Advogado deixa defesa de Dr. Jairinho, preso acusado de matar o enteado

(Foto: Tânia Rego/Agência Brasil)

O advogado André França Barreto anunciou nesta quarta-feira (14) que deixou a defesa do vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de sua namorada Monique Medeiros, presos sob suspeita da morte do menino Henry Borel, de 4 anos.

Na segunda-feira (12), Monique, mãe da criança, já havia trocado sua defesa. Passou a representá-la o advogado Thiago Minagé, que disse que a única estratégia será “atuar com a verdade” e que chegou a hora de sua cliente ser ouvida.

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Em novo depoimento, babá afirma que mãe de Henry pediu que ela mentisse à polícia

Dr. Jairinho e Monique Medeiros estão presos preventivamente (Foto: Redes Sociais)

Thayná Oliveira Ferreira, babá do menino Henry Borel prestou um novo depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro na noite de segunda-feira (12). Ela relatou aos policiais que a mãe do garoto, Monique Medeiros pediu a ela que mentisse sobre as agressões praticadas contra o filho pelo padrasto Dr. Jairinho.

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A nova versão da babá vem após a polícia obter mensagens em um aplicativo, nos quais Thayná e Monique conversavam sobre Henry ter se machucado. O novo depoimento se estendeu até a madrugada e a funcionária negou ter recebido dinheiro para mentir.

A polícia apurou que, um mês antes de morrer, Henry já havia sido levado machucado ao hospital e mãe também disse que criança tinha caído da cama. Henry Borel morreu no dia 4 de março. Os investigadores acreditam que ele tenha sido agredido por Jairinho, já que as lesões provocadas não coincidem com machucados de uma queda.

Acusado de homicídio, vereador Dr. Jairinho é afastado da Comissão Ética da Câmara do Rio

(Foto: Reprodução/Câmara do Rio)

O Conselho de Ética da Câmara Municipal do Rio decidiu, em reunião na tarde de quinta-feira (8), afastar o vereador Dr. Jairinho (sem partido) do cargo que ocupava na comissão e vai solicitar à Justiça acesso aos autos da investigação que resultou na prisão temporária do vereador na manhã desta quinta, para analisar as denúncias que poderão embasar um pedido de cassação do mandato do parlamentar por quebra de decoro.

Jairinho e a companheira Monique Medeiros são suspeitos de homicídio duplamente qualificado, com emprego de tortura, do filho dela, Henry Borel, de 4 anos de idade.

Com a prisão temporária do parlamentar decretada pela Justiça, Jairinho terá seu salário suspenso e ficará afastado do mandato após 31 dias de prisão, como determina o Artigo 14 do Regimento Interno da Câmara Municipal.

Babá teria contado à mãe de Henry que Dr. Jairinho torturava o menino

Dr. Jairinho e Monique foram presos nesta quinta-feira. (Foto: Reprodução/TV Globo)

Uma reportagem exibida na tarde desta quinta-feira (8), pela TV Globo, mostrou que a mãe do menino Henry Borel, sabia que o namorado Dr. Jairinho, espancava a criança. As informações divulgadas pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, é baseada em uma troca de mensagens entre Monique Medeiros da Costa Silva de Almeida, mãe de Henry, e Thayná de Oliveira Ferreira, babá da criança.

O babá descreve em tempo real a suposta sessão de tortura praticada pelo padrasto, o vereador Dr. Jairinho, preso hoje de manhã e também já foi afastado do Partido Solidariedade), em 12 de fevereiro.

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Dr. Jairinho teria feito sessão de tortura (Foto: Reprodução/TV Globo)

Um mês após a morte do menino Henry Borel, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta quinta-feira (8), o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade) e a mãe do garoto, Monique Medeiros. Eles estão presos preventivamente por 30 dias.

O casal foi detido no início da manhã. Eles estava na casa do pai do político, o ex-deputado estadual Coronel Jairo. No último dia 8 de março eles relataram que Henry, de apenas quatro anos, sofreu um acidente doméstico, que teria resultado na sua morte.

Acidente doméstico não foi causa da morte, segundo perícia

Porém, após perícias e a reconstituição do fato – sem a presença do casal, que se recusou a comparecer – a Polícia Civil fortaleceu a hipótese de que Jairinho agrediu Henry no condomínio de luxo onde vivia, na Barra da Tijuca. Os laudos da perícia também indiciaram que os ferimentos apresentados no corpo da vítima eram resultado de violência física.

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