Vacina contra febre amarela entra para calendário em Pernambuco

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A vacina contra a febre amarela entrou para o calendário de Pernambuco a partir dessa segunda-feira (2). A imunização está sendo fornecida a todos que ainda não se protegeram, e não mais apenas a quem viajaria a locais de risco.

O Governo de Pernambuco está seguindo orientação do Ministério da Saúde (MS). Dessa forma, devem ser imunizados a população de 9 meses a 59 anos de idade, além de dose de reforço para crianças de 4 anos. Contudo, a vacina é contraindicada para pessoas com alergia grave a ovo; com doenças autoimunes ou em tratamento com quimioterapia/ radioterapia.

Idosos, gestantes e crianças podem se vacinar, mas com orientações médicas. A febre amarela é transmitida pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes. Os sintomas mais comuns são dor de cabeça, febre baixa, fraqueza e vômitos, dores musculares e nas articulações.

Ministério da Saúde faz alerta sobre febre amarela

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O Ministério da Saúde alerta quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a buscar a imunização contra a doença. O alerta é dirigido especialmente à população das regiões Sul e Sudeste, que estão no centro da atenção dos especialistas depois que 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, de Santa Catarina e São Paulo.

Ao todo, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano. O alerta se dá porque o Sul e o Sudeste são regiões de grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença.

O público-alvo para vacinação inclui desde crianças a partir de 9 meses de vida até pessoas com 59 anos de idade que não tenham comprovante de vacinação. Neste ano, as crianças passam a receber um reforço da vacinação aos 4 anos de idade.

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Após registro de morte de saguis, Pernambuco vai oferecer vacina contra a febre amarela para toda a população

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A partir de março, a vacina contra a febre amarela vai ser oferecida nos postos de saúde de Pernambuco, para toda a população, sem necessidade de comprovação de viagem a áreas de risco. A inclusão do estado como área de recomendação foi anunciada pela Secretaria Estadual de Saúde em meio ao alerta provocado pela descoberta de 14 saguis mortos num condomínio em Aldeia, Camaragibe. Os moradores do residencial e de seu entorno já serão vacinados, de forma antecipada, a partir do sábado. A decisão foi tomada pelas autoridades de saúde do estado e do município.

A morte dos saguis está sendo investigada pela SES e pela Vigilância Ambiental do município. Seis animais foram encaminhados ao Departamento de Veterinária da UFRPE para passarem por necrópsia. Outros oito estavam em estado avançado de decomposição. As amostras foram enviadas ao Instituto Evandro Chagas, no Pará. O órgão averiguará o que pode ter provocado os óbitos. Entre as suspeitas estão o contágio de herpes, dengue ou febre amarela, além de envenenamento. O resultado sai em até 20 dias.

“A campanha de vacinação contra a febre amarela já aconteceria em março. O fato de ter havido 14 óbitos provocou a antecipação porque a vacina é uma forma de prevenção. Vamos começar no perímetro onde ocorreram as mortes e cobrir todo o município. É importante ressaltar que não temos o vírus circulante. Esta é uma forma de prevenção já prevista no calendário vacinal nacional e estamos apenas adiantando o cronograma de forma preventiva”, esclareceu a coordenadora municipal de imunização, Maria José Neves.

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SUS amplia público para vacinas contra febre amarela e gripe

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A partir do próximo ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a ofertar uma dose de reforço da vacina de febre amarela para crianças com 4 anos de idade. O Ministério da Saúde também ampliará, de forma gradativa, a vacinação contra febre amarela nos 1.101 municípios nordestinos que não faziam parte da área de recomendação de vacinação.

“Dessa forma, todo o país passa a contar com a vacina contra a febre amarela na rotina dos serviços. As novas diretrizes sobre as Campanhas Nacionais de Vacinação foram enviadas pela pasta aos estados e aos municípios em novembro deste ano para que estejam preparados para as ações do próximo ano”, destaca o ministério.

