Dulcicleide Amorim faz análise crítica do Governo Bolsonaro

POLÍTICA – Para a parlamentar, País vive uma crise diplomática “devido ao descontrole emocional do presidente”. Foto: Roberto Soares

A deputada Dulcicleide Amorim (PT) fez, na Reunião Plenária da última quinta (29), um balanço crítico do governo de Jair  Bolsonaro. Na avaliação da parlamentar, o País vive uma crise diplomática “devido ao descontrole emocional do presidente”, com efeitos negativos na área econômica. Ela fez questionamentos, ainda, às privatizações pretendidas e aos cortes de verbas nas áreas da saúde e educação.

A petista destacou as atitudes de Bolsonaro ao ofender a primeira-dama da França, Brigitte Macron, e recusar a oferta de US$ 20 milhões (cerca de R$ 91 milhões), feita pelo G7 para auxiliar no combate aos incêndios na Amazônia. “Não estamos em situação confortável para rejeitar ajuda de outros países”, agregou.

A deputada citou a destruição do meio ambiente e outros problemas, como grilagem de terras, lavagem de dinheiro, coerção de comunidades tradicionais e trabalho escravo. Também condenou a demissão do cientista Ricardo Galvão do comando do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), após o órgão revelar o crescimento do desmatamento.

“Não cabe negar a existência desses fatos lamentáveis e fazer os brasileiros desacreditarem nas instituições”, avaliou. “A nossa população precisa urgentemente se politizar e se informar do que tem acontecido no Brasil. Precisamos estar atentos e ver o que é possível fazer antes que o barco naufrague com todos nós dentro”, emendou Dulcicleide.

Maria Elena classifica bancada de oposição como “panfletária” e Valgueiro responde

Maria Elena não poupou críticas aos vereadores de oposição. (Foto: ASCOM/Jean Brito)

Durante a sessão ordinária dessa quinta-feira (06), na Câmara Municipal de Petrolina, a vereadora Maria Elena (PSB) criticou a atuação da bancada de oposição na Casa Legislativa. A parlamentar classificou os opositores como “panfletários”. Segundo Elena, a oposição tem se esperneado com o trabalho realizado pelo prefeito Miguel Coelho na cidade e promovido uma “espetacularização” em suas falas.

“Eu fui oposição quase todos os meus mandatos e desafio eu ter chamado o ex-prefeito Júlio Lossio de mentiroso, ladrão. É absurdo! A gente chama a atenção para que possamos amadurecer. Não temos uma oposição preparada, o que temos é uma oposição desesperada, com medo, porque em dois anos e seis meses nunca se viu [tanto trabalho]”, disse.

Líder da bancada de oposição, o vereador Paulo Valgueiro (MDB) defendeu os opositores. “A oposição é uma bancada pequena, mas a gente tem feito a nossa parte, com muito respeito. Se ser responsável e falar a verdade é ser panfletário, esses seis vereadores são sim, panfletários, espetaculosos, mas a gente age dentro da nossa consciência”, afirmou.

Armando critica PSB por forçar retirada de candidatura de Marília Arraes

A convenção que vai oficializar a candidatura do petebista ocorre neste sábado (4), no Classic Hall, em Olinda, a partir das 9h. (Foto: Internet)

O pré-candidato ao governo do Estado pela frente de oposição “Pernambuco Vai Mudar”, senador Armando Monteiro (PTB), criticou a postura do PSB de forçar a retirada da pré-candidatura da vereadora do Recife Marília Arraes em troca do apoio dos petistas à reeleição do governador Paulo Câmara.

“Lamento que o PSB atue dessa forma, querendo atropelar, querendo ganhar no tapetão. É lamentável, mas o pernambucano vai avaliar isso, se é uma postura correta, se é democrático querer abafar as candidaturas, excluí-las”, disse Armando.

“Eu lamento que o governo atue para tirar candidatos.  Isso não é uma postura democrática. O que o pernambucano queria era ter mais opções para fazer a melhor escolha”, afirmou, completando: “Querem ganhar por WO, querem ganhar tirando os concorrentes do campo”.

