Segundo OMS, Brasil não terá vacinação em massa em 2021

A vice-diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mariângela Simão, disse, durante entrevista à CNN Brasil, que é possível “ter certeza” que o Brasil não vai ter uma vacinação em massa já em 2021 contra o novo coronavírus.

“Não vai ter vacina suficiente no ano que vem para vacinar toda a população, então o que a OMS está orientando é que haja uma priorização de vacinar profissionais de saúde e pessoas acima de 65 anos ou que tenham alguma doença associada”, disse.

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Governo Federal confirma intenção de aderir a programa Covax

(Foto: CHAIDEER MAHYUDDIN / AFP)

O Governo Federal confirmou a intenção de aderir à Covax Facility, iniciativa co-liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo do grupo é impulsionar o desenvolvimento das vacinas para combate ao novo coronavírus.

A decisão de o Brasil se juntar ao grupo foi anunciada através de nota divulgada pela Secretaria Especial de Comunicação Social. No texto, o Governo afirma que a aquisição de uma vacina segura e eficaz é prioridade do governo federal.

Mais de 170 países aderiram à Covax, segundo a própria OMS. O plano é garantir a compra e a distribuição de doses do imunizante contra a covid-19 de maneira justa e por todo o mundo. O primeiro caso do novo coronavírus no Brasil foi registrado no mês de março.

OMS identifica países na ‘direção errada’ no combate a Covid e prevê piora da pandemia

(Foto: Ilustração)

Na avaliação do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, muitos países estão da “direção errada” no combate ao novo coronavírus. Diante disso, a previsão que a OMS faz é de que a pandemia ainda pode piorar. A declaração foi feita por Tedros nesta segunda-feira (13).

“Deixe-me ser direto: muitos países estão na direção errada. O vírus permanece como inimigo público número 1, mas a ação de muitas pessoas e governos não reflete isso”, disse Tedros. “Se as medidas básicas não forem seguidas, a única direção que essa pandemia pode seguir é piorar, piorar e piorar”.

Os dados de novos casos da Covid-19 registrados no último domingo (12) foram vistos pelo diretor-geral. A entidade recebeu a notificação de 230 mil novos infectados, com destaque para o fato de que 50% do total foram apenas em dois países: Estados Unidos e Brasil.

De acordo com reportagem do Estadão, Tedros ressaltou a necessidade de uma estratégia focada na supressão da transmissão e comunicação clara com sua população por parte dos governos. Também destacou que todo cidadão não deve deixar de seguir os princípios básicos: distanciamento social, higienização constante das mãos, uso de máscara, etiqueta respiratória e permanência em casa, se estiver doente. “Não tem atalhos nessa pandemia. Todos nós queremos uma vacina, mas precisamos usar as ferramentar que temos”.

OMS considera que pandemia do coronavírus ainda pode ser controlada

(Foto: FABRICE COFFRINI/AFP)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou, nesta sexta-feira (10), que ainda é possível controlar a pandemia de coronavírus, embora o número de casos “tenha mais que dobrado nas últimas seis semanas”.

“Existem muitos exemplos em todo o mundo que mostraram que, embora a pandemia seja muito intensa, ainda pode ser controlada”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, à mídia, citando os casos da Espanha em Itália e Coreia do Sul.

“Somente ações agressivas combinadas com a unidade nacional e a solidariedade global podem reverter o caminho da pandemia”, alertou. O chefe da OMS mais uma vez enfatizou a importância de aplicar testes de detecção, rastrear casos e isolar pacientes “para quebrar as redes de transmissão”.

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EUA iniciam retirada formal da OMS, diz Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7), ao Congresso do país e às Organizações das Nações Unidas (ONU), o início do processo de retirada formal norte-americana da Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo o G1, portal de notícias das Organizações Globo, esta saída terá efeito a partir de 6 de julho de 2021.

De acordo com o Departamento de Estado americano, “o aviso de retirada dos Estados Unidos, em 6 de julho de 2021, foi submetido ao Secretário-Geral da ONU, que é o depositário da OMS”.

No dia 29 de maio, Trump já havia indicado a que os EUA iriam encerrar as relações com a OMS, e que iria realocar os investimentos na instituição para outros órgãos.

À época, ele acusou a China de estar à frente das decisões da OMS mesmo, apesar de o país asiático financiar menos que os EUA a organização.

Após polêmica, OMS esclarece que assintomáticos podem transmitir covid-19

Após afirmar que a contaminação a partir de pessoas assintomáticas seria “rara”, a infectologista Maria Van Kerkhove, responsável técnica pelo time de combate à covid-19 da Organização Mundial da Saúde (OMS), esclareceu nesta terça-feira (9), em uma entrevista especial, que houve um mal-entendido sobre a fala.

