Medicamento para tratar AME começa a ser distribuído em novembro

(Foto: Internet)

Começa a ser distribuído na semana que vem para as secretarias estaduais de Saúde o fármaco Nusinersen (Spinraza) para o tratamento destinado a pacientes com atrofia muscular espinhal (AME). O medicamento chega nesta quarta-feira (30) ao Brasil, vindo da Alemanha.

O anúncio foi feito hoje (30) pelo secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, em audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados.

Segundo a pasta, para ter acesso ao Spinraza, os pais ou responsáveis pelo paciente com diagnóstico de AME tipo 1 devem ir até uma farmácia de alto custo, que encaminhará o paciente para atendimento em um Serviço de Referência apto a realizar o procedimento. Atualmente, existem 57 serviços de referência no país, como institutos e centros de excelência para doenças raras e hospitais universitários federais.

“O paciente será alocado em um serviço de referência em que terá todos os cuidados, não apenas para receber o medicamento, ele terá apoio de fisioterapia, fonoaudiologia, profissionais de diferentes especialidades médicas, suporte de diagnóstico. Isso tudo para que a gente possa maximizar o uso desse tratamento”, explicou o secretário.

De acordo com o ministério, no caso do medicamento para os tipos 2 e 3 da doença, o paciente ou os responsáveis devem entrar em contato com a Ouvidoria do SUS, pelo telefone 136, a partir de segunda-feira (4) e informar dados pessoais, cidade em que mora e prescrição médica para uso do Spinraza.

Após esse contato, o Ministério da Saúde vai mapear onde estão os pacientes com os dois tipos da doença para cadastramento. Posteriormente, o paciente será orientado pela pasta, por telefone, sobre qual Serviço de Referência deve procurar para o tratamento.

Doença

A AME é uma doença genética que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína considerada essencial para a sobrevivência dos neurônios motores. Sem ela, os neurônios morrem e as pessoas vão perdendo controle e força musculares, ficando incapacitados de se moverem, engolirem ou mesmo respirarem. O quadro é degenerativo e não há cura.

Fonte: Agência Brasil

Lagoa Grande: após ter medicamento negado pelo SUS, mãe realiza campanha para arrecadar recursos

Tratamento de Melinda deve custar mais de R$ 2 milhões.

Portadora da Atrofia Muscular Espinhal (AME) tipo 1, Melinda Gomes, de 4 meses, está internada no Hospital Universitário Oswaldo Cruz, em Recife, desde quando descobriu a doença. Sem conseguir mover os músculos do corpo, a AME causa fraqueza muscular grave e a perda de neurônios motores inferiores e do núcleo do tronco cerebral.

A família – que é natural da cidade de Lagoa Grande, interior de Pernambuco – vive agora hospedada na casa de amigos na capital pernambucana. A rotina de Ângela Larissa, mãe da pequena Melinda, mudou completamente. Pela manhã, dá entrada no hospital para acompanhar a filha internada, ao anoitecer volta para casa de amigos, para descansar e voltar para intensa rotina no dia seguinte.

Spinraza é o único medicamento que pode salvar a vida de Melinda. Prometendo interromper a progressão da doença, cada caixa custa em média 300 mil reais. Para o tratamento da bebê, serão necessárias seis caixas do Spinzara, o valor total custará mais de R$ 2 milhões.

Sem condições de bancar pelo tratamento da filha, os pais de Melinda, recorreram ao Estado pelo custeamento do medicamento, mas tiveram o pedido negado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco.

Na luta para salvar a bebê, os pais agora fazem campanha nas redes sociais, para arrecadar dinheiro. O perfil no instagram já passa dos 5 mil seguidores, o número é pequeno, mas com as divulgações a família tem esperanças de conseguir o dinheiro. Além dos medicamentos, Melinda ainda batalha para conseguir do SUS o “home care”, UTI domiciliar para dar continuidade do tratamento fora do hospital.

O instagram para acompanhar e ajudar a pequena Melinda é @ame.melinda, contas bancárias também estão disponíveis para realizar doações via depósito ou transferência.

CAIXA ECONÔMICA

  • Titular: Melinda G de Sá
  • Agência: 1580
  • Operação: 013
  • Conta: 148962-2

BANCO DO BRADESCO 

  • Titular: Angela Larissa (Mãe)
  • Agência: 3908-0
  • Conta: 1000701-1
  • Via: 01 Tipo: 00

Medicamento utilizado por pacientes com microcefalia é incorporado ao SUS

O SUS tem 180 dias para incorporar o medicamento. (Foto: Divulgação)

Segundo a publicação do Diário Oficial da União desta segunda-feira (4), o medicamento levetiracetam, utilizado no tratamento de convulsões em pacientes com microcefalia, foi incluído no Sistema Único de Saúde (SUS).

O Levetiracetam, mais conhecido como Keppra, ajuda a conter as convulsões de pacientes com problemas causadas pela infecção do vírus da zika. Após a publicação oficial, o SUS tem 180 dias para incorporar o medicamento. Além do uso nos casos de microcefalia, o medicamente também é empregado em tratamentos com pacientes com epilepsia mioclônica juvenil (EMJ).

Com informações do FolhaPE

Setor de Farmácia da UPAE enfatiza o uso racional de medicamentos

Os farmacêuticos da UPAE prestam atendimento ambulatorial, onde orientam os pacientes quanto ao uso correto da medicação prescrita pelo médico/Foto:assessoria

O setor de Farmácia da Unidade de Pronto Atendimento e Atenção Especializada de Petrolina (UPAE) é composto pela Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF), e duas unidades de dispensação, sendo uma funcionando na Emergência do Pronto Atendimento e outra farmácia satélite localizada dentro do bloco cirúrgico. Esse sistema promove uma distribuição fracionada, individualizada, identificada e otimizada, que colabora com o uso racional de medicamentos. Além disso, os farmacêuticos da UPAE prestam atendimento ambulatorial, onde orientam os pacientes quanto ao uso correto da medicação prescrita pelo médico.

“O uso racional dentro da UPAE começa com a parceria entre médicos e farmacêuticos, pois trabalhamos em conjunto. Quando o médico lança a medicação do paciente no sistema e nós recebemos na farmácia, temos por obrigação checar. Se houver alguma dúvida quanto à interação medicamentosa, por exemplo, entramos em contato com o médico para fazer uma readequação”, explica a farmacêutica Sâmara Viana.

Já no atendimento ambulatorial – que ocorre através da interconsulta seguindo um fluxograma de atendimentos não médicos dentro da UPAE – a orientação é feita diretamente ao paciente. “Quando o médico identifica que o paciente tem dúvidas, ou o próprio paciente externa essa necessidade, acontece o encaminhamento. Nesse caso, nós explicamos qual medicamento ele vai tomar, de que forma, quais são os benefícios, efeitos colaterais, e assim por diante”, esclarece.

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