Policiais apreendem celulares durante revista na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes

Objetos foram encontrados no Pavilhão C (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Uma ação conjunta da Polícia Militar de Pernambuco e policiais penais da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes, em Petrolina, terminou na apreensão de diversos aparelhos celulares e equipamentos eletrônicos na unidade. A revista foi realizada na manhã de segunda-feira (30), dentro da Operação Pacto Pela Vida.

Agentes do 2º Batalhão Integrado Especializado (BIEsp) e os policiais penais encontraram no Pavilhão C 20 aparelhos de celular, um deles com queixa de roubo; 18 carregadores de celular; 14 chips, fones de ouvido e uma faca de serra.

Além disso também foi encontrada uma pequena quantia de maconha. A PM não deu informações se os proprietários dos objetos foram identificados.

‘Pacto Pela Vida’ será modelo para programa de segurança pública do Governo Federal

(Foto: Reprodução/Internet)

O governador Paulo Câmara e o secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire, participaram, nesta quinta-feira (29), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), da assinatura dos contratos locais do Programa Em Frente Brasil, projeto piloto de enfrentamento à violência do Governo Federal, que promoverá ações integradas em cinco municípios brasileiros: Paulista (PE), Ananindeua (PA), Cariacica (ES), Goiânia (GO) e São José dos Pinhais (PR).

Focado em uma série de ações articuladas entre a União, os Estados e Municípios para a redução de crimes violentos, principalmente os homicídios, o Programa Em Frente Brasil começa a ser implementado, amanhã (30). No processo de concepção do formato da iniciativa federal, ainda no mês de maio, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o secretário nacional de Segurança Pública, general Guilherme Theophilo, acompanharam uma das reuniões semanais do Pacto Pela Vida (PPV), que desde 2007, já foi responsável por salvar mais de nove mil vidas em Pernambuco.

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Mais da metade dos homicídios não são solucionados em Pernambuco

(Foto: Blog Waldiney Passos)

Apenas 48,7% dos homicídios registrados em Pernambuco entre 1º de janeiro e 5 de dezembro de 2018 foi solucionado. Ou seja, mais da metade dos crimes – 51,3% – no estado não tem elucidação causando dor e revolta nas famílias dos mortos.

Em 10 anos do Pacto pela Vida, entre 2007 e 2017, 2008 registrou o pior índice, quando apenas 37,7% dos crimes violentos foram solucionados. Já o melhor ano foi em 2014, com elucidação de 61,6%. Entre esses índices está o de Beatriz Angélica Mota, morta com 42 facadas dentro do Colégio Nossa Senhora Maria Auxiliadora, em Petrolina, no ano de 2015.

São três anos de luta e busca por respostas que podem começar a vir com a aceitação do pedido de prisão preventiva de Alisson Henrique, ex-funcionário apontado pela Polícia Civil como responsável por obstruir as investigações. A audiência que julga o recurso apresentado pelo Ministério Público de Pernambuco será analisado nesta manhã, em Recife.

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Audiência do Pacto Pela Vida termina em briga entre deputados

Policiais militares e populares tiveram que separar uma discussão entre os deputados Joel da Harpa (PTN) e Zé Maurício (PP) durante uma audiência pública para debater o Pacto Pela Vida na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), na tarde desta quinta-feira (19). A reunião acabou após o bate-boca entre deputados do governo e da oposição e pessoas que acompanhavam o debate. É a segunda vez neste ano que uma reunião para discutir a segurança pública na Alepe é encerrada por causa de discussões.

Em meio a troca de críticas entre governo e oposição, Joel e Zé Maurício começaram a gritar e colocar o dedo um na cara do outro. Foi preciso que as pessoas que estavam ao lado, incluindo o deputado Ricardo Costa (PMDB), separassem os dois. Policiais militares entraram no meio entre os dois parlamentares, que continuaram gritando um com o outro, mesmo a distância.

Policiais também isolaram o púlpito do auditório Sérgio Guerra, no primeiro andar da nova sede da Alepe, onde estavam as autoridades que participavam da discussão. Governo e oposição trocaram acusações sobre quem iniciou o bate-boca. Enquanto a oposição acusa o governo de ter levado uma claque para tumultuar o debate, os governistas acusaram a oposição de querer evitar o debate. Parlamentares dos dois lados avaliaram como difícil que a Alepe volte a fazer uma reunião para discutir a violência.

