STF tem maioria a favor da criminalização da homofobia

O caso é discutido na Ação a Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) nº 26 e no Mandado de Injunção nº 4.733.

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou nessa quinta-feira (23) maioria de seis votos a favor da criminalização da homofobia como forma de racismo. Apesar do placar da votação, o julgamento foi suspenso e será retomado no dia 5 de junho.

Até o momento, a Corte está declarando a omissão do Congresso em aprovar a matéria e determinado que o crime de racismo seja enquadrado nos casos de agressões contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis) até que a norma seja aprovada pelo Parlamento.

O julgamento começou em fevereiro e foi retomado nessa tarde com as manifestações da ministra Rosa Weber e do ministro Luiz Fux, também favoráveis à criminalização. Com os votos de Weber e Fux, ficou formada a maioria com os votos de Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, além do relator, Celso de Mello.

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Emenda que busca incluir lésbicas no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher provoca reação da bancada evangélica de Petrolina

Alguns vereadores usaram Bíblia para criticar emenda (Foto: Blog Waldiney Passos)

A sessão de hoje (9) caminhava tranquilamente, até os vereadores de Petrolina iniciarem a votação do Projeto de Lei n° 039/2019, proposto pela vereadora Maria Elena de Alencar (PRTB). A matéria tinha como proposta alterar a composição do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

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O número de integrantes seria ampliado com a aprovação da matéria, contudo, a emenda aditiva proposta por Gilmar Santos (PT) provocou um alvoroço na bancada evangélica. O motivo: no texto Gilmar buscava a inclusão da mulher lésbica no Conselho, para defender políticas públicas ao grupo.

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Supremo deve julgar hoje ação para criminalizar homofobia

(Foto: Internet)

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar hoje (13) uma ação protocolada pelo PPS para criminalizar a homofobia, que é caracterizada pelo preconceito contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais). Em tramitação na Corte desde 2013, a ação é relatado pelo ministro Celso de Mello.

Ontem (12), o presidente do Supremo, Dias Toffoli, recebeu integrantes dascomunidades evangélica e LGBT. A Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) 26, ajuizada pelo PPS, pede a equiparação da homofobia e transfobia ao crime de racismo.

“Todas as formas de homofobia e transfobia devem ser punidas com o mesmo rigor aplicado atualmente pela Lei de Racismo, sob pena de hierarquização de opressões decorrentes da punição mais severa de determinada opressão relativamente à outra”, diz a ação.

Em outra ação, que será analisada em conjunto com a do PPS, um mandado de injunção, a ABGLT, pede que o Supremo reconheça ser um crime específico de homofobia.

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Jornalista rebate acusação de injúria racial contra Princesa do Carnaval de Juazeiro e se diz vítima de homofobia

Glauber Dantas, jornalista. (Foto: Arquivo pessoal)

Em entrevista ao Programa Super Manhã, com Waldiney Passos, na Rádio Jornal Petrolina, a atriz e bailarina Thaise Haila, de 19 anos, acusou o jornalista Glauber Dantas de ter praticado o crime de injúria racial contra ela. O fato teria acontecido em um bar de Juazeiro (BA), na noite deste domingo (21).

Segundo Haila, o jornalista a teria chamado  de “suja, feia, ridícula e negrinha”, durante uma conversa entre os dois. A bailarina afirma também, que Glauber teria cuspido em seu rosto e ameaçado dar um tapa na mesma. As desavenças começaram depois que Thaise Haila, participou do concurso para escolha de Rainha e Rei Momo do Carnaval de Juazeiro, realizado no último dia 19.

O jornalista, foi um dos seis jurados que avaliaram as candidatas. Na disputa, Haila ficou com a terceira colocação entre as nove candidatas, ocupando assim, o posto de Segunda Princesa da folia Momesca da cidade que começa próxima sexta-feira, dia 26.

Thaise Haila. (Foto: Blog Waldiney Passos)

Segundo ela, Glauber teria manipulado o corpo de jurados para que a mesma não fosse eleita a Rainha do Carnaval. A insatisfação da candidata e amigos ganhou visibilidade nas redes sociais e culminou com o episódio deste domingo.

