivo)

O número de mortes confirmadas por febre chikungunya continua a crescerno país e já soma 120 casos somente neste ano, um aumento de 1.900% em relação ao ano passado.

Os dados são de novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, que abrange casos notificados e confirmados desde o início de janeiro até 17 de setembro deste ano. Para comparação, em todo o ano de 2015, foram seis mortes confirmadas.

Já em relação ao último boletim da pasta, divulgado em agosto, o aumento é de 31% –até então, eram 91 mortes confirmadas.

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Aprenda a fazer repelentes naturais

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Doenças como Dengue, Zika e Chikungunya são transmitidas pela picada do mosquitoAedes aegypti infectado e vêm sendo motivos de preocupação. O Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus Zika e o surto de microcefalia no Brasil. Ao menos 1.761 casos de recém-nascidos com esta malformação congênita foram registrados nos últimos dias. Além disso, só em 2015 foram registrados 1.534.932 casos prováveis de dengue no país e 211 de Febre Chikungunya. Todas as doenças provocam sintomas parecidos, como febre, dores de cabeça e no corpo e manchas avermelhadas.

Diante deste quadro, a Anvisa recomenda à população que se proteja e evite a exposição aos mosquitos, por meio da destruição de focos de proliferação do inseto e do uso de repelente. Nesse sentido, uma opção mais natural é fazer uso de repelentes caseiros, feitos com óleos essenciais que ajudam a afastar os mosquitos. São eles: Citronela, Capim Limão e Cravo. Este último ainda tem uma particularidade, pois também trabalha nosso sistema imunológico.

Confira abaixo algumas receitas:

REPELENTE COM ÓLEO VEGETAL E ESSENCIAL

Faça um repelente caseiro utilizando óleo vegetal de andiroba – que além de cicatrizante, antisséptico e bactericida, ainda é repelente – misturado com um outro, que pode ser de semente de uvas ou girassol, com os óleos essenciais citados acima.

Para 50 ml de óleo vegetal, utilize 3 gotas do óleo essencial de Cravo, 1 gota do óleo essencial de Capim Limão ou Lemongrass e 3 gotas do óleo essencial de Citronela. Misture bem e use nas pernas e braços. O produto pode ser aplicado várias vezes por dia, principalmente se você está em locais com muita incidência de pernilongos.

No entanto, este repelente natural deve ser evitado por grávidas, crianças até 7 anos e bebês, porque os óleos utilizados são muito fortes e podem prejudicar o feto e/ou causar aborto, principalmente o Cravo e o Capim Limão. Nesses casos, melhor usar os óleos em difusores elétricos com água, pois ficam mais diluídos. Pingue 3 gotas de cada um dos óleos, cujo efeito no ambiente dura em torno de 2h. Conforme o óleo e a água forem secando, coloque mais no difusor para o local ficar o dia todo protegido. Não existe restrição neste tipo de uso durante 24h.

AROMATIZADORES NATURAIS PODEM SER USADOS NO CORPO OU AMBIENTES

Uma outra dica são aromatizadores naturais à base de citronela e cravo, que você encontra disponíveis em lojas de produtos naturais. Eles podem ser usados diariamente, várias vezes ao dia, no corpo ou nos ambientes. Se preferir fazer seu próprio aromatizador, em 60 ml de álcool de cereais, coloque 1 colher de sopa de cravo da índia e deixe em imersão durante uns 15 dias. Após isso, coe tirando os cravinhos e acrescente 12 gotas do óleo essencial de Citronela. Agite bem e use à vontade.

Caso prefira, utilize um difusor pessoal e pingue 1 gota de apenas um dos óleos de Citronela, Capim Limão e Cravo.

Secretaria de Saúde do Estado abre seleção para ajudar no combate a doenças transmitidas pelo mosquito da dengue

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) abriu seleção simplificada para contratação temporária de 23 profissionais de saúde para entrar na luta de combate as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Portaria autorizando a contratação foi publicada no Diario Oficial do Estado para atender situação de excepcional interesse público da SES. São 16 vagas para biólogos ou veterinários com experiência em vigilância em saúde, e sete para enfermeiros com experiência em epidemiologia. A contratação terá duração de 24 meses, podendo ser prorrogada com igual período. Os profissionais vão trabalhar seis horas diárias e terão salários de R$ 1.624,07. Todas as informações sobre o certame estão no endereço eletrônicowww.saude.pe.gov.br.

De acordo com a portaria a seleção terá uma única etapa com a avalição curricular de caráter classificatório e eliminatório. Uma comissão com quatro servidores das secretarias de Administração (02) e da Saúde (02) foi formada para coordenar a seleção dos candidatos. Depois de aprovados os biólogos e/ou veterinários serão distribuídos por diversos municípios incluindo o Recife para supervisionar as atividades de combate às endemias como dengue, chikungunya, vírus-zika. Já os enfermeiros vão trabalhar na investigação de epidemias das doenças, eventos e agravos com transição vetoriais principais nas unidades de saúde de referência para o atendimento à criança com microcefalia, os hospitais Agamenon Magalhães, Barão de Lucena e Restauração (todos no Recife), Jesus Nazareno (Caruaru) e Professor Agamenon Magalhães (Serra Talhada).

Brasil vai enfrentar primeiro verão com dengue, chikungunya e Zika

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Pela primeira vez, o verão brasileiro terá circulação de três tipos de vírus transmitidos pelo Aedes aegypti. Dengue, febre chikungunya e Zika são doenças com sintomas parecidos, sem tratamento específico e com consequências distintas. Até abril deste ano, não havia casos de Zika registrados no Brasil.

