PF cumpre mandados de nova fase da Lava Jato em Pernambuco

Material está sendo levado para sede da PF no Recife Foto: TV Jornal

A Polícia Federal está cumprindo mandados de busca e apreensão da Operação Satélite, nova fase da Lava Jato, no Grande Recife. De acordo com informações iniciais, material está sendo recolhido em dois endereços de Boa Viagem e um da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, e também um no Janga, em Paulista. Outros dois mandados são cumpridos na Bahia.

Os alvos desta etapa não são políticos, mas pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Humberto Costa (PT-PE), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Valdir Raupp (PMDB-RO). Em Pernambuco, um dos alvos é Mário Barbosa Beltrão, empresário ligado ao senador Humberto Costa. O material apreendido deve ser levado para análise em Brasília.

Os mandados foram solicitados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e autorizados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O chefe de comunicação da Polícia Federal de Pernambuco, Giovani Santoro, informou à Rádio Jornal que a ação corre em segredo de justiça.

Esta fase não tem relação com a delação de executivos da empreiteira Odebrecht, ainda sob análise do ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo.

Ações da Lava Jato em Pernambuco

Em agosto de 2016, a 33ª fase da Lava Jato – autorizada pelo juiz federal Sérgio Moro – investigou alvos de crimes de organização criminosa, cartel, fraudes licitatórias, corrupção e lavagem de dinheiro em Pernambuco. Na ocasião, o alvo foi a construtora Queiroz Galvão e os executivos ligados à construtora Ildefonso Colares e Othon Zanoide foram presos.

Com informações do NE10.

Operação Lava Jato completa dois anos de investigação e punição de envolvidos

Operação Lava Jato

A Polícia Federal apresentou recentemente novos números da maior investigação contra corrupção e lavagem de dinheiro na história do Brasil que completa dois anos neste mês de março. A Lava Jato, coordenada pelo juiz federal Sérgio Moro, já acumula 24 fases em sua alçada e mais de 1,1 mil procedimentos investigados.

Em sua última ação, a Polícia Federal mirou no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para investigar a sua relação (e de seus familiares) com empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção.

A suspeita é que o ex-presidente tenha recebido vantagens ilícitas, como um apartamento, reformas e imóveis novos.

Já na primeira tarefa deflagrada pelos agentes federais, em 17 de março de 2014, a PF cumpriu 91 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão temporária.

De lá para cá, executivos das mais importantes empreiteiras do país foram presos, como o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, condenado recentemente a 19 anos de prisão, a residência do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, foi vasculhada, e, por fim, a delação do senador Delcídio do Amaral, que acusa a presidente Dilma Rousseff (PT) de ter interferido no curso das investigações.

O vai e vem que embarca cada vez mais envolvidos no grande esquema de desvio de dinheiro na Petrobras também rendeu asas para a criatividade.

Desde que o esquema bilionário foi deflagrado, uma série de codinomes envolvendo os investigados foram descobertos pelos agentes da polícia.

É o caso da doleira Nelma Kodama, que para evitar que fosse descoberta, se identificava como Angelina Jolie nas trocas de mensagens com o doleiro Alberto Youssef.

25ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (21) a 25ª fase da Operação Lava Jato – Operação Polimento, para dar continuidade às investigações de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros praticados por diversas pessoas, no contexto do esquema criminoso revelado e relacionado a PETROBRAS S/A.

Investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público Federal de Curitiba acompanharam autoridades portuguesas no cumprimento da prisão de Raul Schmidt Felipe Junior e no cumprimento de mandado de busca e apreensão, na residência d Schmidt, em Lisboa/Portugal.

Ele é investigado pela Lava Jato desde a 10ª fase e tido como sócio de Jorge Zelada. O investigado permanecerá preso em Portugal, enquanto é analisada a possibilidade de extradição.

O compartilhamento de provas colhidas hoje auxiliarão os trabalhos desenvolvidos pela equipe da Lava Jato no Brasil.

Com informações da Polícia Federal e Exame.Com

Moro diz ao TSE que delatores confirmaram propina em doações eleitorais

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que delatores confirmaram desvio de dinheiro da Petrobras para doações eleitorais registradas e não registradas. O ofício foi enviado em outubro do ano passado ao TSE e tornou-se público hoje (15).

No documento, Moro aceitou pedido de compartilhamento das provas das investigações, mas informou que não é possível enviar ao TSE cópias de centenas de processos. No entanto, o juiz remeteu cópia das delações e demais provas sobre o suposto repasse de propinas para campanhas eleitorais.

“Saliento que os criminosos colaboradores Alberto Youssef [doleiro], Paulo Roberto Costa, [ex-diretor da Petrobras] Pedro Barusco [ex-gerente da estatal], Augusto Mendonça Neto [empresário], Milton Pascowitch [lobista] e Ricardo Pessoa [executivo da empreiteira UTC] declararam que parte dos recursos acertados no esquema criminoso da Petrobras era destinada a doações eleitorais registradas e não registradas”, informou o juiz.