Através de nota, o jornalista Glauber Dantas, diz que foi a Princesa quem o interpelou no bar onde estavam, e de maneira agressiva e exaltada, usou termos chulos e homofóbico na tentativa de lhe desqualificar por causa da sua orientação sexual. Glauber afirma ser vítima de uma grande injustiça.

Veja nota na íntegra: 

“É impossível juntar todas as penas espalhadas pelo vento”, esta é a conclusão de um conto que sugere uma reflexão sobre os estragos que uma calúnia faz na vida de alguém.

Jornalista formado há 10 anos, jamais tive meu nome envolvido em qualquer escândalo ou polêmica. Sou por índole e formação, uma pessoa pacífica e discreta nos gestos e nas palavras.

Na manhã de hoje (22) fui surpreendido com uma avalanche de acusações falsas proferidas pela vencedora do terceiro lugar no concurso de rainha do carnaval de Juazeiro, do qual participei como jurado.

Minha acusadora, uma competente atriz, juntamente com o também ator e diretor de teatro Devilles Sena, utilizaram a imprensa e as redes sociais, me acusando de racismo e espalhando inverdades de um fato que aconteceu ontem em um restaurante em que eu estava com amigos.

Insatisfeita com o resultado do concurso, Thaíse Haila, me abordou no referido restaurante, de forma agressiva e bastante exaltada, utilizando-se de termos chulos e da minha orientação sexual, como tentativa de me desqualificar. Apesar do constrangimento público que sofri, tentei manter o equilíbrio diante das palavras ofensivas proferidas pela atriz e apenas reagi, dizendo a ela que era digno aceitar uma derrota e que a atitude de revolta da mesma, revelava um espirito imaturo e desequilibrado.

A atriz chegou ao ponto de fazer uma acusação grave contra mim, quando afirmou que eu teria recebido “propina” da gestão municipal para manipular o resultado do concurso, em favor da candidata eleita a rainha do carnaval.

Registro que Deviles Sena já havia se manifestado, de forma raivosa, contra o resultado do concurso em vídeos publicados nas redes sociais. O conhecido ator, estava comandando a torcida de Thaíse Haila, atriz do seu grupo de teatro.

Em tempo, ressalto que como apresentador de dois programas que abordam o carnaval de Juazeiro, tive a oportunidade de entrevistar a atriz, como candidata ao título e sempre fui respeitoso e atencioso com ela, assim como com as demais.

Também durante o evento “Feijoada do Dadau”, para o qual presto assessoria, dispensei total atenção a candidata que integrava a corte real da folia momesca, acompanhando-a no camarim dos artistas para sessão de fotos e também no palco, onde a mesma desfilou.

Tenho minha consciência tranquila de que em NENHUM momento proferi qualquer termo que caracterize injúria racial, porque sou um combatente de qualquer forma de preconceito e discriminação.

Ao que parece, a atriz, levianamente e de forma injusta, está querendo ganhar notoriedade na mídia, se valendo de acusações falsas e me colocando como “bode expiatório” da sua frustração de não conseguir o título de rainha do carnaval por duas vezes consecutivas.

Informo que já estou adotando as providências legais, na tentativa de fazer valer a lei que trata de crimes contra a honra das pessoas, previstos judicialmente pelo Direito Brasileiro, no Código Penal (CP).

A acusadora não apresenta nenhuma prova da acusação feita contra mim, diga-se de passagem. Não cometi nenhum crime e disso sou convicto. Não sou racista, afirmo categoricamente e provo com atitudes.

A atriz, no entanto, foi notadamente homofóbica, quando proferiu termos preconceituosos contra mim e isso eu posso provar através de testemunhas. Que crime ela teria cometido?

Agradeço as manifestações de apoio que tenho recebido daqueles que conhecem meus princípios e também da minha família, que vem sendo atingida com esta atitude irresponsável de macular a minha imagem e fazer um linchamento moral pelas redes sociais.

