Embrapa desenvolve sensor que avalia grau de maturação de frutas

(Foto: Divulgação/Embrapa)

Pesquisadores da Embrapa Instrumentação desenvolveram um sensor de baixo custo para monitorar o grau de maturação de frutas. O dispositivo é chamado de Yva (fruta, em tupi guarani) e será apresentado publicamente, pela primeira vez, na Anufood Brazil, feira internacional do setor de alimentos e bebidas. O evento será realizado a partir da próxima segunda-feira (9), em São Paulo.

Utilizando recursos de nanotecnologia e inteligência artificial, o Yva detecta a liberação do gás etileno, hormônio responsável pelo amadurecimento de frutos climatéricos, como são denominados aqueles que amadurecem após a colheita. O sensor é classificado de colorimétrico, pois realiza a aferição com base em cores, que variam do roxo para o marrom. Cada uma das tonalidades corresponde a um estágio de maturação do fruto.

Para avaliar a efetividade do Yva, os pesquisadores fizeram testes com manga, mamão e banana, mas afirmam que a tecnologia pode ser aplicada a outros frutos climatéricos, como pêssego, caqui, ameixa e maracujá, também muito presentes na mesa do brasileiro.

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Ômega-3 reduz morte de neurônios pelo vírus Zika, diz pesquisa da Universidade de Brasília

(Foto: Ilustração)

Testes clínicos realizados no Laboratório de Imunologia e Inflamação (Limi) da Universidade de Brasília (UnB) indicam que o ômega-3 – um ácido graxo normalmente encontrado em peixes que reduz o colesterol ruim no organismo – combate a inflamação dos neurônios causada pelo vírus Zika. A substância também auxilia na redução da carga viral nas células do sistema nervoso humano.

O vírus Zika acarreta em complicações neurológicas, como encefalites, síndrome de Guillain Barré e microcefalia. Com a infecção do vírus Zika, as mitocôndrias das células nervosas, que capturam energia e funcionam como uma espécie de “pulmão celular”, são atacadas e sofrem estresse oxidante. O desfecho é a morte dos neurônios.

“Quando o Zika infecta um neurônio, ele faz com que esse neurônio produza série de moléculas inflamatórias, citotóxicas e radicais livres que vão causar dano ao DNA”, descreve a coordenadora do Limi/UnB e professora do Depastamento de Biologia Celular, Kelly Magalhães.

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Bagaço de cana pode substituir petróleo na fabricação de plásticos, aponta pesquisa da USP

(Foto: A Tarde/Reprodução)

A Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um composto derivado do bagaço de cana que pode substituir o petróleo na fabricação de plásticos. A pesquisa é do professor do Instituto de Química de São Carlos Antonio Burtoloso. “A gente construiu uma molécula interessante, que é um poliol, que são muito utilizados para fazer alguns tipos de plásticos”, explicou o pesquisador.

A substância é, segundo Burtoloso, semelhante a usada para elaborar plásticos como os usados em painel de carro ou alguns tipos de espuma dura. Para testar as possibilidades de uso prático, no entanto, o pesquisador está buscando parcerias com a indústria. “É um trabalho que está bem no início, eu estou tentando firmar parcerias para a construção desse tipo de material”, disse.

O trabalho busca alternativas ao petróleo na fabricação desse tipo de material. “Ao invés da gente construir moléculas de fontes de carbono, que não são renováveis, como é o caso hoje em dia, em que quase 100% vem do petróleo, o que agente fez foi usar outra fonte de carbono, que é a biomassa”, resume sobre os objetivos da pesquisa. Os resultados foram publicados na revista científica britânica Green Chemistry.

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2ª Batalha de Robôs do Vale do São Francisco acontece neste sábado em Petrolina

(Foto: Divulgação)

Promovida pelo colegiado das Engenharias da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) de Petrolina, a 2ª Batalha de Robôs do Vale do São Francisco deve agitar a região neste fim de semana. O evento é aberto ao público e acontecerá neste sábado (7), a partir das 8h, no estacionamento lateral da FTC Petrolina.