Com informações do NE10

Pernambuco: propostas da oposição para o programa ‘Pacto pela Vida’ é apresentado ao Governo

Criação do Fórum Estadual de Segurança Pública é uma das propostas apresentadas. (Foto: Internet)

Durante Audiência Pública para debater sobre o programa ‘Pacto pela Vida’, que aconteceu nessa quinta-feira (19), a bancada de Oposição da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) apresentou um conjunto de propostas e sugestões ao Governo do Estado para fortalecer o combate à criminalidade. O documento foi entregue ao secretário de Planejamento do estado, Márcio Stefani, coordenador do programa.

O líder da oposição na Alepe, o deputado Silvio Costa Filho (PRB), afirmou que o documento é uma contribuição para ajudar no combate à criminalidade e redução da violência em Pernambuco. “O momento é de unidade, de somar os esforços das forças políticas e da sociedade civil na defesa da população pernambucana. Estamos à disposição do Governo para ajudar a construir uma saída para essa realidade”, disse.

Entre as sugestões apresentadas estão a criação do Fórum Estadual de Segurança, reuniões regionalizadas do Pacto pela Vida, Incentivar a criação de Pactos pela Vida municipais, ampliação do programa Atitude, implantação de um programa permanente de combate ao tráfico, valorização profissional dos agentes de segurança e retomada da mesa de negociação com a categoria, entre outras.

No pacote de propostas, Silvio prometeu também apresentar um projeto criando a Lei de Responsabilidade da Segurança, a exemplo da Lei de Responsabilidade da Educação, criando o debate permanente sobre a política estadual de segurança, sem a dependência de convocação de audiência pública para este fim.

Propostas apresentadas

  • Criação do Fórum Estadual de Segurança

Criação do Fórum Estadual de Segurança Pública, com o objetivo de ampliar os canais de participação da sociedade civil e promover o acompanhamento e monitoramento das políticas estadual de segurança.

  • Lei de Responsabilidade da Segurança Pública

Ampliação da transparência na área de segurança, com a criação da Lei de Responsabilidade da Segurança Pública, mediante aprovação de projeto de lei que apresentaremos ainda este ano, nos moldes da Lei de Responsabilidade da Educação, como forma de prestação de contas à sociedade dos indicadores de violência e resultados da política de estadual de segurança.

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Pernambuco registra mais de de 4 mil assassinatos em 2017

(Foto: Internet/Ilustração)

Com a divulgação, na noite desta sexta-feira (13), dos números de assassinatos registrados em setembro, Pernambuco ultrapassou a marca de mais de quatro mil homicídios no ano de 2017.

Se no mês de outubro for mantida a estatística mensal dos últimos três meses, com uma média de mais de 400 homicídios, ao final deste mês, o total de assassinatos de 2017 baterá um novo recorde e vai superar o número de crimes violentos letais intencionais registrados em todo o ano de 2016.

Foram praticados 411 homicídios em setembro, um a menos que o registrado em agosto passado. Em todo o ano de 2016, a Secretaria de Defesa Social contabilizou 4.479 assassinatos, quantitativo que poderá ser ultrapassado faltando ainda dois meses para encerrar o ano. Diante da escalada de violência, que não tem apresentado reduções significativas no que diz respeito aos crimes contra a vida, o ano de 2017 poderá ser encerrado com a sangrenta estatística de mais de cinco mil assassinatos.

Será o pior resultado desde a criação do Pacto pela Vida, em 2007. Como tem feito nos últimos meses, o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua, vem prometendo resultados mais satisfatórios para os meses seguintes.

“Estamos trabalhando intensamente para reduzir os CVLIs e teremos, nos próximos meses, resultados melhores na preservação de vidas. Já prendemos mais de 24 mil pessoas em 2017, sendo 1.772 homicidas. Das 411 pessoas vitimadas em setembro, 57% tinham relação com o tráfico de drogas e outras atividades criminais, sendo mortas pela própria criminalidade, 16% resultaram de conflitos na comunidade, 3% foram latrocínio, 1% conflitos familiares e 1% foram feminicídio”, explica o secretário.

Fonte JC

Em Pernambuco, OAB propõe revisão do Pacto Pela Vida

(Foto: Ilustração)

Relatório divulgado pela Ordem dos Advogados de Pernambuco, defende uma profunda revisão do Pacto Pela Vida. A entidade prega a realização de conferências regionais de segurança e a definição de novas estratégias para enfrentar modalidades mais aprimoradas de crimes que surgiram nos últimos 10 anos.

