Especialista diz que trecho de ciclovia que desabou é peculiar

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O desabamento de parte da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, no Rio, ocorreu em um ponto onde há uma peculiaridade, diz o pesquisador da Coppe/UFRJ e especialista em análise de risco e segurança, Moacyr Duarte. Por causa de um muro no local, a inclinação do costão de pedra naquele ponto é menor, afirma.

“Naquele lugar especificamente, chamado Castelinho, há um muro sob a pista da ciclovia um pouco mais perto do mar e a inclinação do costão é menor”, afirmou.

Segundo ele, ao longo de todo o costão, o projeto é para que a onda mais forte suba o costão de pedra, passe por debaixo da ciclovia e acerte a pista de asfalto de carros. O especialista diz que foi formada uma corrente de água de baixo para cima no ponto, que levantou o leito da passarela e o derrubou de cima das colunas.

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Um trecho da ciclovia Tim Maia, na Avenida Niemeyer, inaugurada em janeiro, desabou na manhã desta quinta-feira, 21, levado pela ressaca do mar de São Conrado. Ao menos duas pessoas morreram e duas foram socorridas com vida. O Corpo de Bombeiros procura por novas vítimas. Segundo informou a assessoria do Corpo de Bombeiros, as vítimas não foram identificadas até agora.

A ciclovia, que é suspensa e junto ao mar, teve um pedaço de mais de 50 metros arrancado pela água. Está interditada, assim como a Niemeyer. Técnicos da Prefeitura ainda vão avaliar se há risco de outros desabamentos na ciclovia. Ainda não há informações sobre o motivo do desabamento.

0De acordo com uma testemunha, o momento foi “realmente assustador”. “A ciclovia se desfez como papel e as pessoas caíram no mar. (…) Foi tudo muito rápido. Eu queria saber quem foi o engenheiro que aprovou essa obra, que foi inaugurada recentemente.” Segundo o morador, o mar tem ressaca três vezes maiores que a vista hoje.

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