A novidade desta edição do evento, que foi pioneiro na região, é a batalha de drones. Na disputa, são esperados 6 robôs e 2 drones construídos por alunos dos cursos de Engenharia Civil e Elétrica. Os robôs foram construídos com base em batalhas internacionais, onde foram levadas em consideração dimensões e as tecnologias usadas. Segundo o professor e idealizador do projeto, Fabrízio Porfírio, os alunos participantes são do segundo ao quinto período e, para esta edição, eles produziram e melhoraram os robôs da edição passada com tecnologias mais apuradas.

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Especialistas e deputados defendem instalação de usina nuclear em Itacuruba

A proposta de instalação de uma usina nuclear em Itacuruba, no Sertão de Itaparica, foi debatida pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Alepe, em reunião extraordinária na manhã desta segunda (7). Especialistas da área defenderam a instalação do empreendimento, ressaltando o desenvolvimento que o projeto pode levar à região.

A ideia de construir uma usina nuclear em Itacuruba começou a ser discutida em 2011, a partir de estudos promovidos por um programa de expansão da energia nuclear brasileira. A cidade foi escolhida pela Eletronuclear como a melhor opção para a instalação das primeiras usinas do tipo na Região Nordeste.

Como o aumento da população e a diminuição das chuvas, a matriz elétrica brasileira, que é 65% hidráulica, tem sofrido sérios comprometimentos. A afirmação foi feita pelo diretor de Operações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique de Araújo Neto. “O Nordeste tem vocação para ser uma região exportadora de energia elétrica, mas, para isso, é necessário planejamento e uma matriz energética diversificada e segura, que possa atender o consumidor a qualquer momento”, informou.

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Mulheres e crianças infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao vírus

(Foto: Sumaia Villela/Agência Brasil)

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus Zika podem desenvolver imunidade à doença. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos à infecção.

As crianças nasceram em 2016 e vêm sendo acompanhadas desde então junto às mães pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

“A gente começou a avaliar o sangue tanto das mães quanto das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o vírus, elas teriam a capacidade de responder a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”.

Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.

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Mulheres e crianças infectadas por Zika desenvolvem imunidade ao vírus

(Foto: Internet)

Pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal Fluminense (UFF) constatou que mulheres e crianças que já foram infectadas pelo vírus Zika podem desenvolver imunidade à doença. Os pesquisadores detectaram que 80% dos 100 pacientes analisados ficaram imunes depois de serem submetidos à infecção.

As crianças nasceram em 2016 e vêm sendo acompanhadas desde então junto às mães pela UFF e pela Fiocruz. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Luzia Maria de Oliveira Pinto, a partir de 2018, elas começaram a ter o sangue coletado e analisado para entender a resposta do sistema imunológico delas a uma nova exposição ao vírus.

“A gente começou a avaliar o sangue tanto das mães quanto das crianças para entender um pouco da imunidade delas, ou seja, para entender se, um dia, caso essas pessoas reencontrem o vírus, elas teriam a capacidade de responder a esse vírus e não ficar mais doente, ou seja, adquirindo a imunidade”. Segundo ela, participam do estudo 50 mães e 50 crianças infectadas pelo Zika e o resultado foi de 80% de imunidade em ambos os casos.

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Projeto realiza implantação de sistema de agrofloresta no campus Petrolina Zona Rural

(Foto: Divulgação)

Plantas nativas da Caatinga, espécies frutíferas e de ciclo curto convivendo harmoniosamente na mesma área. Essa é a ideia principal do sistema de agrofloresta, que teve uma unidade demonstrativa implantada no campus Petrolina Zona Rural do IF Sertão-PE, através de um projeto de extensão.

O sistema agroflorestal é um modelo de cultivo milenar, que permite que o produtor tenha várias colheitas por ano de diversos produtos e ao mesmo tempo mantenha a sustentabilidade do ecossistema. “O sistema de fato visa imitar uma floresta, o solo é todo coberto por plantas espontâneas e matéria orgânica e as plantas vão crescendo juntas, uma ajudando a outra. Temos também uma menor incidência de pragas e doenças, porque tem vários inimigos naturais na área”, explicou a orientadora do projeto, professora Luciana Oliveira.