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Febre amarela será discutida em encontro que será realizado na Univasf neste sábado (14)

Discutir a febre amarela sob seus diversos aspectos. Esta é uma das propostas da “I Pré-Jornada Acadêmica em Saúde Única do Vale do São Francisco”. A ação é organizada pela Liga Acadêmica em Saúde Pública Veterinária (LAVESP), formada por estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). O evento será realizado neste sábado (14), das 8h às 12h, no auditório da biblioteca, Campus Sede, em Petrolina (PE).

A I Pré-Jornada Acadêmica em Saúde Única do Vale do São Francisco é direcionada a profissionais e estudantes de nível superior e técnico da área de saúde. Para participar é preciso realizar a inscrição através do e-mail: [email protected], informando o e-mail pessoal, nome completo, instituição de ensino, curso, categoria profissional e o comprovante de pagamento. A taxa de inscrição é de R$ 10,00. Os interessados também poderão se inscrever no dia do evento.

A programação é voltada à discussão de temas relacionados à febre amarela. Haverá cinco palestras ministradas por profissionais de diferentes instituições sobre os seguintes temas: Atualização sobre diagnóstico e tratamento da febre amarela; Impactos econômicos de um surto de febre amarela no Brasil; Epidemiologia da febre amarela; Aspectos clínicos da febre amarela em humanos; e Educação para saúde.

O evento surgiu a partir de uma ideia dos membros da LAVESP, com o propósito de arrecadar recursos financeiros para a realização da “II Jornada Acadêmica em Saúde Única”, prevista para acontecer em julho de 2018. De acordo com o presidente da Liga e estudante do 6º período de curso de Medicina Veterinária da Univasf, Alisson Inácio Batista, a Pré-Jornada é um momento interdisciplinar.

“Será um espaço de interação com outros cursos e estudantes de outras instituições. É muito importante também, porque será uma oportunidade de avançar os muros da universidade, levando informações às pessoas e possibilitando um momento de troca de conhecimentos”, afirma.

Vacinação contra febre amarela será ampliada para todo o país

Em Pernambuco, vacinação deve começar somente em 2019. (Foto: Ilustração)

O Ministério da Saúde ampliou, para todo o território nacional, a área de recomendação para vacinação contra febre amarela. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20). Até agora, alguns estados da Região Nordeste e parte do Sul e Sudeste não faziam parte da área de recomendação. Além disso, dos 23 estados dos quais a vacina fazia parte da rotina, nove tinham áreas parciais de recomendação, ou seja, alguns municípios estavam fora da estratégia.

O ministro Ricardo Barros explicou que a estratégia de ampliação é uma medida preventiva e tem como objetivo antecipar a proteção contra a doença para toda a população para o caso de a área de circulação do vírus umentar no próximo ciclo da doença. “O ciclo de febre amarela que ocorrerá no próximo verão, nós esperamos enfrentá-lo já com a população totalmente imunizada.”

Barros lembrou que, nos últimos dois anos, o número de mortes pela doença aumentou e que, por isso, foi pensada uma estratégia para evitar que o problema se repita no próximo ano. “Então, propusemos à Organização Mundial da Saúde e à Opas [Organização Pan-Americana da Saúde] a definição de que todo o território nacional passasse a ser área de vacinação permanente, tivemos a aprovação, e iniciaremos a estratégia para alcançar 90% de cobertura de vacinação contra febre amarela em toda a população brasileira, em todos os estados.”

Em janeiro do ano que vem, a estratégia estende-se aos estados do Piauí, da Paraíba, de Pernambuco, do Ceará, de Alagoas, de Sergipe e do Rio Grande do Norte, que vão totalizar 25,3 milhões de pessoas. O Maranhão, que já fazia parte da área de recomendação da vacina, não entra nesse cálculo.

Casa Nova: “Dia D” contra febre amarela atinge objetivos

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Samantha Ravenna Vieira de Araújo Paim, Coordenadora de Vacinação no município de Casa Nova (BA) fez um balanço positivo da mobilização que foi realizada no último sábado (24) denominada Dia D Contra a Febre Amarela.

