Senhor do Bonfim: OAB critica ação da PM de “reprimir as manifestações culturais pacíficas”

(Foto: Ilustração)

Através de uma nota a Subseção da OAB de Senhor do Bonfim (BA) afirmou que tomará decisões a respeito da atuação da Polícia Militar durante o São João da cidade. Uma estudante acabou ferida após disparos efetuados pelos policiais durante o tradicional espetáculo da Guerra de Espadas.

Uma decisão da Justiça determinou a proibição da manifestação, mas mesmo assim os bonfinenses deram seguimento com o espetáculo que faz parte da tradição da cidade. “A OAB entende que o fatídico episódio gerou perdas não apenas para a quase centenária Guerra de Espadas, mas ao São João de Senhor do Bonfim em geral. Cenas de truculência, turistas aterrorizados, uma parte da economia gerada pelos festejos juninos atingida. Tudo isso trouxe malefícios e não a pretendida segurança para a população bonfinense”, afirma em nota.

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Ainda segundo a OAB, “o uso da força física estatal deve ser utilizada somente em último caso e para reprimir atos reais de violência e graves ameaças, e não reprimir as manifestações culturais pacíficas de um povo, que foi o caso”.

Confira a seguir a nota:

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(Foto: Reprodução/G1 Bahia)

Pelo terceiro ano seguido a “brincadeira” com uso de fogos de artifício conhecida popularmente como “Guerra de Espadas”, está proibida em Senhor do Bonfim, no norte da Bahia. A “Guerra” acontece tradicionalmente durante as festas juninas, com um artefato que é uma variação mais potente dos tradicionais buscapés, feitos de bambu, pólvora e limalha de ferro.

Em Senhor do Bonfim, a cultura do São João é tão latente que a cidade é conhecida como a capital baiana do forró. Além da festa, a tradição marcante do lugar é a guerra de espadas, que mais uma vez está no centro da polêmica, já que Ministério Público da Bahia (MP-BA) aponta que a ação é ilegal. No entanto, alguns moradores do município são contra a suspensão da atividade.

Neste mês de junho, inclusive, o MP-BA lançou uma campanha para alertar os baianos sobre a ilegalidade da guerra de espadas. De acordo com o órgão, fabricar, possuir e soltar espadas é crime cuja pena pode chegar até seis anos de prisão.

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