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“Paulo Câmara fez Miguel Coelho mentir”, afirma Ronaldo Silva em crítica ao governador

(Foto: Blog Waldiney Passos)

O vereador Ronaldo Silva criticou a atuação do governo Paulo Câmara em relação a cidade de Petrolina (PE). Durante a sessão dessa terça-feira (30) na Câmara Municipal, o parlamentar falou sobre uma promessa feita pelo governador sobre a inauguração de uma praça no bairro João de Deus. Para Ronaldo, o governador não só mentiu para a população quando prometeu a obra, como fez o prefeito Miguel Coelho mentir também.

“O governador esteve aqui no final do ano passado e prometeu à comunidade do João de Deus a inauguração daquela praça que tem sete anos, isso é uma vergonha, sem ser concluída. Ele mentiu dizendo ao povo que agora, em março, inaugurava essa praça e o prefeito Miguel mentiu também porque o governador fez o prefeito mentir. Ele prometeu para Miguel, o prefeito acreditou nele e mentiu. Eu fui ao João de Deus e as pessoas estão revoltadas com isso. O local está cheio de marginal, os comerciantes todos tomando prejuízos, isso é justo?”, questionou Ronaldo.

O parlamentar foi questionado sobre como classificava a atuação do governo estadual para a cidade. “De costas para Petrolina. O que foi que o governador investiu em Petrolina nesse tempo todo? Principalmente na área de segurança, que as pessoas estão reféns dos marginais. Petrolina tem assalto a carro forte em plena luz do dia, assalto a banco em plena luz do dia. Isso é governar de frente para a cidade?”

Petrolina: Diretório Municipal do PT critica nota do PSB

(Foto: Internet)

O diretório Municipal do Partido do Trabalhadores (PT) em Petrolina criticou a nota emitida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) da cidade. O PT afirmou que a nota do PSB é “enganosa e agressiva” e pediu que o partido se retrate das acusações.

Segundo a nota do PT, quem fez a denúncia ao Ministério Público Eleitoral foi o deputado estadual Odacy Amorim (PT), que disputou as eleições municipais em 2016. Odacy pediu a cassação do prefeito Miguel Coelho (PSB) por abuso de poder econômico e utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social nas eleições municipais de 2016.

Confira a nota do PT

O diretório municipal do Partido dos Trabalhadores de Petrolina foi surpreendido pela enganosa e agressiva nota do PSB que afirma, em resposta a opinião do Ministério Público Eleitoral pela procedência de ação movida pelo Deputado Estadual Odacy Amorim, que o processo foi “movido pelo PT em torno da campanha eleitoral 2016 [pois]o Partido dos Trabalhadores de Petrolina ainda não aceitou a derrota.

Cabe pontuar que a Ação de Investigação Judicial Eleitoral não foi movida pelo PT, mas sim, acertadamente, pelo candidato do Partido à Prefeitura, sendo a nota do PSB um mero engodo para atacar covardemente o Partido dos Trabalhadores.

Nos causa profunda estranheza serem justamente os representantes do PSB de Petrolina a contestar a Ação de Investigação afirmando que se trata de tentativa de “deturpar o resultado das eleições”, logo quem em 2012 ajuizou ação contra o então Prefeito Júlio Lóssio para impedir sua eleição. Pior, logo o conjunto de dirigentes do PSB que foram apoiadores e entusiastas do Golpe que retirou uma Presidenta legitimamente eleita com mais de 54 milhões de votos e que compõe o Governo ilegítimo de Michel Temer com Fernando Filho sendo seu Ministro, falar em “idoneidade do processo democrático”.

Respeitamos imensamente a história do Partido Socialista Brasileiro e a trajetória de pessoas de honra como Miguel Arraes e João Mangabeira, e justamente por isso exigimos uma retratação por parte do PSB para que não carregue mais uma mácula em sua história, já tão agredida pelos seus próprios membros neste último período.

Pai de Beatriz critica Secretaria de Defesa Social por omitir informações à imprensa local

Sandro Romilton, pai de Beatriz Angélica, morta brutalmente com várias facadas em dezembro de 2015 em Petrolina

Ao termino de sua participação ao lado de sua esposa Lúcia Mota, na Tribuna da Câmara Municipal de Petrolina, o pai da menina Beatriz Angélica, Sandro Romilton, criticou a Secretaria de Defesa Social por realizar as entrevistas coletivas em Recife e não em Petrolina onde o crime ocorreu, inclusive evitando os questionamentos da imprensa e dos próprios pais da vítima.

