Petrolina aumenta nota e lidera ranking do Ideb em Pernambuco

(Foto: Ascom/PMP)

Com médias acima de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, Petrolina por mais um ano se destaca com a melhor educação básica entre todos os municípios de médio e grande porte do Estado. O resultado foi divulgado pelo Ministério da Educação nesta terça (15).

Nos anos iniciais, Petrolina saltou de 5.8 para a nota 6.2 e foi a única cidade pernambucana com mais de 100 mil moradores a superar a média 6. Já nos anos finais da educação básica, o município sertanejo subiu de 4.9 para 5.2, obtendo também a liderança estadual.

O desempenho de Petrolina chama atenção ainda por superar as médias de Pernambuco (5.5 e 4.8), do Nordeste (5.4 e 4.5) e do Brasil (5.9 e 4.9) tanto nos anos iniciais quanto nos finais. Além disso, pela primeira vez, seis escolas da cidade sertaneja tiveram nota acima de 7.0.

Para o prefeito Miguel Coelho, os indicadores evidenciam os avanços que a rede municipal teve nos últimos anos com investimentos na reestruturação de creches, escolas, contratação de professores, robótica, ensino em tempo integral entre outras ações.

“Este é o reconhecimento pelo trabalho que foi feito em Petrolina todos esses anos. Aumentamos muito os investimentos públicos na educação, conquistamos parcerias com o Governo Federal para construção de creches, infraestrutura e estamos promovendo a modernização da rede pública. Apesar de estarmos liderando no estado, com médias acima do Brasil, Pernambuco e Nordeste, ainda há muito a ser feito porque buscamos ter a melhor educação básica de todo o País”, comentou o prefeito após saber os resultados do Ideb.

Congresso promulga emenda que veda coligações e estabelece cláusula de desempenho

Deputada Shéridan, senador Eunício Oliveira, presidente do Congresso Nacional, e o deputado Fábio Ramalho, 1º vice-presidente da Câmara

Em sessão solene na tarde desta quarta-feira (4), o Congresso Nacional promulgou a emenda constitucional que veda as coligações partidárias nas eleições proporcionais e estabelece normas sobre acesso dos partidos políticos aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuito no rádio e na televisão.

A emenda (EC 97/2017) é decorrente da proposta de emenda à Constituição (PEC 282/16), aprovada no Senado na noite dessa terça-feira (3).

Unanimidade

O texto da emenda foi lido pelo senador José Pimentel (PT-CE), primeiro-secretário do Senado. O presidente do Congresso, Eunício Oliveira, dirigiu a cerimônia e destacou a expressiva votação que a matéria obteve no Plenário do Senado, quando foi aprovada por unanimidade.

Segundo o presidente, a alteração promovida pela PEC decorre de uma reivindicação nacional, que vai além da questão eleitoral e atinge questões da ética e da transparência. “Essa medida representa o compromisso do Congresso com o aprimoramento do processo eleitoral”, afirmou Eunício.

A solenidade contou com a presença do ministro das Relações Exteriores, o senador licenciado Aloysio Nunes Ferreira. Ele foi o relator da PEC em primeiro turno, antes de assumir o ministério. No segundo turno, atuou como relator o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Também estava presente a deputada Shéridan (PSDB-RR), relatora da matéria na Câmara dos Deputados.

De acordo com o novo texto constitucional, as cláusulas de desempenho eleitoral vão valer já a partir das eleições do ano que vem. A emenda também acaba com as coligações para eleições proporcionais para deputados e vereadores, nesse caso a partir das eleições de 2020.

Para restringir o acesso dos partidos a recursos do Fundo Partidário e ao tempo de rádio e TV, a proposta cria uma espécie de cláusula de desempenho. Só terá direito ao fundo e ao tempo de propaganda a partir de 2019 o partido que tiver recebido ao menos 1,5% dos votos válidos nas eleições de 2018 para a Câmara dos Deputados, distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da federação (9 unidades), com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas. As regras vão se tornando mais rígidas, com exigências gradativas até 2030.

A partir das eleições de 2020, os partidos não poderão mais se coligar na disputa das vagas para vereadores e deputados (federais, estaduais e distritais). Para 2018, as coligações estão liberadas.

Estudantes das escolas estaduais de Petrolina tiveram alta de 60,7% no desempenho, aponta IDEPE

Ano passado, mais de 600 alunos da rede estadual em Petrolina e região foram aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). (Foto: ASCOM)

Matemática e química são duas matérias que para o estudante Eduardo da Silva, 19 anos, requerem atenção e esforço continuado. Ele estuda na Escola Estadual Professora Adelina Almeida, no bairro Areia Branca, zona leste de Petrolina, e diz se identificar com a maneira como seus professores abordam essas disciplinas. “Eles dão aula no laboratório, usam tablets e outros aparelhos para o ensino e quando temos dúvidas, nós os questionamos”.

Eduardo, que cursa o 3º ano do Ensino Médio, não é exceção ao elogiar a metodologia adotada pela rede estadual de ensino, e essa satisfação dos estudantes já se transformou em números: em 2016, houve crescimento de 62,7% das Escolas de Ensino Médio, se comparado a 2015. Segundo o IDEPE, índice que avalia anualmente o desempenho da Educação Básica em Pernambuco, a Regional também registrou crescimento de 60% das Escolas do Ensino Fundamental.