As informações foram solicitadas no ano passado pelo então corregedor da Justiça Eleitoral, João Octávio de Noronha, na ação de investigação eleitoral em que o PSDB pleiteia a cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff e do vice, Michel Temer.

As contas eleitorais da presidenta e de Temer foram aprovadas por unanimidade pelo plenário do TSE, em dezembro de 2014. Em fevereiro do ano passado, a ministra Maria Thereza de Assis Moura arquivou o processo, por entender que não havia provas suficientes para o prosseguimento da ação.

No entanto, o TSE seguiu voto divergente do ministro Gilmar Mendes e aceitou recurso protocolado pela Coligação Muda Brasil, do candidato derrotado à Presidência da República Aécio Neves. A legenda alegou que há irregularidades fiscais na campanha relacionadas a doações de empresas investigadas na Operação Lava Jato.

Em defesa enviada ao tribunal na semana passada, os advogados de Temer alegaram que doações declaradas de empresas, que têm capacidade para contribuir, não são caixa dois. Para a defesa, o PSDB recebeu doações de empresas que doaram para a campanha de Temer e Dilma. Dessa forma, no entendimento dos advogados, não houve “uso da autoridade governamental” por parte da presidenta e do vice.

No processo, o PT sustenta que todas as doações que o partido recebeu foram feitas estritamente dentro dos parâmetros legais e posteriormente declaradas à Justiça Eleitoral.

Com informações da EBC

Japonês da Federal e Juiz Sérgio Moro são homenageados no Carnaval de Olinda

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A versão gigante do agente da Polícia Federal (PF) Newton Ishii, conhecido por “Japonês da Federal”, encabeça o desfile da Apoteose dos Bonecos Gigantes nesta segunda-feira (08) de Carnaval. Seguido pelo juiz responsável pela Operação Lava Jato, Sérgio Moro, e mais de 80 bonecos, o “japa” estava cheio de moral pelas ladeiras olindenses.

A Embaixada Pernambuco, Bonecos Gigantes de Olinda teve o pedido de confeccionar o boneco aceito pelo comando da Polícia Federal. Os bonecos medem mais de 4 metros de altura e pesam mais de 20 kg. Eles são manipulados por moradores de Olinda e acompanhados por uma orquestra local de frevo.

Quem ficou de fora este ano foi o boneco da presidente Dilma Rousseff. Com a popularidade em baixa, a réplica da petista também não desfilou em 2015.

“No desfile de 2014, o boneco dela [Dilma] foi muito vaiado, por isso preferi não colocar o calunga no ano passado e mantive a decisão também em 2016. Como o Carnaval é um momento de alegria, preferi que a réplica não saísse na Apoteose dos Bonecos Gigantes para evitar constrangimentos”, disse o produtor cultural Leandro Castro, organizador do desfile.

Mesmo sem a presidente, personalidades como Ariano Suassuna, Chaves, os Beatles, Dick Vigarista, Darth Vader e mestre Yoda do “Star Wars” participam do desfile. Veteranos como Lampião, Pelé, Alceu Valença, Bob Marley e Joaquim Barbosa também marcam presença.

(Via: Blog do Jamildo)

Mais de 1 milhão de acessos já são computados no site da Operação Lava Jato

CORRUPÇÃO

O site com informações sobre a Operação Lava Jato, produzido pelo Ministério Público Federal, já ultrapassou 1 milhão de acessos. No endereço www.lavajato.mpf.mp.br, é possível entender o caso e conhecer o histórico das investigações tanto na primeira instância, em Curitiba, quanto no âmbito do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF) – Cortes responsáveis pelo julgamento de políticos com prerrogativa de foro, como governadores, deputados e senadores.

A Operação Lava Jato foi deflagrada em março de 2014 e desmontou um esquema de corrupção, propinas e desvio de recursos da Petrobras. Na primeira instância, em Curitiba, até dezembro de 2015, foram instaurados 1.016 procedimentos com 396 buscas e apreensões, firmados 40 acordos de colaboração premiada com pessoas físicas e cinco acordos de leniência com as empreiteiras envolvidas.

Os procuradores da República que atuam no caso ofereceram 36 acusações criminais contra 179 pessoas pelos crimes de corrupção organização criminosa, lavagem de ativos e outros. Os crimes envolvem pagamento de propina de cerca de R$ 6,4 bilhões, sendo que R$ 2,8 bilhões já foram recuperados pelo Ministério Público Federal, que também pediu o ressarcimento de R$ 14,5 bilhões na Justiça.

Todos esses números estão disponíveis no site da Lava Jato, onde também é possível encontrar a íntegra das denúncias apresentadas pela Procuradoria, as decisões judiciais e artigos e um rol de perguntas e respostas sobre o caso. O site foi lançado no dia 28 de janeiro de 2015 pela Secretaria de Comunicação da Procuradoria Geral da República e é atualizado constantemente com os desdobramentos das investigações.

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