Produtores de manga se reúnem em Juazeiro para planejar ações de melhorias na produção em 2020

(Foto: Divulgação)

Produtores de manga da Bahia, Pernambuco e Ceará estiveram reunidos na última quinta-feira (5), no Centro de Excelência da Fruticultura do SENAR, em Juazeiro (BA), para fazer uma avaliação dos resultados obtidos neste ano de 2019 e planejar ações que possibilitem melhorias na produção em 2020.

“Nós reunimos os produtores para discutir os problemas que são ocorridos no ano de produção de manga no Vale do São Francisco e a gente tentar, em parceria, com os grupos de pesquisas da Embrapa, Univasf e Uneb, conseguir tirar as dúvidas dos produtores e ajudar a melhorar a cadeia produtiva da manga no Vale do São Francisco e no Brasil também”, explicou o produtor e consultor Rogério Martins, um dos organizadores do evento.

Durante todo o dia, os produtores participaram de palestras e debates com pesquisadores e consultores, para tentar evitar problemas que possam atrapalhar uma boa safra no ano que vem. Patrick Maciel produz manga no município de Rio de Contas, região da Chapada Diamantina, na Bahia, e não perdeu a oportunidade de aprender um pouco mais sobre a fruteira.

Vale do São Francisco exporta 9 milhões de caixas de manga por ano para EUA, segundo dados

Workshop é uma iniciativa da NMB (National Mango Board), entidade de fomento ligada ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos.

Segundo maior mercado consumidor final da manga produzida no Vale do São Francisco (depois da Europa), os Estados Unidos compraram da região 9 milhões de caixas, no ano passado. Entre 2005 e 2018, o consumo dos americanos aumentou 87% e hoje já importam apenas do Brasil 115 milhões de caixas da fruta que também é produzida por países como México, Peru e Equador.

Cientes da importância desse mercado, produtores, técnicos e pesquisadores participaram nesta quarta-feira (7) do ‘XI Workshop Internacional da National Mango Board’, em Petrolina (PE). No evento, eles discutiram a melhoria da produção e da qualidade da fruta.

De acordo com o diretor de marketing da instituição brasileira, Caio Coelho, foi a partir dessa parceria que os produtores da região saíram das 500 mil caixas de manga enviadas aos EUA para chegar aos 9 milhões ao ano, em 20 anos.

Caixa de manga espada é comercializada a R$ 40 no Mercado do Produtor em Juazeiro

A Ceasa de Juazeiro é o 4º maior entreposto em volume e comercialização do país.

Quem pretende fazer as compras nesta segunda-feira (05), no Mercado do Produtor em Juazeiro, vai encontrar grande variedade de mangas produzidas na região do Vale do São Francisco.

A caixa da manga espada com 26kg sai por R$ 40,00. A manga Tommy pode ser encontrada por R$ 60,00. O consumidor pode comprar ainda a manga do tipo Palmer por R$ 60,00 a caixa com 26kg.

É possível conferir a cotação completa dos produtos comercializados no Mercado do Produtor no site da Prefeitura de Juazeiro. Os preços são resultado de uma pesquisa diária feita no comércio atacadista do entreposto município.

Inscrições abertas para oficinas sobre cultivo de manga em Juazeiro

A agência do Sebrae em Juazeiro (BA), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), abriu inscrições para oficinas com um especialista em cultura da manga, que serão realizadas entre os meses de julho e dezembro, no Centro de Excelência em Fruticultura, localizado no Distrito Industrial de Juazeiro.

No total, serão seis encontros que irão abordar conteúdos de irrigação e fertirrigação, formação das brotações, maturação e indução floral, construção de plantas e frutos, manejo fitossanitário, nutricional e de serviços, além de operações e colheita.

Vale do São Francisco vai exportar manga para a África do Sul

O Vale do São Francisco, que movimentou no ano passado US$ 213 milhões com a exportação de 150 mil toneladas de manga para países como a Holanda, Estados Unidos e Espanha, vai ampliar esses números muito em breve com a conquista do mercado da África do Sul.

Desde a última segunda-feira (12), os inspetores federais do Ministério da Agricultura da África do Sul, Nkeetula Abram e Godfrey Markhu Bele, conheceram de perto os pomares e os packing house de seis fazendas produtoras de manga, entre Pernambuco e Bahia.