“Não se pode conceber que o Estado ainda esteja a executar plano de segurança elaborado há aproximadamente uma década”, afirma o relatório da OAB-PE.

O texto, sob análise da Secretaria de Defesa Social (SDS), afirma que o governo demorou a reagir quando a violência voltou a crescer. E diz que a realização de esforços corretivos apenas a partir do comitê gestor do programa, sem repetir a ampla pactuação que o originou, limita os debates e passa à sociedade a impressão de que a gestão pouco está fazendo para combater a criminalidade.

O documento é fruto de nove meses de trabalho da OAB e propõe ações ao Estado, Legislativo e Judiciário para tentar reverter uma marca sanguinolenta: a previsão de que 2017 termine com o recorde de 5 mil assassinatos.

Uma das preocupações centrais é a baixa presença de policiais nas ruas, depois que praças pararam de aderir ao Programa de Jornada Extra de Segurança (Pjes), em que os PMs recebiam um adicional para trabalhar além da sua carga horária.

“Pernambuco hoje tem um efetivo total de cerca de 18 mil homens, reunindo praças e oficiais. Mas na rua nós teríamos, no máximo, colocando por cima, 5 mil homens para o Estado de Pernambuco todo. O que é muito pouco”, diz o advogado criminalista João Olímpio Mendonça, que presidiu a comissão da OAB que elaborou o documento. Embora a entidade entenda que o Pjes ajuda o Estado a multiplicar o número de homens nas ruas a um custo menor do que a nomeação de novos policiais,

Com informações do JC

Em Petrolina, oposição propõe Pacto pela Vida regionalizado

(Foto: ASCOM)

A Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco vai propor ao governo do Estado a realização de reuniões regionalizadas do programa Pacto Pela Vida. O objetivo é sugerir que a temática seja debatida com prefeitos, incluindo as administrações municipais no combate à violência e ouvindo as demandas dos gestores. A proposta foi discutida durante a sétima edição do Pernambuco de Verdade, nesta quinta-feira (28), em Petrolina.

Durante as visitas, os parlamentares encontraram uma série de problemas em equipamentos da cidade, muitos deles recorrentes, como a questão da segurança. A agenda foi iniciada pelo 5º Batalhão da Polícia Militar, que hoje trabalha com um déficit de 550 homens.

“Vamos encaminhar ao governador Paulo Câmara solicitação para criação de um Batalhão Integrado Especializado de Policiamento (Biesp) no São Francisco, além de cobrar as promessas feitas à população”, destacou o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da bancada.

Saúde

Além da segurança pública, a situação da saúde também foi avaliada. O Hospital Dom Malan, responsável pelo atendimento à população de 54 municípios de Pernambuco, Bahia e Piauí, funciona hoje com uma demanda 150% superior à sua capacidade, além dos problemas de infraestrutura. O teto de uma das alas, por exemplo, desabou há dois anos e o piso da Pediatria cedeu há um ano.

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Discussão entre deputados encerra audiência sobre o Pacto pela Vida na Alepe

(Foto: Maria Nilo/Site Roberta Jungmann)

Durante a manhã de hoje (25) uma confusão entre deputados encerrou a audiência sobre o Pacto pela Vida na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Cerca de 60 organizações e movimentos sociais, que integram o Fórum Popular de Segurança Pública, levaram ao local cem cruzes para representar as 2.037 mortes que ocorreram, nos últimos quatro meses, em Pernambuco. Eles participavam da reunião, convocada pela oposição, quando, por volta das 11h30, a reunião foi cancelada pelo presidente da Casa, Guilherme Uchôa (PDT).

Os movimentos sociais não concordaram com o fato de que uma liderança deles não ter assento na mesa. “Eles disseram que não tinha cadeira para o representante do movimento social sentar. A sociedade precisa ser representada”, comentou a deputada Priscila Krause (DEM), que chegou a pedir um minuto de silêncio pelas vítimas de homicídios em Pernambuco.

A oposição também não concordou que apenas o secretário de Planejamento e Gestão, Márcio Stefanni, falaria pela mesa. A coordenadora do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), Edna Jatobá, liderou a saída dos movimentos populares do plenário. “A sociedade civil não teve respeito. A gente reivindicou lugar na mesa e participação social. A gente sequer teve voz na mesa. Isso é golpe”, comentou Edna. O líder da Oposição, deputado Silvio Costa Filho (PRB) condenou o fim do debate.