Concluo, parafraseando o livro de Salmos 50.19 e 20 “Vocês estão sempre prontos para dizer coisas más e não pensam duas vezes antes de pregar mentiras. Estão sempre acusando os seus irmãos e espalhando calúnias a respeito deles”.

Glauber Dantas, jornalista

Homofobia: Polícia prende um dos suspeitos de envolvimento no assassinato de servidor público em Lagoa Grande

No final do mês de outubro o servidor público Jean da Silva Santos, de 29 anos, foi violentamente assassinado em Lagoa Grande. Nesta quarta-feira (22) uma operação da polícia militar prendeu um jovem suspeito de cometer o crime.

A 215° Circunscrição de Lagoa Grande em parceria com a 7ª Companhia Independente de Polícia Militar, localizou e prendeu Janderson Oliveira dos Santos, de 19 anos, em Aurora (CE). Segundo informações do delegado responsável pelo caso, Lamartine Fontes o acusado era vizinho de Jean e foi visto com a vítima momentos antes do crime.

“A cidade é pequena e os acusados foram vistos com a vítima na entrada de um clube momentos antes do crime, ou seja, a população começou a comentar que seriam eles”, explicou o delegado.

Em depoimento, Janderson Oliveira afirmou que um comparsa cometeu o crime porque foi beijado por Jean. A informação confirma a suspeita de que o crime foi motivado por homofobia.

O segundo envolvido no crime já foi identificado e encontra-se foragido. A polícia continua em diligencias para identificar seu paradeiro. Janderson Oliveira foi apresentado a autoridade policial e recolhido a Cadeia Pública de Santa Maria da Boa Vista.

Jair Bolsonaro é condenado a pagar R$ 150 mil por declarações contra gays

A defesa de Bolsonaro ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça. (Foto: Internet)

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro confirmou a condenação do deputado federal e pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por dano moral coletivo, com pagamento de multa de R$ 150 mil, por declarações homofóbicas em um programa de televisão.

Em 2011, Bolsonaro disse ao “CQC”, programa que a TV Bandeirantes suspendeu em 2015, que nunca passou por sua cabeça ter um filho gay porque seus filhos tiveram uma “boa educação”, com um pai presente. “Então, não corro esse risco”, disse.

Nesta quarta-feira (8), o deputado perdeu recurso por três votos a dois e terá de pagar ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, órgão do Ministério da Justiça, que investe em obras sociais. A defesa de Bolsonaro ainda pode recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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”Não dá para aceitar um policial rebolando na rua”, diz Joel da Harpa

joel arpa

O Ministério Público de Pernambuco realizou audiência, na segunda-feira (16), e definiu que travestis e transgêneros não serão excluídos da seleção, que conta com mais de 121 mil inscritos.

No Dia Internacional de Combate à Homofobia, o deputado estadual Joel da Harpa (PTN) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), nesta terça-feira (17), para refutar a decisão da Secretaria de Defesa Social (SDS), que secomprometeu a fazer alterações na publicação do edital do concurso da Polícia Militar e permitir que travestis, transexuais e homens trans participem da seleção. O deputado, que foi eleito na esteira da greve da PM em 2014, é conhecido por seus posicionamentos contrários aos direitos do público LGTB.

Joel costuma trovejar frases consideradas homofóbicas e polariza com os movimentos em defesa do segmento. Para defender o ponto de vista, o deputado, que é policial militar, expressou “voto de repúdio” à alteração e disse que “não dá para aceitar um policial rebolando na rua”.

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Semana de Combate à Homofobia é promovida em Salgueiro

homofobia
A Associação Sertão das Cores (Asserco), em parceria com a Prefeitura de Salgueiro, através da Secretaria de Desenvolvimento Social/CREAS Municipal e a sociedade civil, realiza a ‘Semana de Combate à Homofobia’ que começa em Salgueiro nesta terça-feira (17) e se estende até 06 de junho.

Com o tema: “Família também é constituída por laços homoafetivos”, a semana tem como objeto conscientizar a sociedade e os familiares a respeito da diversidade sexual, da busca na igualdade e no acesso aos direitos, e da luta contra a violência e o preconceito.