Na área cultivada no campus Petrolina Zona Rural, instalada há cerca de um ano, as espécies nativas como angico, caatingueira, mulungu, caraibeira, tamboril, juazeiro, umbuzeiro, baraúna e macaúba estão em consórcio com pés de banana, mamão, pinha, abacaxi, cana-de-açúcar, abóbora, melancia e melão. É priorizada a utilização de sementes crioulas, sem o uso de agrotóxicos, apenas adubação com produtos da agricultura orgânica. “As plantas vivem em perfeita harmonia, ocupando diversos estratos tanto de forma horizontal, como também em relação ao espaço vertical, de forma que a energia solar seja melhor aproveitada pelas diferentes espécies no processo de fotossíntese”, afirmou Luciana.

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Embrapa lança primeiro porta-enxerto para goiabeira resistente ao nematoide-das-galhas

(Foto: Ascom)

Após quase dez anos de pesquisa, a Embrapa disponibiliza a primeira tecnologia altamente eficiente para o controle do nematoide-das-galhas, que é, atualmente, o principal desafio da cultura da goiaba no país. A cultivar BRS Guaraçá é uma planta híbrida, que mistura características de goiabeira e de araçazeiro, para ser utilizada como porta-enxerto. Ela será lançada amanhã (24) durante a solenidade de comemoração dos 46 anos da Empresa, em Brasília (DF).

De acordo com o pesquisador da Embrapa Semiárido Carlos Antônio Fernandes Santos, “a tecnologia é a melhor opção para o enfrentamento da nematose da goiabeira, pois tem demonstrado resistência ao patógeno e alta compatibilidade com as mais importantes variedades comerciais. Além disso, não apresenta custos elevados para obtenção de mudas, e é agronômica e ambientalmente segura e viável”.

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Semana de Ciência e Tecnologia do IF Sertão-PE do campus Floresta, terá cursos, palestras, atividades culturais e esportivas gratuitas

(Imagem: Divulgação/ASCOM)

Entre os dias 19 e 25 de novembro acontece no campus Floresta do IF Sertão-PE a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) e a Semana da Consciência Negra. Com o tema “ciência para a redução das desigualdades” a SNCT contará com atividades como palestras, oficinas, exposições, mostras, minicursos, dia de campo, seminários, apresentações culturais e esportivas, dentre outros.

Inserida nessas atividades a Semana da Consciência Negra completará a programação com apresentações teatrais, sendo duas peças voltadas para crianças e adolescentes, rodas de conversa, e encerrará todos os eventos com a 10ª Celebração da Consciência Negra, em parceria com o Instituto Cultural Raízes.

No campus Floresta do IF Sertão-PE serão mais de 70 atividades gratuitas e abertas a toda a comunidade. Para participar, o interessado deve acessar o site de inscrições e escolher as atividades preferidas. Inscrições no momento da atividade serão aceitas apenas se houver vagas disponíveis. Clique aqui e confira a programação do evento.

Projeto da Prefeitura aproxima ciência e alunos através de experimentos em Petrolina

(Foto: ASCOM)

Diminuir a distância entre as ciências naturais e os estudantes. Esse é um dos objetivos do projeto ‘NUMEC Itinerante’, promovido pela Prefeitura de Petrolina, através Núcleo Municipal do Ensino das Ciências (Numec) da Secretaria de Educação.

A equipe de professores visitam as unidades escolares levando os experimentos nas áreas de química, física e biologia para apresentar aos alunos associando com os conteúdos apresentados em sala.

“A maioria das vezes a ciência é feita por e para cientistas, e aí população acaba desconhecendo os inúmeros estudos e progressos realizados. Com essa ação, levamos a ciência de forma lúdica e experimental, aliando a teoria e a prática com o intuito de desenvolver mais o aprendizado dos alunos”, ressalta o coordenador do Numec, Benevides Braga de Almeida.

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Nau dos Mestres: Laboratório móvel de ciência chega às escolas de Petrolina

(Foto: ASCOM)

O estudo de ciências, artes e matemática será mais prazeroso, lúdico e interativo para os estudantes de escolas em Petrolina.  Através do projeto ‘Nau dos Mestres’, que realiza atividades práticas e multidisciplinares com alunos do Ensino Fundamental I, o professor pode trabalhar conceitos e conteúdos definidos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) como meio ambiente, qualidade de vida, cultura e cidadania.