Eles vieram avaliar o sistema de produção e cuidados fitossanitários para estabelecer a importação da fruta até o final desse ano. A visita dos sul-africanos a região encerrou-se nesta sexta-feira (16) e eles ficaram satisfeitos com o que viram aqui.

De acordo com Nkeetula Abram, a avaliação foi positiva principalmente pela limpeza das áreas de produção e monitoramento das moscas-das-frutas através das armadilhas utilizadas em larga escala.

“Ficamos muito impressionados também com a preocupação constante da qualidade final e embalagem dos frutos nos packing house, onde o tratamento hidrotérmico garante o controle de algumas doenças pós-colheita causadas por fungos”, pontuou.

Para a auditora fiscal do Departamento de Sanidade Vegetal (DSV) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Débora Cruz, a missão conclui com êxito um trabalho diplomático que começou há dois anos e que vai permitir pela primeira vez a compra do fruto brasileiro.

“Pela reação dos inspetores durante essa semana podemos entender que o nosso sistema fitossanitário superou as expectativas. O profissionalismo e a organização dos produtores da região também serão determinantes para o início dos entendimentos comerciais”.

Segundo o diretor de Marketing da Valexport – Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco, Caio Coelho, a fruticultura irrigada regional já está se preparando para atender a contento a nova demanda.

“Produzimos anualmente 700 mil toneladas de manga numa área de 30 mil hectares, a maioria com as variedades Tommy Atkins, Palmer, Kent e Keitt. Vamos começar bem com o mercado sul-africano, principalmente pela logística que será viabilizada por via marítima, a um custo bem mais econômico”, destacou Caio Coelho.

África do Sul

Principal parceiro econômico do Brasil no continente, o país sul-africano tem uma balança comercial que é mais positiva para as exportações brasileiras.  Em 2016, quando foi lançada a última série estatística pelo Itamaraty, o país tinha exportado US$ 1,4 bilhão para a África do Sul. Ou seja, um superávit de US$ 668, ante os US$ 336 milhões comercializados por seu parceiro. Naquele ano, 38.814 brasileiros viajaram para a nação africana, o que aumentou em 32,3% o número desses visitantes, em relação a 2015.

Os produtos brasileiros mais importados pela África do Sul são manufaturados, liderados pelos automóveis e máquinas mecânicas, além dos produtos básicos e semimanufaturados, como o zinco, açúcar, cereais e carnes, responsáveis por 33% do saldo comercial.

Moradora do N-7 grava vídeo de manga com forma estranha colhida em Petrolina

Uma manga com um formato muito estranho foi colhida nessa segunda-feira (19) no Projeto Senador Nilo Coelho, N-7, em Petrolina (PE). Uma moradora do local se deparou com a fruta que havia sido colhida por um homem e resolveu tirar fotos e gravar um vídeo.

Carlly Guimarães, autora das imagens, disse ter ficado surpreendida com a aparência da fruta. “Fiquei surpreendida com o formato da manga, muito esquisito. Decidi filmar para outras pessoas verem também”, disse. Ainda de acordo com a moradora do N-7, outras pessoas ficaram arrepiadas e abismadas com o aspecto da manga.

Após publicadas, as imagens tomaram de conta das redes sociais com muitos comentários espantados com a situação e mais de 200 compartilhamentos. “Sangue de Cristo tem poder”, disse uma das internautas. “Meu Deus, é o fim do mundo”, afirmou outro.

Carlly garante que as imagens são verdadeiras. A manga foi levada pelo rapaz responsável pela colheita da fruta.

Mangas do Vale do São Francisco despertam o interesse da Rússia

Petrolina vai colocar as frutas dentro dos supermercados da rede Auchan. (Foto: Arquivo)

Representantes da terceira maior rede de varejo no mercado russo, estiveram em Petrolina nos últimos dias 23 e 24, com o objetivo de investir na importação de manda e uva da região.

O Vale do São Francisco seria uma opção para livrar a rede Auchan da dependência de distribuidores da Holanda, a investimento em uma câmara frigorífica feita pelo o governo russo, possibilitou o investimento nas frutas do Vale.