“Recebi muitas mensagens pedindo esclarecimentos sobre alguns argumentos que usei ontem durante a coletiva de imprensa. Acho importante esclarecer alguns mal-entendidos sobre minha fala de ontem. O que sabemos sobre transmissão é que [das] pessoas que estão infectadas com covid-19, muitas desenvolvem sintomas. Mas muitas não. A maior parte da transmissão conhecida vem de pessoas que apresentam sintomas do vírus e passam para outras através de gotículas infectadas. Mas há um subgrupo de pessoas que não desenvolvem sintomas. E para entender verdadeiramente esse grupo, não temos uma resposta concreta ainda. Há estimativas de que o número gire entre 6 a 41% da população. Mas sabemos que pessoas que não tem sintomas podem transmitir o vírus”, reiterou.

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Segundo OMS, disseminação assintomática do coronavírus é ‘muito rara’

(Foto: Danny Lawson/AFP)

A chefe da unidade de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou, nessa segunda-feira (08), que pacientes assintomáticos do novo coronavírus não estão impulsionando a disseminação da covid-19.

“A partir dos dados que temos, ainda parece ser raro que uma pessoa assintomática realmente transmita adiante para um indivíduo secundário”, disse Van Kerkhove em entrevista na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), quando ainda afirmou que esse tipo de transmissão “é muito raro.”

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OMS suspende teste com cloroquina em pacientes com covid-19

(Foto: Reuters)

Um ensaio clínico do medicamento contra malária cloroquina em pacientes com a covid-19 foi suspenso por questões de segurança, informou nesta segunda-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.

“O grupo executivo implementou uma pausa temporária do braço da hidroxicloroquina no ensaio Solidariedade, enquanto os dados de segurança são revisados pelo conselho de monitoramento de segurança dos dados. Os outros braços do ensaio continuam”, disse Tedros em entrevista online.

A decisão acontece após a revista The Lancet, uma das mais importantes publicações científicias do mundo, publicar um estudo alertando sobre os riscos da utilização do medicamento.

Um a cada nove contaminados pela Covid-19 no mundo foi infectado no Brasil em 24 horas; diz OMS

(Foto: Cadu Rolim/FotoArena/Estadão Conteúdo)

Novos dados publicados nesta segunda-feira (11) pela Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que um a cada nove contaminados pela Covid-19 no mundo foi infectado no Brasil em 24 horas. No total, no período avaliado, o país registrou 10,6 mil novos casos.

No mundo, foram 88,8 mil. Os dados no informe estão defasados. A coleta da informação por parte da agência de saúde foi concluída às 5h da manhã deste dia 11 de maio. Ainda assim, o número coloca o Brasil como o terceiro maior local de contaminação em 24 horas. Essa realidade já tem se confirmado ao longo de vários dias. No total, a OMS contabilizava até o final de sua edição mais de 155 mil casos no país.

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OMS recua e diz que governos devem pensar em quem precisa garantir o pão de cada dia

Em entrevista coletiva da Organização Mundial de Saúde (OMS), o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que os lockdowns (ou quarentenas) podem comprar tempo, mas devem levar em conta que cada país é diferente.

A fala de Ghebreyesus é encarada como um “recuo” da OMS em relação ao isolamento de pessoas saudáveis durante a pandemia do vírus chinês, que impacta diretamente na economia e no sustento de famílias.

“Se estamos fechando ou limitando o movimento, precisamos pensar nelas [as pessoas]. O impacto na economia tem a ver com vários fatores, mas precisamos saber o que isso significa para o indivíduo que precisa sair para sobreviver. Venho de uma família pobre e sei o que significa se preocupar com o que comer amanhã”.

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Casos de coronavírus no mundo passam de meio milhão com acréscimo de 100 mil em 2 dias, diz OMS

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. (Foto: FABRICE COFFRINI/AFP)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta quinta-feira (26) que, nos últimos dois dias, o mundo registrou mais 100 mil novos casos de coronavírus. Ao todo, já são mais de meio milhão de pessoas infectadas.

Na segunda-feira (23), a OMS apresentou um balanço dos casos a cada marca de 100 mil para alertar como a pandemia está se acelerando nesta semana: os primeiros 100 mil casos de Covid-19 foram registrados em 67 dias – mas foram necessários apenas mais 11 dias para dobrar e atingir 200 mil casos e outros quatro dias para chegar a 300 mil casos. Agora, a pandemia levou dois dias para somar mais 100 mil novos casos ao balanço.