“Eles vão até a capital porque acham que lá a repercussão é maior, tem os meios de comunicação maiores, mas de todas as formas o meu questionamento foi sempre esse com a doutora,  a imprensa local, a imprensa da nossa região do Vale do São Francisco, ela tem os questionamentos mais apurados, ela tem um conhecimento mais aprofundado do que aconteceu de verdade do fato. A impressão que se dá é de que há uma fuga sim, eles vão até a capital para aparecer na mídia nacional, fugindo das perguntas, inclusive perguntas nossas, porque se a coletiva fosse aqui em Petrolina eu faria questão de está presente para fazer as minhas perguntas, como eu fiz e Lúcia fez ao Ministério Público, então fica essa crítica a Secretaria de Defesa Social, a essa estratégia que a delegada usou recentemente, para que isso não aconteça mais e que as perguntas sejam respondidas às claras”, ponderou.

Ouça áudio

“Pernambuco perdeu completamente o rumo”, diz senador Humberto Costa sobre segurança pública

(Foto: Internet)

Pernambuco tem vivido tempos de grande preocupação com a crescente violência que assola o estado. O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PT-PE), falou sobre a situação caótica da segurança pública pernambucana. “O estado está vivendo um dos seus momentos mais violentos e com maior nível de insegurança. As autoridades precisam urgentemente tomar providências”, afirmou o senador.

Nos últimos três anos os homicídio tiveram um aumento de 44%. Para o senador, o estado não tem conseguido se encontrar e aplicar corretamente as políticas na área de segurança.

“Pernambuco perdeu completamente o rumo e está sem política nenhuma na área da segurança pública. O que vemos são as pessoas com medo de sair de casa porque se sentem inseguras nas ruas. Isso sem falar nos diversos casos de estupros e de violência contra as mulheres ”, disse.

O governo de Paulo Câmara tem apontado a crise que o país enfrente como a principal causa do aumento da violência. Entretanto, Humberto afirma que essa curva ascendente da violência já vem desde o final de 2013.

“A verdade é que não se investiu em políticas públicas para a segurança. E hoje estamos vivendo um grande caos com essa quebra de braço entre a polícia militar e o governo de Pernambuco, onde quem perde é a população que fica completamente desprotegida”, criticou o senador Humberto.

Plano de segurança anunciado pelo governo pode não surtir efeito, dizem analistas

(Foto: Internet)

Horas depois de eclodir a segunda rebelião em presídios em menos de uma semana, com saldo total de ao menos 90 mortes, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, lançou nesta sexta-feira (06) no Palácio do Planalto um novo Plano Nacional de Segurança. Entre as metas do programa estão a redução em 15% da superlotação carcerária até 2018 e o aumento em 10% da apreensão de armas e drogas até o final deste ano. O governo anunciou ainda a pretensão de reduzir os homicídios, melhorar o sistema penitenciário e combater o crime organizado nas fronteiras. Até o fim do ano, ainda prevê a criação de um sistema interligado em todo o Brasil com todas as informações sobre os presos, com informações dos processos criminais de cada detento.

Para especialistas ouvidos pelo Jornal O GLOBO, afirmam que as medidas anunciadas pelo ministro da Justiça são uma tentativa de dar uma resposta à sociedade em meio à crise carcerária no país, mas, na prática, podem não surtir efeito.

Medidas para aplacar opinião pública

“A maior parte das medidas do pacote segurança do governo de Michel Temer são inócuas e visam apenas contentar a opinião pública. Não há dúvida de que é preciso construir presídios. Mas que efeito terá a construção de 5 presídios de segurança máxima, que podem gerar mais 1.250 vagas, considerando 250 presos em cada, num sistema carcerário superlotado? Isso não significa quase nada num cenário de 640 mil presos. Outras medidas como controle de fronteiras e o bloqueio de celulares e detectores nas penitenciárias têm sido anunciadas nos últimos anos, mas exigem muitos investimentos não só em equipamentos caros, como também em pessoal. Em meio à crise, é difícil crer que isso sairá do papel. O importante no curto prazo é separar os grupos rivais para evitar mortes e alocá-los por critério de periculosidade. Presos perigosos e condenados têm que estar em cadeiras diferentes dos provisórios e daqueles que cumprem regime semiaberto”
Guaracy Mingardi, cientista político e membro do Fórum Brasileiro de Segurança