“Trata-se de um grupo importante, a terceira maior rede de varejo no mercado russo. Eles estão visitando o Vale do São Francisco para importar, sobretudo, manga. Eles têm mais de 23 supermercados e tendem a depender da câmara (frigorífica) terceirizada, via Holanda, que é um grande hub”, relatou o Presidente da Apex-Brasil, Roberto Jaguaribe. Entre as empresas visitadas, a Fazenda Tambaú, do Grupo Queiroz Galvão e a Finobrasa Agroindustrial, do Grupo Vicunha.

“A coisa nasceu agora. O escritório de Moscou da Apex fez essa captação porque a fruta de Petrolina todinha, quando é exportada, tem um hub na Holanda. Então, eles ficam na mão de distribuidores. Ali, eles têm um frigorífico. Eles, agora, não vão precisar mais do distribuidor. Então, o pessoal de Petrolina vai colocar as frutas dentro dos supermercados deles”, detalha Armando Peixoto.

Com informações do FolhaPE

Inscrição para X Workshop da National Mango Board começam nesta segunda

mango

Os interessados podem se inscrever através do email da Valexport./ Foto: Ascom

Estão abertas, a partir desta segunda-feira (25), as inscrições para o X Workshop da National Mango Board (NMB), que acontecerá nos dias 3 e 4 de agosto, no Quality Hotel em Petrolina (PE). O evento é destinado a produtores de manga, exportadores, fornecedores, logística, gerentes de packing house e profissionais de segurança alimentar. As vagas são limitadas.

A edição deste ano traz o israelense Adolfo Levin, especialista em irrigação de manga, para ministrar uma palestra que aborda os efeitos da irrigação na produção, quantidade e tamanho do fruto durante as etapas fenológicas da manga. A participação de Levin acontece entre às 10h e 12h da quarta-feira (3). Em seguida, o engenheiro agrônomo, Diógenes Batista, e o economista, João Ricardo de Lima, ambos da Embrapa Semiárido, abordam temas como ‘Bioecologia, danos e desafios’ e ‘Desafios da sustentabilidade da mangicultura no Vale do São Francisco’, respectivamente.

Valexport comemora: exportações de manga do Vale do São Francisco crescem 20% em 2015

O aumento se deve a qualidade dos frutos da região, associada à alta do dólar e ao crescimento da procura - principalmente do mercado americano/Foto:Clas

O aumento se deve a qualidade dos frutos da região, associada à alta do dólar e ao crescimento da procura – principalmente do mercado americano/Foto:Clas

A exportação de manga no Vale do São Francisco em 2015 apresentou um aumento de 20% em relação à safra anterior, possibilitando um acréscimo de mais US$ 21 milhões na pauta de exportações do país. A boa nova foi anunciada esta semana em Petrolina(PE), pelo diretor de Marketing da Valexport (Associação dos Produtores e Exportadores de Hortifrutigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco), Caio Coelho.

De acordo com o diretor, este aumento se deve a qualidade dos frutos da região, associada à alta do dólar e ao crescimento da procura – principalmente do mercado americano, que compra anualmente 30 mil toneladas da fruta. “Outro fator que vem ajudando muito na ampliação das vendas para o mercado americano, é a permissão da entrada nos Estados Unidos de manga com o peso maior que 650 gramas, podendo a partir de 2015 chegar até 900 gramas o peso de cada fruta”, adiantou Caio Coelho lembrando ainda que esta manga mais pesada pode ser destinada à indústria de frutas processadas, sendo um potencial nicho de mercado para as frutas brasileiras.

Segundo o gerente executivo da Valexport, Tássio Lustoza o crescimento do comércio da manga do Vale no exterior já vem ocorrendo desde o início das primeiras exportações, em 1999. “Somente para se ter uma ideia, de 2009 até os dias atuais o comércio internacional  da manga do Vale cresceu 42%, saindo de 92 mil toneladas para 131 mil toneladas anuais. A expectativa para este ano é de um crescimento de mais 7%”, adiantou Lustoza. Do total das exportações de manga, 75% segue para Europa e 21% para os Estados Unidos, o restante é vendido aos mercados da África do Sul, América do Sul e Ásia.