“Ainda que os números do dia não sejam expressivos em relação à população, alcançamos nossos objetivos.  Dentre as pessoas que procuraram os postos muitas já tinham sido vacinadas, então a cobertura está dentro dos parâmetros”.

Ainda de acordo com Samantha Ravena, mais de 800 doses foram aplicadas no dia e ela chama atenção para a continuidade da campanha. “Vamos estabelecer um roteiro por todo o interior de Casa Nova e estender a prevenção a toda a população”.

Clique aqui e confira o roteiro de vacinação no interior de Casa Nova

Casa Nova na mira da vacinação contra a febre amarela; dia D será neste sábado

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Listado pelo Ministério da Saúde entre os municípios da Bahia que precisam de atenção quanto à febre amarela, Casa Nova, terá nesse sábado o Dia D de Vacinação.

Quem tem as informações e reitera o convite à população alvo é a Secretária de Saúde de Casa Nova: “A vacina é destinada a crianças a partir de 9 meses; a adultos com até 59 anos, 11 meses e 29 dias e a pessoas que farão viagens a áreas de risco ou para fora do País e que necessitam do certificado do certificado de vacinação. A vacina também pode ser aplicada em pessoas que nunca se vacinaram”.

“Vamos ter vacinas suficientes para a população que desejar. Estaremos com equipes nas unidades de saúde Jefferson e Euclides, localizados no Distrito de Santana do Sobrado, Vilas São José, Azul e Massú, no Centro de Saúde e nos postos de Pau a Pique e Bem Bom”.

“Quero lembrar que a vacina contra a febre amarela é vitalícia, ou seja, só se toma uma vez na vida. Então é necessário a carteira de vacinação” – esclarece Maria de Lourdes – “A vacina que vamos disponibilizar não é a fracionada, tem eficácia comprovada e haverá doses suficientes para todos”.

Municípios da Bahia que devem vacinar

O Ministério da Saúde dividiu os municípios brasileiros em três categorias quando à necessidade de vacina contra a febre amarela: Área com recomendação de vacina (ACRV); Área sem recomendação da vacina (ASRV) e Área com Recomendação Parcial de Vacinação (ACRP).

Na Bahia 160 municípios foram considerados ACRV, entre eles Casa Nova e Sento Sé na região e os restantes ASRV. Não há municípios na Bahia com ACRP.

“Estamos em área de fronteira e vulneráveis quanto à vinda de pessoas infectadas, por isso esse cuidado com a vacinação, mesmo que até agora não tenhamos nenhum caso detectado” – explica Maria de Lourdes – “Portanto, queremos insistir com a população para prevenir-se”.

Mesmo com a confirmação do 1º caso de febre amarela, Secretaria Estadual informa que vírus não circula no estado

Na tarde da sexta-feira (16) a secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou o primeiro caso de febre amarela em Pernambuco. Um paciente que visitou São Paulo foi diagnosticado com o vírus, na cidade de Bezerros, Agreste do estado.

Segundo a gerente do Programa de Vigilância das Arboviroses da SES, Claudenice Pontes, o fato de o estado ter registrado o primeiro caso não significa que o vírus esteja circulando por Pernambuco. “É um caso que ocorreu fora. Ele viajou com a família de carro, hospedou-se em um sítio e quando voltou, já estava sem o vírus no organismo” destacou.

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Pernambuco tem primeiro caso confirmado de febre amarela

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A secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou o primeiro caso de febre amarela em Pernambuco. O anúncio foi feito na tarde dessa sexta-feira (16) e segundo a SES o caso foi registrado na cidade de Bezerros, Agreste do estado.

O paciente visitou São Paulo no fim de janeiro e contraiu a doença, mas já está em casa e recuperado. A secretaria informou ainda que mais quatro casos foram notificados como suspeitos, todos de pessoas que estiveram nas áreas de risco.