“Nossa posição na Rede Estadual de ensino é confortável. Temos oitenta Escolas entre as quais quinze são de Educação Integral; adotamos a política de formação continuada de professores e o protagonismo juvenil dos estudantes; discutimos planejamento estratégico visando melhorias na apresentação do conteúdo; acompanhamos o desempenho do aluno e incentivamos os pais a participarem sempre do processo”, explica a gestora da Gerência Regional do Sertão Médio São Francisco (GRE), Anete Ferraz.

Dados do IDEPE mostraram que os alunos dos sete municípios componentes da GRE alcançaram média 3,9 de desempenho, aproximando-se da média pernambucana de 4,1 e à frente da nacional, com 3,4.  Para Anete, o comprometimento do governo estadual, as medidas de incentivo aos professores e a busca pela interação com os estudantes contribuíram para o resultado.

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Governo conta com uma receita extra de R$ 8 bi para evitar corte de despesa

(Foto: Internet)

O relatório bimestral de receitas e despesas tem de ser divulgado pelo Ministério do Planejamento a cada bimestre. (Foto: Internet)

Apesar da nova frustração com suas receitas em agosto, que ficaram abaixo do previsto, o governo Michel Temer não fará bloqueio de gastos no Orçamento da União deste ano para compensar a queda na arrecadação federal.

A saída encontrada, que será anunciada nesta quinta-(22), será incluir pela primeira vez no relatório de despesas e receitas da União, uma previsão de arrecadação com o programa de repatriação de recursos ilegais mantidos por brasileiros no exterior.

O Ministério da Fazenda, que não tem divulgado expectativa de receita com a repatriação, agora trabalha com uma arrecadação de pelo menos R$ 8 bilhões com o pagamento de multa e Imposto de Renda pelos brasileiros que irão regularizar seus recursos. Esse valor pode alcançar R$ 50 bilhões, segundo os cálculos da equipe econômica.

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Brasil fica em 13º no quadro geral de medalhas; País não atingiu meta do comitê olímpico de ficar no top 10

(Foto: Internet)

O grande destaque do Brasil nas olimpíadas foi Isaquias Queiroz. (Foto: Internet)

O Brasil não conseguiu atingir a meta estipulada pelo comitê olímpico de ficar entre os dez melhores colocados das olimpíadas do Rio 2016. O Brasil terminou os Jogos na 13ª colocação no quadro de medalhas tanto no critério de ouros conquistados quanto no total de medalhas. Foram sete ouros, seis pratas e seis bronzes na competição.

O Canadá ficou na décima posição no critério de total de medalhas, posto aspirado pelo COB. O país acumulou 22 medalhas, sendo que quatro de ouro, três de prata e 15 de bronze. Os EUA foram os campeões da Olimpíada novamente. Isso acontece desde Atlanta-1996. Os norte-americanos lideram com folga o quadro de medalhas, tanto pelo número de ouros (43) quanto pelo de ouros, pratas e bronzes juntos (116).

(Foto: Internet)

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O grande destaque do Brasil nas olimpíadas foi Isaquias Queiroz. O atleta de canoagem conseguiu um feito inédito para o país, conseguiu, em uma mesma olimpíada, três medalhas, duas de prata (C1-1000 m e C2-1000 m)  e uma de bronze (C1-200 m).

Ainda assim o Brasil teve sua melhor participação na história das olimpíadas. Em 2020 o evento será sediado pelo Japão e é mais uma chance para o país figurar entre os top 10 e começar a se destacar, ainda mais, nos esportes olímpicos.

Mesmo com desgaste político, PT pode ter bom desempenho em municípios do interior

PT

Apesar do desgate político que o Partido dos Trabalhadores vem enfrentando na esfera nacional, pesquisas de opinião pontuam que, paradoxalmente, o partido pode sair-se bem nas eleições municipais em cidades de pequeno porte. A condição, no entanto, é que os candidatos coloquem debaixo do tapete uma das principais marcas do partido: a estrela. A análise é simples. Os candidatos terão que se cacifar por méritos próprios sem precisar da muleta partidária, que outrora era o combustível para alçar novos nomes.

O desgaste da sigla com os desdobramentos das investigações da Operação Lava Jato e a fragmentação da base aliada da presidente Dilma dão a tônica que estender a bandeira vermelha pode não ser o melhor caminho. “Isso em cidades de 40 ou 60 mil eleitores, se for vincular o nome ao PT, o negócio não fica bom”, observa o analista político Maurício Romão.

Outro ponto a ser levado em consideração nas projeções é o principal legado do partido, as ações de transferência de renda, que estão sendo rapidamente corroídas pela situação econômica e pelo aumento dos índices de desemprego. “Então, os candidatos do PT que forem às ruas propagando o legado vão ter dificuldade de justificar”, diz. Nas capitais, no entanto, o peso das siglas deve predominar.

REFLEXO

Segundo o especialista em marketing político Carlos Manhanelli, esta é a segunda vez na história recente da política brasileira que o desgate de um partido no âmbito nacional reverbera nas eleições locais. Ele relembra que, nas eleições majoritárias de 1974, o MDB (atual PMDB) passou a crescer eleitoralmente diante da crise econômica que corroía a base social de apoio aos militares. “O MDB mostrou as mazelas da ditadura e elegeu 23 governadores”, diz.

Em 2016, no entanto, a rejeição à sigla petista é crescente. Segundo ele, as pesquisas vêm apontando que a vinculação ao partido dos trabalhadores pode tirar ponto dos candidatos. (Fonte: NE10)