O projeto que contempla oito escolas do município, localizadas na sede, áreas irrigada, ribeirinha, e sequeira (Professora Luíza de Castro Ferreira, Doutor José Araújo de Souza, José Martins de Deus, Osório Leônidas de Siqueira, José Esmerindo Ribeiro da Silva, Luiz de Souza, Júlia Elisa Coelho e São Domingo Sávio) é de autoria da Editora Evoluir em parceria da Monsanto. Cada unidade recebeu um laboratório de ciências móvel, organizada pelo grupo Ciência em Show, composto por quatro caixas: ‘Merlim, Leonardo da Vinci, Apolo e Gaia’ – os Mestres.

Cada uma destas caixas aborda um conjunto de temas relacionado à ciência e artes, e contém os materiais para realização de experiências, um livro do professor e exemplares dos livros dos alunos. Os professores estão recebendo formação da editora com o apoio da Secretaria de Educação de Petrolina para trabalhar melhor com os materiais.

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Cientistas criam um útero artificial que poderá ser usado para desenvolver bebês prematuros

(Foto: Divulgação)

Cientistas americanos desenvolveram um útero artificial que, no futuro, deve ser usado para desenvolver bebês prematuros. Até agora, o útero artificial só foi testado em cordeiros.

O que os pesquisadores do Hospital Infantil da Filadélfia fizeram foi tratar os bebês de ovelha como fetos, não como recém-nascidos. Em vez de deixar os cordeirinhos em incubadoras, eles desenvolveram um equipamento incrível: os animais prematuros foram colocados em um saco especial, com líquido amniótico desenvolvido em laboratório, que serve para alimentar o bebê.

Eles respiraram pelo cordão umbilical, como se estivessem no útero da mãe, com a ajuda de um oxigenador, que fez o papel da placenta. O curioso é que, como não existia nada parecido, os pesquisadores fizeram um equipamento “Frankenstein”, com peças compradas até em lojas de material de construção.

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Células-tronco podem ser usadas para curar cegueira

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Cientistas usaram células-tronco para curar cegueira em coelhos – o que pode ser uma excelente notícia para pessoas com deficiência visual.

Usando células-tronco humanas, pesquisadores da Universidade de Osaka e da Universidade de Cardiff criaram um tecido vivo que pode consertar lentes, retinas e córneas danificadas, restaurando o poder da visão. A descoberta foi publicada na Nature.

Mark Daniell, chefe de pesquisa da córnea no Centre for Eye Research Australia, em Melbourne (que não estava envolvido no projeto), se mostrou bastante entusiasmado com o estudo, falando que parece coisa de ficção científica.

Eis o que fizeram os cientistas: células-tronco humanas foram usadas para criar um disco em um laboratório que gerou diversos tipos diferentes de células dos olhos, incluindo as encontradas em córneas, lentes e retinas. A equipe conseguiu transplantar essas células com sucesso para coelhos com problemas na córnea, devolvendo a eles o poder da visão.

A Nature destaca que esse desenvolvimento pega carona em um outro estudo, no qual cientistas dos EUA e China trataram 12 bebês humanos (além de macacos e coelhos) que sofriam de catarata. Esse artigo descreve pacientes com catarata, que tiveram as lentes removidas em cirurgia, mas usaram as próprias células-tronco para automaticamente regenerar novas lentes, restaurando a visão. A equipe suspeitou que isso aconteceria, já que lentes artificiais frequentemente se tornam embaçadas para pacientes com catarata conforme as novas células dos olhos regeneram elas. Esse processo é menos invasivo do que cirurgia tradicional e também que a substituição das lentes artificiais, já que exige uma incisão menor.

O novo estudo de Osaka e Cardiff também prova que as células-tronco podem ser usadas para criar qualquer tipo de célula dos olhos, não apenas células de lentes.

Esse tipo de tecnologia não estará disponível para pacientes humanos adultos logo. Quando estiver, ainda será extremamente caro, custando dezenas de milhares de dólares. Mas esses dois estudos são ótimos exemplos do poder das células-tronco – poder o suficiente para permitir que um cego volte a ver.