Para a coordenadora do Comitê de Virologia Clínica da Sociedade Brasileira de Infectologia, Nancy Bellei, o controle de focos do mosquito será imperativo durante a estação, que começa amanhã (21).

Nancy lembrou que o aumento de casos de infecção pelos três tipos de vírus durante o verão é esperado por causa de características biológicas do Aedes aegypti. Os ovos do mosquito, segundo ela, podem sobreviver por até um ano e, cinco ou seis dias após a primeira chuva, já formam novos insetos. “No verão, chove mais e o clima ajuda, já que a temperatura ideal para o mosquito é entre 30 a 32 graus Celsius”.

Outra dificuldade a ser enfrentada, segundo a infectologista, é a semelhança entre alguns sintomas, que se manifestam de formas distintas em cada quadro. A febre, por exemplo, pode aparecer em todos os casos, mas, na dengue, é mais elevada; na febre chikungunya, dura menos; e, no Zika, é mais baixa. Manchas na pele, segundo ela, são bastante comuns em casos de Zika desde o início da doença e, nas infecções por dengue e chikungunya, quando aparecem, chegam entre o terceiro e o quinto dia.

“A dor de cabeça pode aparecer nos três casos, sendo que, na dengue, é mais intensa. O quadro de mialgia (dores no corpo) também pode se manifestar nas três doenças. Já a articulação inflamada é pior na febre chikungunya e dura até três semanas. Temos também a conjuntivite, que pode aparecer em infecções por chikungunya e Zika, mas por dengue não”, explicou.

As grávidas já eram consideradas grupo de risco para infecções por dengue e agora também são motivo de preocupação para infecções por Zika, diante da relação do vírus com casos de microcefalia. A especialista defendeu a urgência no desenvolvimento de sorologia (detecção do vírus por exame de sangue) para as três doenças, para que se tenha precisão no diagnóstico e melhor acompanhamento de cada quadro.

“Precisamos juntar esforços. Este é o momento pra isso. Devemos recrutar universidades, institutos de pesquisa, fazer uma força tarefa para avançar no diagnóstico dessas doenças. Se a gente não souber quem tem e quem não tem, vamos ficar apenas nas hipóteses e nas suposições”, alertou.

Assembleia aprova acesso a residências de agentes de saúde em casos de epidemia

agente de endemias

A Assembleia Legislativa aprovou, na Reunião Plenária desta quarta (16), proposta que proíbe a restrição de acesso para agentes de saúde a propriedades públicas ou privadas na ocasião de epidemias. O projeto nº 243/2015, de autoria do deputado Ricardo Costa (PMDB), tem a intenção de garantir o trabalho de prevenção de doenças como a dengue, zika e chikungunya. A proposta foi aprovado com emenda aditiva da Comissão de Justiça.

Segundo a justificativa da matéria, o controle de epidemias causadas por vetores conhecidos, como a dengue, chikungunya, malária, tifo, entre outras, necessitam de uma ação efetiva de monitoramento, vistoria e orientação pelos agentes de saúde e de vigilância epidemiológica, que nem sempre podem ser feitas em razão das restrições impostas pelos moradores. “Sem um acesso total às propriedades, a operação e o controle da epidemia ficam totalmente comprometidas”, argumenta, ainda, o deputado Ricardo Costa, na justificativa.

A Secretaria de Saúde reconheceu que Pernambuco enfrenta uma epidemia de dengue, porque apenas cinco dos 184 municípios pernambucanos ainda não registraram casos da doença. Somente neste ano, até o dia 2 de maio, foram notificados 37.589  mil casos da doença – um aumento de 528% em relação ao mesmo período do ano passado.

O projeto estabelece a proibição apenas quando for decretada situação  de epidemia ou iminente risco de que ela ocorra. As pessoas que não liberarem o acesso dos agentes ficarão sujeitas a multas e sanções administrativas a serem estabelecidas pelo Poder Executivo. O Governo terá ainda que esclarecer as situações em que a inspeção de agentes de saúde deverá ser realizada. A matéria ainda vai ser votada em Segunda Discussão e em Redação Final na Assembleia, antes de ser sancionada pelo Executivo.

Ministros da Saúde e da Integração vêm a PE nesta segunda-feira (30) para discutir plano de enfrentamento ao Aedes Aegypti

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Os ministros da Saúde, Marcelo Castro, e da Integração Nacional, Gilberto Occhi, além do secretário de Defesa Civil, general Adriano Pereira Júnior, participarão hoje, às 16h, no Hotel Canariu’s, de Gravatá, de uma reunião com todos os prefeitos do Estado, para tratar do apoio da União ao Plano Estadual de Enfrentamento das Doenças Transmitidas pelo Aedes Aegypti (Dengue, Chikungunya e Zika).

Esta reunião foi definida semana passada no encontro que o governando Paulo Câmara (PSB) manteve com a presidente Dilma Rousseff (PT) em Brasília – DF.

Para Câmara “O momento é de mobilização nacional. É uma questão que está concentrada no Nordeste, mas que pode chegar a outros estados, e rapidamente”, alertou.

RECURSOS – Segundo o governador, a reunião não definiu se haverá ajuda financeira da União para Pernambuco ou outros estados afetados pelo aumento dos casos de microcefalia. No entanto, ele avaliou que a execução do plano demandará a injeção de recursos públicos. “Nós sabemos que uma ação como essa vai exigir pessoas, especialmente no trabalho de prevenção, visitando as casas, esclarecendo a população. Os municípios têm seus agentes comunitários de saúde, de controle endêmico. Temos que prontificar esse pessoal para atuar de agora e avaliar sua ampliação. Sempre que envolve pessoas, envolve recursos. Mas ainda não há nada definido”, informou Paulo Câmara.

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