Durante a coletiva, a SES também anunciou que na próxima semana o Laboratório Central de Pernambuco (Lacen) vai realizar exames sorológicos para a febre amarela, facilitando o diagnóstico no estado. Antes as amostras precisavam ser enviadas para outras capitais, o que atrasava o diagnóstico.

Governo afirma que risco de febre amarela em Pernambuco é remoto

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Às vésperas do carnaval nas cidades de Recife e Olinda, o Ministério da Saúde divulgou hoje (7) uma boa notícia para os foliões pernambucanos e turistas. O governo federal considera como remota a possibilidade de casos locais de febre amarela no estado.

Segundo o Ministério da Saúde a inexistência da circulação do vírus silvestre do estado e a distância geográfica das áreas endêmicas tornam difícil o surgimento de casos da doença no período carnavalesco.

Mesmo com a boa notícia, o Ministério montará um esquema especial para monitorar casos suspeitos da doença, realizando o combate a mosquitos e fazendo a distribuição de panfletos informativos.

Casos no Brasil

Até hoje o Ministério da Saúde confirmou 353 casos de febre amarela, com 78 óbitos desde julho do ano passado e o dia 6 de fevereiro. O estado de Pernambuco já teve alguns casos suspeitos da doença, o mais recente é o de uma menina de três anos, de Paulista, na Região Metropolitana. A criança estava em São Paulo, mas exames confirmaram ser apenas uma infecção bacteriana.

Criança é novo caso suspeito de febre amarela em Pernambuco

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Uma criança de 3 anos de idade é o quinto caso notificado como suspeito de febre amarela no Estado. A menina é moradora do município do Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR) e esteve em São Paulo no último mês. A vigilância epidemiológica de Paulista informou que a criança viajou com a avó no dia 10 de janeiro e voltou dia 25. As duas ficaram hospedadas na casa de parentes no bairro de São Miguel, em São Paulo Capital.

Ela foi atendida neste domingo (04) no Hospital Maria Lucinda, no Recife, apresentando febre e dores de cabeça, abdominal e de garganta. A menina, que não é vacinada, foi liberada no próprio domingo após exames que atestaram um quadro de virose, segundo o superintendente de Vigilância em Saúde do Paulista, Fábio Diogo.

O gestor destacou que na época da viagem a capital paulista não estava elencada como área de risco. A Secretaria Estadual de Saúde (SES) juntamente a cidade, segue investigando o caso. Além da criança, um outro paciente foi comunicado ao Estado, mas não atendeu a definição de caso do Ministério da Saúde.

Até o momento, dos quatro casos notificados anteriormente, dois foram descartados e dois (pai e filha moradores de Bezerros) estão aguardando os resultados laboratoriais. Todas as notificações foram de pessoas que tiveram passagens por áreas endêmicas como o estado de São Paulo. Como todos os casos são importados e não há qualquer evidência da circulação do vírus, Pernambuco continua fora da área de risco e sem necessidade de vacinação populacional.

Na lista das cidades que o Ministério da Saúde recomenda vacinação contra a febre amarela, Casa Nova já disponibiliza vacinas

Com a recomendação do Ministério da Saúde de vacinar pessoas residentes em Casa Nova (BA) contra a febre amarela, a Secretaria de Saúde do município informa que dispõe de vacinas em todos os postos de saúde da sede e do interior.

As vacinas estão disponíveis para crianças a partir de 9 meses; adultos até 59 anos, 11 meses e 29 dias; pessoas que farão viagens aéreas, de risco ou para fora do pais e que necessitam do certificado de vacinação.

Gestantes e idosos a partir de 60 anos precisam de indicação médica para serem vacinados.

“Procure a unidade saúde mais próxima de sua residência, leve a carteira de vacinação e todos serão atendidos, pois temos doses em número suficiente para atender à demanda” – esclarece a Secretária de Saúde, Maria de Lourdes Silva Santos – “Não há casos de febre amarela registrados em nosso município e queremos continuar assim. ” – Encerra.