Solução passa por mais educação
“A carnificina ocorrida na penitenciária Agrícola Monte Cristo, em Roraima, é reflexo do quadro caótico do sistema. Nesse cenário, as medidas tão divulgadas pelo governo federal anteontem são apenas paliativos. Construída no final da década de 80, quando Roraima ainda era território federal, a penitenciária Monte Cristo era um modelo de ressocialização de presos. Lá, eles plantavam, criavam porcos e galinhas e produziam tudo que precisavam para se manter. Desde 1990, após Roraima se tornar um estado, a cadeia passou a receber presos de todos os tipos. Hoje, há cerca de 1.500 detentos para uma capacidade de 750 vagas. Há plantões em que há 50 agentes para tomar conta do presídio. Um modelo assim, que se repete em diversos estados, não pode dar certo. A solução passa pelo investimento em educação, geração de emprego, assim como na inspiração em experiência bem sucedidas para ressocialização, como temos em Minas Gerais.”

Geysa Alves Pimentel, coordenadora pedagógica da Pós Graduação em Segurança Pública da Universidade Federal de Roraima

Com informações de O Globo

Segundo o vereador Ronaldo Cancão, Julio Lossio deixou de pagar folhas da educação e da saúde

De acordo com Ronaldo, a prefeitura não tem “um real nas contas”. (Foto: Blog Waldiney Passos)

O vereador Ronaldo Cancão (PTB), durante entrevista a um programa de rádio, nesta quarta-feira (4), informou que o prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho (PSB), pode enfrentar sérias complicações financeiras nesse início de gestão.

Segundo o parlamentar, o prefeito Julio Lossio deixou atrasar os pagamentos das folhas da saúde e da educação, e não pagou os terceirizados que prestam serviço à prefeitura. O vereador contestou também o fato de não haver “um real nas contas do município”.

“Até onde eu tenho conhecimento a situação da prefeitura é gravíssima. Ontem em uma conversa rápida foi possível perceber que não ficou um real nas contas do município. Além disso, tem duas folhas atrasadas. Uma folha completa da educação sem pagar e a folha da saúde sem pagar. Todos os terceirizados também estão sem receber. Isso é algo que vai trazer várias complicações financeiras [para a gestão]”, disse Cancão.

Paulo Valgueiro critica gesto de Miguel Coelho durante transmissão de cargo

“O prefeito Miguel inicia sua gestão tendo como primeiro ato a deselegância”, disse Valgueiro. (Foto: Blog Waldiney Passos)

O vereador Paulo Valgueiro (PMDB) criticou o gesto do prefeito de Petrolina (PE), Miguel Coelho (PSB), em permitir que a música “Arruma a mala aí” fosse tocada no som oficial da solenidade. O parlamentar afirmou que o primeiro ato de Miguel como prefeito foi a deselegância, já que faltou respeito com o ex-prefeito Júlio Lossio (PMDB) durante a cerimônia.

Confira a nota

O ex-prefeito Julio Lossio agiu com muita elegância ao receber o Prefeito Miguel Coelho para a transmissão do cargo, cumprindo com nobreza o seu dever cívico.

Na saída do prefeito que deixa o cargo, manifestações populares de aprovação e desaprovação fazem parte do processo. De fato, não é fácil controlar as reações apaixonadas da população. Mas o que não deveria fazer parte da solenidade foi a deselegância do Prefeito Miguel Coelho ao permitir que o carro de som utilizado pelo seu cerimonial tocasse uma música hostilizando o ex-prefeito e a sua família no momento em que deixavam o local.

A famigerada música “Arruma a mala aí” foi tocada no carro de som oficial da transmissão de cargo, mostrando uma total falta de respeito à liturgia do momento. Não foi bonito, não foi engraçado, não foi cortês, não foi necessário. Ao contrário, o deselegante ato só demonstrou os sentimentos de revanchismo, de falta de educação, de animosidade, que não deveriam compor a equipe que chega para administrar a nossa Petrolina.