Na programação, estão previstas diversas atividades com entrevistas em rádios, blitzes com distribuição de material informativo, campeonato de futebol, torneio de futsal, palestras e coquetel. Todo o evento é gratuito.

“O nosso intuito maior da campanha desse ano é conscientizar as nossas famílias a nos aceitar e respeitar como realmente somos”, explica a presidente da Asserco, Adriana Gomes.

Com informações do Portal da Prefeitura de Salgueiro

Projeto Mães Pela Diversidade é lançado nesta terça em Juazeiro

maes pela diversidade

No Dia Internacional contra a Homofobia, comemorado nesta terça-feira (17), a Secretaria de Desenvolvimento e Igualdade Social (SEDIS) de Juazeiro lança o projeto Mães Pela Diversidade, às 16h, na própria secretaria.

O Mães Pela Diversidade faz parte do Programa Maio da Diversidade.  De hoje ao dia 10 de Junho, a SEDIS, através da Gerência de Diversidade, realizará a 3ª Edição do Maio da Diversidade com várias ações, entre elas: Audiência Publica na Câmara de Vereadores, Roda de Conversa LesBi, palestra no CRAS/CREAS sobre gênero e sexualidade, palestras na zona rural sobre gênero e sexualidade.

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Dia Internacional de Combate à Homofobia terá roda de debate na Facape

Cartaz evento contra a homofobia

Com o propósito de dialogar sobre a problemática da homofobia no Vale do São Francisco e dentro do ambiente universitário, a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) realizará na próxima terça-feira (17), Dia Internacional de Combate à Homofobia, uma roda de conversa com alunos, professores e convidados. O evento está marcado para as 19h, no auditório da biblioteca da faculdade.

Estarão presentes a jornalista e estudante do curso de Direito da Facape, Lícia Loltran; a professora Camila Roseno; o estudante de Serviço Social, Alzyr Sá Brasileiro; o professor do Colegiado de Direito da Facape, Carlos Romeiro; e a coordenadora do curso de Serviço Social, Andrea Alice.

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‘Extremamente infeliz’, diz Tiago Abravanel sobre a declaração da tia Patrícia

thiago abravanel

Declaração que relações homossexuais não são normais foi feita no Programa Silvio Santos do último domingo.

A polêmica em torno da acusação de homofobia da apresentadora Patrícia Abravanel segue rendendo nas redes sociais. Após declarar no Programa Silvio Santos do último domingo (8) que relações homossexuais não são normais, o cantor e ator Tiago Abravanel, sobrinho da herdeira de Silvio, disse em entrevista ao jornal Extra que mal conseguiu dormir após tomar conhecimento da história: “Ela foi extremamente infeliz na colocação”, afirmou, sobre a postura da tia.

“Fiquei muito triste de ver esse posicionamento vindo de uma mulher que as pessoas esperam tanto que tenha uma mente aberta, e que é uma formadora de opinião, quer queira quer não. Não concordo com nada que a Pati disse. Acho que ela foi extremamente infeliz na colocação. Fiquei bem triste” disse Tiago, um dos protagonistas do seriado Chapa quente, na Rede Globo.

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Estudante violentando em Petrolina contesta declarações do delegado responsável pela investigação do caso

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Delegado Daniel Moreira disse está havendo exagero por parte de Anderson Veloso já que não foram encontrados indícios de lesão corporal ou anal na vítima/Foto : reprodução Facebook

O delegado, Daniel Moreira, responsável pelas investigações do caso de agressões ao estudante de Psicologia da Univasf,  Anderson Veloso, que relatou ter sido violentado no último sábado (30/04) por três rapazes em Petrolina, disse em entrevista a rádio Jornal acreditar em exageros por parte da vítima.

“Acredito que possa está havendo algum exagero. Acredito que ele foi sequestrado sim, mas o médico legista não verificou vestígios de violência anal, já que a vítima diz que houve violação com um pedaço de galho. Este tipo de lesão é característico, mesmo com três ou quatro dias ainda fica algum vestígio. Ele sofreu um crime homofóbico, mas ainda não sabemos em que grau”, ressaltou.