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OMS declara pandemia global por conta do novo coronavírus

Médicos e enfermeiros das Unidades Básicas de Saúde participaram da reunião, que aconteceu no auditório da Secretaria de Saúde.

O crescente número dos casos de coronavírus fez a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar, na tarde dessa quarta-feira (11), pandemia global. O número de pacientes e mortos, segundo a OMS, deve aumentar nos próximos dias, em todo globo.

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A pandemia, no entanto, não altera as orientações aos governos nacionais. No Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que nada mudará nas notificações e tratamento dos suspeitos e confirmados.

A pandemia diz respeito ao momento em que uma doença já está espalhou por diversos continentes com transmissão sustentada entre as pessoas. Já são mais de 118 mil casos ao redor do mundo e 4.291 mortes. Petrolina não tem nenhum caso suspeito, enquanto Juazeiro tem uma paciente em investigação.

Chefe da OMS convoca nova reunião de emergência sobre coronavírus

(Foto: Mohd Rasfan/ AFP)

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta quarta-feira (29) que convocará na quinta (30) o comitê de emergência sobre o coronavírus que apareceu na China, a fim de determinar se a epidemia constitui ou não um alerta internacional.

“Decidi reunir novamente amanhã o Comitê de Emergência do Regulamento Sanitário Internacional sobre o novo #coronavírus (2019-nCoV) para me aconselhar sobre a questão de saber se a epidemia atual constitui uma emergência de saúde pública de alcance internacional”, escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus no Twitter.

“A maioria dos mais de 6.000 casos do novo #coronavírus é encontrada na China – apenas 1%, ou seja, 68 casos, foram registrados hoje em 15 outros países”, acrescentou.

53% da população brasileira está acima do peso, afirma estudo do Ministério da Saúde

(Foto: Reprodução)

Uma pesquisa do Ministério da Saúde indicou que 53% da população brasileira está com excesso de peso e 45,8% praticam uma atividade física insuficiente. Os valores foram registrados na Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel).

O estudo foi realizado em 2017, através de entrevistas feitas por meio do telefone, com participação da Associação Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Os números estão longe da meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) que pretende reduzir a inatividade física em 15% até 2030, em todo o mundo.

Segundo pesquisa da OMS em 2018, o número de pessoas que faziam atividades insuficientes totalizava 1,4 bilhão de pessoas. “Acredita-se que um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes não praticam atividade física de forma suficiente”, disse o diretor de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Rogério Scarabel.

Os dados servem de alerta, já que nesse fim de semana celebram-se o Dia da Atividade Física (6) e o Dia Mundial da Saúde (7). Aproveitando o momento a ANS lança o projeto Movimentar-se É Preciso. A intenção é estimular operadoras de saúde a realizarem programas voltados a atividades físicas para seus beneficiários nestes dois dias.

OMS lista as 10 principais ameaças para a saúde em 2019

Obesidade infantil preocupa OMS (Foto: Agência Brasil)

Surtos de doenças preveníveis por vacinação, altas taxas de obesidade infantil e sedentarismo, além de impactos à saúde causados pela poluição, pelas mudanças climáticas e pelas crises humanitárias. Estes são alguns dos itens que integram a lista das 10 principais ameaças à saúde global em 2019, divulgada nesta semana pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A entidade pretende colocar em prática um novo plano estratégico, com duração de cinco anos, com o objetivo de garantir que 1 bilhão de pessoas a mais se beneficiem do acesso à saúde e da cobertura universal de saúde; e estejam protegidas de emergências de saúde.

De acordo com a OMS, essas são as questões que vão demandar mais atenção da organização e de seus parceiros neste ano:

Poluição do ar e mudanças climáticas

A estimativa da Organização Mundial da Saúde é que nove em cada 10 pessoas respiram ar poluído todos os dias. Poluentes microscópicos podem penetrar nos sistemas respiratório e circulatório, danificando pulmões, coração e cérebro, o que resulta na morte prematura de 7 milhões de pessoas todos os anos por enfermidades como câncer, acidente vascular cerebral e doenças cardiovasculares e pulmonares.

Doenças crônicas não transmissíveis

Dados da entidade mostram que doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, câncer e doenças cardiovasculares, são responsáveis por mais de 70% de todas as mortes no mundo – o equivalente a 41 milhões de pessoas. Isso inclui 15 milhões de pessoas que morrem prematuramente (entre 30 e 69 anos), sendo que mais de 85% dessas mortes prematuras ocorrem em países de baixa e média renda.

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