Contrariando o seu discurso de palanques desarmados, o prefeito Miguel inicia sua gestão tendo como primeiro ato a deselegância. Caso diga que não foi responsável pelo fato, o prefeito inicia o seu governo sem a capacidade de comandar os seus auxiliares. Só nos resta torcer para que seja apenas deselegância. Que Miguel saiba administrar com destreza e liderança os destinos do povo de Petrolina.

Paulo Valgueiro
Vereador PMDB

Vereadora Maria Elena critica o prefeito Júlio Lossio por dificultar transição de governo com omissão de informações

whatsapp-image-2016-12-08-at-12-11-06 Maria Helena

A vereadora afirmou que Júlio deveria aceitar a derrota e pensar mais na cidade. (Foto: blog Waldiney Passos)

A vereadora Maria Elena comentou, nesta quinta-feira (8), durante a sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Petrolina, a situação e as dificuldades impostas pelo prefeito Júlio Lossio e sua equipe no processo de transição de governo. A prefeitura havia emitido uma nota contestando as alegações do grupo de Miguel que criticava alguns pontos no processo como desrespeito ao prazo de entrega de documentos e informações sobre o programa “Nova Semente”.

Em sua fala, Maria Helena disse estar desapontada com o comportamento de Júlio e do seu grupo, pois, segundo a vereadora, há dificuldade até na obtenção das informações mais básicas do governo. Além disso, a vereadora questionou o fato da prefeitura afirmar que não existe demanda reprimida na saúde.

“Há oito dias eu estive com Geraldo Júlio e ele me falava justamente sobre a nota emitida por Júlio Lossio. Eu tentei acreditar, porque num primeiro momento houve aquela civilidade toda do recebimento e acolhimento de Júlio com Miguel. Mas depois eu procurei a equipe de Miguel e eles, independente dessa nota, começaram a me passar as dificuldades. Por exemplo, caso qualquer pessoa da população procure a relação dos 13 mil contratos que estão a serem concluídos, a equipe de Miguel ainda não recebeu. Se vocês procurarem qual é a demanda reprimida da Secretaria da Saúde, vocês vão obter a resposta de que não há essa demanda. E aqui eu deixo uma pergunta no ar: será que é verdade ou será que só eu sou procurada por dezenas de pessoas, assim com os outros vereadores, que dependem de um exame de alta e média complexidade? Isso é a maior mentira, afirmar que não existe demanda reprimida”, afirmou.

A parlamentar relembrou os depoimentos do prefeito de Petrolina, nos quais ele afirmava que o processo de transição seria pacífico e bem conduzido, e criticou a forma com que Júlio vem conduzindo o processo. Ela afirmou que a população deve ficar a par desses fatos e entender que Miguel pode passar por sérias dificuldades devido à falta de clareza da equipe de Lossio.

whatsapp-image-2016-12-08-at-12-11-06-1 Maria Helena“Como é que um prefeito vai trabalhar sem essas informações? Tem requerimentos a partir do dia 13 de outubro que ainda não foram respondidos. Essa parte dos contratos é sério. Como a prefeitura vai se programar com relação ao que falta a pagar? Como ele vai se planejar se não sabe nem quanto a prefeitura deve? As informações têm que ser claras. Houve o compromisso de Júlio Lossio de facilitar de fazer uma transição pacífica, pautada no sentimento coletivo, republicano, para criar condição para o próximo prefeito trabalhar, mas, lamentavelmente, isso não está acontecendo. O prefeito fica brincando, quando ele não quer admitir alguma coisa, ele cria aquelas brincadeiras para ficar o grito parado no ar. Eu procurei a equipe de Miguel e eles me passaram todas as dificuldades que estão sendo enfrentadas nessa transição. É necessário que a população fique sabendo a dificuldade que Miguel vai enfrentar pela falta de clareza nas informações da equipe de Júlio”, alertou.

Questionada sobre as promessas de Miguel na campanha e a possível dificuldade que ele pode enfrentar diante desses obstáculos em obter informações claras da equipe de transição de Lossio, a vereadora foi enfática e afirmou que Júlio deveria aceitar a derrota e pensar mais na cidade.