Indignado com as declarações do delegado Anderson Veloso postou uma carta aberta a sociedade prestando os seguintes esclarecimentos:

Depois de ver a entrevista dada hoje pelo delegado Daniel Moreira, que está acompanhando meu caso, não poderia estar de outra forma a não ser indignado. Para além desses vários sentimentos que estão dentro de mim agora, achei necessário primeiramente esclarecer algumas questões sobre o caso. Bom, depois do ocorrido, eu e mais alguns amigos fomos ao Hospital Universitário para que eu passasse por uma bateria de exames a fim de observar se teria acontecido algo como uma fratura, por exemplo.

Fiz alguns exames para analisar a cabeça, o abdômen e o ânus, que foram as partes mais atingidas; aparentemente não foi constatado nada de grave, mas tomei alguns medicamentos junto a um soro e fui liberado. Depois disso, retornei a casa dos meus colegas e como estava muito nervoso ainda, pensei em ir à delegacia apenas no domingo de manhã. 

No domingo pela manhã, procurei a delegacia logo cedo, mas me deparei com uma placa na porta que trazia: Horário de funcionamento – seg a sex: 08 às 18. Após ver isso, me lembrei de uma vez que sofri uma ameaça e fui procurar uma delegacia para prestar o Boletim de Ocorrência, iria a que se localiza no Ouro Preto, mas o taxista que me conduzia disse que havia uma mais próxima, era a que se localizava na Vila Mocó.

Quando cheguei, em uma conversa, uma moça me disse que era pra eu ter ido diretamente para a delegacia que ficava na Vila Mocó mesmo, pois o bairro onde eu moro era de jurisdição de lá e a delegacia do Ouro Preto teria feito o encaminhamento para a delegacia da Vila Mocó. Pensando nisso, eu achei melhor esperar que a delegacia da Vila Mocó abrisse –segunda-feira– e fosse direto nela, visto que ela seria a encarregada de acompanhar o meu caso.

Na segunda, pela manhã, fui à delegacia com meus amigos e lá recebi algumas instruções do que deveria fazer e ouvi mais algumas coisas, como: “as provas precisam ainda ser um pouco mais amadurecidas” ou “procure saber de mais alguma pista”. Na segunda-feira, quando fui à delegacia dizer que havia sofrido homofobia, um dos policiais me disse que estava há quase 30 anos na policia e isso nunca tinha acontecido por aqui, e, no outro dia, na televisão, vi que já era, após a mídia ter procurado um contato com eles; isso no mínimo é bastante confuso, entre outras coisas.

Vale ressaltar ainda aqui que meu Boletim de Ocorrência diz que o caso se refere à TORTURA e ROUBO. Sobre a questão do IML: errei em demorar um pouco para ir ao IML, entretanto, tem muita coisa que deve ser levada em consideração. Se colocar no lugar do outro é muito difícil.
Quando fui realizar o exame, a própria médica me disse que muito provavelmente não iria haver nenhum tipo de resultado, porque houve uma demora em se fazer o exame; mas o resultado do hospital sairá daqui a 45 dias. 

Uma coisa tem que ser deixada bem claro: eu não estou com o rosto arrebentado ou com uma perna quebrada, mas a violência aconteceu. O que deve acontecer para que não seja exagero? A morte? Exagero é a tentativa de tirar a vítima do seu lugar de vítima. Exagero é a tentativa de silenciar uma luta. Exagero é uma delegacia estar fechada em um final de semana.

Exagero é uma pessoa ser violentada, chegar em casa com a sua roupa rasgada e descalço. Exagero é ver o órgão responsável por ajudar você ir pra mídia e dizer que sua dor é um exagero. Exagero é os espancamentos e as mortes continuarem e a polícia continuar vendo como um exagero. Qual tem que ser o tamanho da dor para que ela possa ser medida? A dor pode ser medida? Exagero é sentir dor. Exagero.. Exagero é o número de homossexuais mortos todos os dias no Brasil.