Governo de Minas decreta situação de emergência em 94 cidades

O governo de Minas Gerais decretou neste sábado (20) situação de emergência de saúde pública em três regionais do estado por seis meses por causa da febre amarela. A medida abrange as unidades regionais de saúde dos municípios de Belo Horizonte, Itabira e Ponte Nova – 94 cidades no total.

O decreto assinado pelo governador Fernando Pimentel autoriza a adoção de medidas administrativas necessárias à contenção do surto, em especial a aquisição pública de insumos e materiais. Além disso, a medida assegura a contratação de serviços necessários ao atendimento da situação emergencial.

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Casos
Com o segundo período de monitoramento epidemiológico dos casos de febre amarela em Minas Gerais, de julho do ano passado até o início deste ano, foram confirmados no estado 22 casos da doença. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, destes, 15 evoluíram para óbito. Nesse período, foram descartados 40 casos suspeitos, e há 46 casos em investigação em 24 municípios.

Atualmente, a cobertura vacinal acumulada de febre amarela no estado de Minas Gerais está em torno de 82%. De acordo com informe epidemiológico divulgado na quarta-feira (17), estima-se que haja no estado pouco mais de 3 milhões de pessoas que ainda não foram vacinadas, especialmente na faixa etária de 15 a 59 anos, que também foi a mais acometida pela epidemia de febre amarela silvestre ocorrida em 2017.

Cidade de São Paulo registra duas mortes por reação à vacina da febre amarela

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Duas pessoas morreram na capital paulista por reação à vacina da febre amarela, segundo a secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Ao todo, seis mortes foram notificadas como supostas reações à vacina. Uma delas foi descartada, segundo a secretaria. Outras três ainda estão em investigação.

Nos dois casos confirmados, as mortes teriam ocorrido por alguma deficiência imunológica que não foi detectada durante a triagem. Um dos casos é de uma idosa de 76 anos, moradora de Ibiúna, que morreu no último dia 16, oito dias após receber a vacina. Ela foi à capital paulista se tratar da reação vacinal. A secretaria de Saúde não revelou a identidade da outra vítima.

Pessoas recém-vacinadas podem apresentar reações adversas. Dores no corpo, de cabeça e febre podem afetar entre 2% e 5% dos vacinados nos primeiros dias após a vacinação e podem durar entre 5 e 10 dias.

Mortes, no entanto, são raras: a secretaria estima que ocorra um caso a cada 500 mil vacinados. Na capital, 1,8 milhão de pessoas foram vacinadas (1,3 milhão somente na zona norte).

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Na avaliação do médico infectologista Artur Timerman, as mortes, se de fato tiverem sido causadas por reação à vacina, não são motivo para que as pessoas deixem de se vacinar.

“De forma alguma se contraindica a manutenção da vacinação de pessoas na cidade de São Paulo”, afirma. “O risco da doença é muito maior do que os riscos da vacina”.

Para o infectologista e professor da USP Esper Kallas, o número de mortes está dentro do esperado, em vista do grande número de pessoas vacinadas na capital paulista. “Não consigo ver uma situação diferente do que está acontecendo”, diz. “Todas as vezes que você vacina milhões de pessoas, isso pode acontecer. Por isso, há um cálculo de custo benefício da vacinação”.

“[A triagem] deveria ser um negócio mais criterioso? Deveria. Mas tem gente que omite informações, não fala o que está tomando”, afirma o pesquisador.

Não há registro de febre amarela silvestre contraída na cidade de São Paulo. Desde janeiro de 2017, 23 casos foram confirmados na cidade (com 12 mortes até o momento), todos importados de outros locais -10 casos vieram de MG, e outros 13 do interior de SP (um de Monte Alegre do Sul, oito de Mairiporã, três de Atibaia e um de Caieiras), segundo a secretaria municipal de Saúde.

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