“Não está nada claro! Quem são os prestadores de serviço para continuar o serviço? Não sabe! Por exemplo, as contas a pagar, ninguém sabe de nada. As informações vieram num patamar de 5 a 10%. Ora, se você quer sair com dignidade da prefeitura, tem que aceitar a derrota na eleição, mas não pode querer ser um empecilho para engessar a prefeitura. Eu imaginei que Júlio Lossio fosse mais do que tudo isso. Em Petrolina não cabe mais esse tipo de comportamento. Meu palanque é desmontado no momento que acaba a eleição e eu penso em Petrolina”.

Maria ElenaNo final da sua fala, Maria Elena fez um apelo ao prefeito para que ele converse com sua equipe e melhore o trabalho realizado para a transição de governo. A vereadora afirmou ainda que por trás dessas dificuldades há a intenção de prejudicar o governo de Miguel.

“Quero fazer um apelo ao prefeito. Civilizadamente, ainda estamos no dia 8 de dezembro, pelo povo que elegeu ele, por Petrolina, que ele converse com a equipe. O que ele e a equipe dele deve saber é que ninguém vai mudar a realidade ou enfeitar só para agradar a ele. A verdade nua e crua é que as informações não estão chegando e a prefeitura está em maus lençóis. O que existe por baixo de tudo isso é uma intenção muito clara de criar dificuldades seríssimas para os primeiros anos de governo de Miguel, omitindo as principais informações da realidade da prefeitura de Petrolina com relação a saúde, educação”.

Maria Elena falou ainda sobre a polêmica votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), que foi aprovada por unanimidade e com o percentual de remanejamento no valor 40% para Miguel.

“Ele pode muito bem se perguntar porque não recebeu 40%, só 20%. E eu quero responder a ele que a equipe dele não foi eficiente, porque eu, por exemplo, não teria nenhuma dificuldade em ter votado. Agora a equipe dele esqueceu de estudar que isso podia, que outros prefeitos já conseguiram exercer o mandato com 40%”.

Associação Luiz Gonzaga de Forrozeiros do Brasil critica Estado de Pernambuco por não receber cachê do aniversário de Luiz Gonzaga de 2015

(Foto: Reprodução / Facebook)

O cantor Targino Gondim publicou o vídeo na sua página do Facebook, criticou a atuação do governo do Estado. (Foto: Reprodução / Facebook)

A Associação Luiz Gonzaga de Forrozeiros do Brasil criticou, por meio de um vídeo postado nas redes sociais, o governo do Estado de Pernambuco pela falta de pagamento do cachê referente à festa de aniversário de Luiz Gonzaga realizada em 2015.

No vídeo vários cantores de forró, como Flávio Leandro e Joquinha Gonzaga, sobrinho de Luiz Gonzaga, aparecem cantando os parabéns para o mestre do baião, Luiz Gonzaga, e aproveitam para ironizar o descaso do governo do Estado com os músicos. É possível perceber ainda um texto no vídeo com os dizeres: “Governo de Pernambuco é contra Gonzagão!!!”

“Nós somos a Associação Luiz Gonzaga de Forrozeiros do Brasil. Exu, Pernambuco, estamos comemorando, evidentemente, o Gonzagão 2016 e um ano sem receber do governo do Estado de Pernambuco. Parabéns!”, disse o forrozeiro e presidente da associação, Donizete Batista.

O cantor Targino Gondim publicou o vídeo na sua página do Facebook, criticou a atuação do governo do Estado e afirmou que vai participar do aniversário de Luiz Gonzaga “por amor”.

“Parabéns para o Governo de Pernambuco, por desprezar o Pernambucano do Século! Estou todo ano em Exú, no aniversário de Luiz Gonzaga por amor! Esse ano irei de novo, apesar de não receber(junto com a nossa Associação dos Forrozeiros) o cachê de dezembro de 2015. Viva Luiz! Sempre!!!! Vou pro Araripe! Vou pro Parque Asa Branca!!”, disse o cantor.

Confira o vídeo

Parabéns para o Governo de Pernambuco, por desprezar o Pernambucano do Século!Estou todo ano em Exú, no aniversário de Luiz Gonzaga por amor! Esse ano irei de novo, apesar de não receber(junto com a nossa Associação dos Forrozeiros) o cachê de dezembro de 2015.Viva Luiz! Sempre!!!!Vou pro Araripe! Vou pro Parque Asa Branca!!