Anderson Veloso – estudante

Ato contra a homofobia será realizando nesta quinta

ato contra a homofobia

Está marcado para esta quinta-feira (05), ato contra a homofobia na região. O protesto inicia às 16h em frente a biblioteca da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A manifestação foi impulsionada pelo recente caso de violência contra um jovem estudante de psicologia da instituição, em que ele foi espancado e violentado sexualmente pelo fato de ser homossexual.

O ato é organizado pelo Diretórios Acadêmicos de Ciências Biológicas e Psicologia da Univasf.

 

Cristina Costa: “Infelizmente estamos chegando nesse cenário negativo de violência, da homofobia”

"Vemos agora essa questão da homofobia, de gente que agride quem tem uma postura diferente, uma ideologia sexual diferente. Temos que respeitar as escolhas das pessoas", enfatiza Cristina Costa/Foto: arquivo

“Vemos agora essa questão da homofobia, de gente que agride quem tem uma postura diferente, uma ideologia sexual diferente. Temos que respeitar as escolhas das pessoas”, enfatiza Cristina Costa/Foto: arquivo

A vereadora Cristina Costa (PT) se manifestou com relação à violência sofrida pelo aluno de Psicologia da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Anderson Veloso, no último sábado (30). De acordo com relato no Facebook, a vítima – após ter sido capturada por três pessoas em um carro preto – foi espancada e violentada sexualmente. A vereadora alertou para os índices cada vez mais preocupantes da violência em Petrolina e disse já ter acionado a Comissão de Direitos Humanos para promover uma ampla discussão sobre o assunto. “A sociedade tem que tomar conhecimento disso. Estamos mantendo contato, também, com a Assembléia Legislativa, através de nossos deputados, para que a Comissão de Direitos Humanos venha se juntar a nós e discutir a violência em Petrolina e, principalmente, a atuação das polícias Militar e Civil, dentro de suas fragilidades e condições de trabalho, que não estão tendo condições de atender às demandas que estão chegando”, disse.

Cristina chamou a atenção ainda para a falta de estrutura das delegacias. “Petrolina é uma cidade internacionalmente conhecida, mas infelizmente está chegando nesse cenário negativo de violência. Vemos agora essa questão da homofobia, de gente que agride quem tem uma postura diferente, uma ideologia sexual diferente. Temos que respeitar as escolhas das pessoas. Como pode um grupo – pode-se dizer de filhinhos de papai – que se acha justiceiro, determinar quem vive e quem mora em Petrolina? O que aconteceu com este estudante é absurdo. Quando ele foi à delegacia no sábado soube que teria que voltar na segunda (ontem). Ou seja, além de enfrentar o preconceito e a violência, a vítima ainda sofre porque não encontra uma delegacia estruturada para receber isso”, pontuou.

 

Homofobia: estudante de psicologia é agredido em Petrolina

homofobia

Boletim de ocorrência está sendo realizado na manhã desta segunda-feira

No último sábado (30), o estudante de psicologia da Universidade do Vale do São Francisco (Univasf), Anderson Veloso, foi vítima de agressão e abuso em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A causa: homofobia. Em um relato através do Facebook, o jovem conta como ocorreu o fato.

De acordo com o relato, por volta das 18h30, ele foi agredido, espancado, enforcado com o cordão do próprio short e violado sexualmente. Os agressores teriam o capturado num carro preto. Após a agressão o rapaz recebeu o apoio de colegas de faculdade e está nesse momento realizando Boletim de Ocorrência.

Confira o relato completo:

“O dia 30 de abril de 2016 tinha tudo pra terminar de uma forma positiva, mas não foi isso que aconteceu. Mais uma vez, a violência e o ódio permearam as ruas da cidade de Petrolina, fato que tem acontecido bastante, levando em consideração as grandes tragédias que aconteceram aqui nos últimos tempos. Entretanto, dessa vez foi algo diferente. A vítima de todo esse obscuro e frio momento me fez parar pra refletir sobre diversas questões que antes não chegavam até a pele, até o verdadeiro sentir. Dessa vez, a vítima da agressão foi eu.

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