Posted by Targino Gondim on Saturday, December 3, 2016

Força-tarefa da Lava Jato manifesta repúdio ao ataque da Câmara dos Deputados contra independência de Juízes, Promotores e Procuradoes

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Para a força-tarefa, caso aprovada, “a proposta será o começo do fim da Lava Jato”. (Foto: Internet)

A força-tarefa da operação Lava Jato emitiu, nesta quarta-feira (30), uma nota repudiando a atitude da Câmara dos Deputados que votou, na calada da noite, as 10 medidas contra corrupção. Segundo a nota, as propostas das medidas foram “subvertidas” e “pervertidas para contrariar o desejo da iniciativa popular e favorecer a corrupção por meio da intimidação do Ministério Público e do Judiciário”.

A nota critica a atuação dos deputados que desejam intimidar o Ministério Público e o Poder Judiciário com a desculpa de que a Lei da Intimidação, como é chamada, serve para impedir “crimes de abuso de autoridade”. Para a força-tarefa “a justificativa para a urgente intimidação dos promotores, procuradores e juízes é falsa e busca manipular a opinião pública”. Para a força-tarefa, caso aprovada, “a proposta será o começo do fim da Lava Jato”.

Confira a íntegra da nota:

Os procuradores da força-tarefa Lava Jato vêm a público manifestar repúdio ao ataque feito pela Câmara dos Deputados contra investigações e a independência de promotores, procuradores e juízes. A Câmara sinalizou o começo do fim da Lava Jato.

Ontem (dia 29) à noite, a Câmara dos Deputados se reuniu para apreciar as 10 medidas anticorrupção. Elas objetivavam acabar com a regra da impunidade dos corruptos e poderosos, que é produto de falhas no sistema de Justiça Criminal, e fazer com que a corrupção não mais compense. Aproveitando-se de um momento de luto e consternação nacional, na calada da madrugada, as propostas foram subvertidas. As medidas contra a corrupção, endossadas por mais de dois milhões de cidadãos, foram pervertidas para contrariar o desejo da iniciativa popular e favorecer a corrupção por meio da intimidação do Ministério Público e do Judiciário.

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Temer critica ocupações e diz que se divulga muita “ladainha”

Previstas para fevereiro de 2017, as eleições para as duas presidências já têm especulações sobre candidatos de diferentes partidos da base (Foto: Internet)

Na avaliação do presidente, ao dar condições para que, no ensino médio, se valorize também a formação técnica dos alunos, a MP proporciona mais alternativas aos alunos./ Foto: arquivo

O presidente Michel Temer classificou como “ladainha” algumas das críticas que têm sido feitas a seu governo, em especial às medidas de definição de teto para os gastos públicos e os efeitos que elas trariam para os setores de educação e saúde. Ao citar as ocupações em escolas e universidades públicas e manifestações nas quais se coloca fogo em pneus para parar o trânsito, ele fez críticas ao que chama “argumentos físicos” – tipo de argumentação que foge do campo das ideias. As declarações de Temer foram feitas hoje (8) durante a abertura de um seminário sobre infraestrutura, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

“Dizem que isso [a PEC Teto dos gastos públicos] vai prejudicar setores importantíssimos do país, como saúde e educação. Foi aí que o [ministro da Fazenda, Henrique] Meirelles organizou o orçamento para 2017, aplicando [o que está previsto na] PEC. E, ao fazê-lo, vimos que aumentamos as verbas para saúde e educação. Divulga-se muita ladainha, por mais que se fale”, disse o presidente.

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Punições a juízes no Brasil são “deboche à sociedade”, diz presidente da OAB

(Foto: Internet)

(Foto: Internet)

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil),  Cláudio Lamachia, criticou duramente as penas previstas para juízes que cometem atos ilegais no Brasil. Em entrevista, ele disse que afastar juízes pagando salário ou aposentadoria é um “deboche à sociedade.”

“Acho que, na sua grande maioria, elas representam muito mais um prêmio que uma verdadeira punição”, disse, defendendo mudanças nas penas “absolutamente brandas” previstas na Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional).

“Ela precisa ser adaptada e melhorada, dando a ela algo mais atual. Para o cidadão vira um deboche quando ele lê uma noticia de que um determinado magistrado, que agiu de forma arbitrária ou favorecendo à corrupção, é aposentado compulsoriamente recebendo seu salário, mesmo que proporcional.” 

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