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Criminalidade no Estado e o Pacto pela Vida são temas de audiência pública da bancada de Oposição

(Foto: Arquivo)

Nesta quinta-feira (25) a Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) promove uma audiência pública para discutir o crescimento da criminalidade no Estado e o Pacto pela Vida.

A audiência conta com a participação dos secretários Angelo Gioia (Defesa Social), Pedro Eurico (Justiça), do procurador-geral do Estado, César Caúla, do procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu, comandante da Polícia Militar, Cel. Vanildo Neves, e do chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle do Amaral, além do sociólogo José Luiz Ratton, idealizador do Pacto pela Vida, e de representantes de sindicatos e associações ligadas aos agentes de segurança.

Senador Armando Monteiro critica atual gestão do governo de Pernambuco e fala sobre descaso com programa Pacto Pela Vida

(Foto: Internet)

“Na raiz dos problemas de hoje estão ausência de gestão e de comprometimento do governo estadual com as metas”, disse o Senador. (Foto: Internet)

O Senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE) criticou a atual gestão do Governo de Pernambuco, liderada pelo governador Paulo Câmara, e afirmou que os principais motivos para o crescimento da violência no Estado de Pernambuco são “ausência de gestão e de comprometimento do governo estadual”.

Segundo o Senador, o programa ‘Pacto Pela Vida’ virou tão somente “propaganda do governo” e o seu idealizador, o sociólogo José Luiz Ratton, já afirmou que o programa “morreu”.

Para Armando Monteiro não há justificativa plausível para explicar a atual situação da segurança pública no estado de Pernambuco, já que, mesmo sendo um problema nacional, estados como Alagoas e Ceará conseguiram diminuir suas taxas de homicídio em 21% e 9%, respectivamente.

Confira:

Em 2015, a cada duas horas um pernambucano foi assassinado: foram quase 3.900 mortes violentas no ano, o que representou um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Aumentaram também, de forma significativa, os assaltos a ônibus, roubos de carro e explosões de caixas eletrônicos. E este ano a escalada de violência continua.

Se é verdade que a segurança pública é um problema em todo o país, também é fato há diferenças importantes entre regiões e mesmo entre Estados. No Nordeste, por exemplo, Alagoas reduziu em 21% a taxa de homicídios, e o Ceará registrou queda de 9% – ao contrário do que aconteceu em Pernambuco.

O que acontece em nosso Estado? Por que o Pacto pela Vida, que foi referência nacional ao reduzir o número de assassinatos em 30% entre 2007 e 2013, agora sofre tal retrocesso?

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Com 451 mortes, Pernambuco tem o pior mês do Pacto pela Vida

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Pernambuco está como um dos únicos Estados do Nordeste a apresentar crescimento no número de homicídios./ Foto: ascom

O Estado de Pernambuco fechou o mês de outubro com 451 homicídios registrados, o pior resultado para um mês desde o lançamento do Pacto pela Vida, em 2007. O resultado do mês passado, segundo dados da própria Secretaria de Defesa Social, eleva para 3.600 o número de assassinatos acumulados no ano, sinalizando para o crescimento no número de crimes violentos letais intencionais pelo terceiro ano consecutivo.

“Nos últimos três anos, regredimos quase uma década no combate à criminalidade. O Pacto pela Vida entrou em colapso e a Secretaria de Defesa Social e o Governo do Estado não conseguem mais dar respostas à demanda por segurança da sociedade pernambucana”, avaliou o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

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Deputados aprovam realização de audiência pública para discutir Pacto pela Vida

Líder do Governo, o deputado Waldemar Borges (PSB) disse que o Estado também tem interesse em refletir sobre o programa. (Foto: Waldiney Filho)

Líder do Governo, o deputado Waldemar Borges (PSB) disse que o Estado também tem interesse em refletir sobre o programa. (Foto: Waldiney Filho)

A Comissão de Cidadania promoverá, ainda neste ano, audiência pública para discutir o Pacto pela Vida e o aumento da violência no Estado. Proposto pelo líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PRB), o Requerimento n° 2.491/2016, que solicita o encontro e convoca autoridades, foi aprovado na Ordem do Dia desta terça (8), após acordo com a Liderança do Governo.

Durante a discussão do requerimento, Costa Filho solicitou urgência no agendamento do debate. “Peço que marquemos a audiência ainda para novembro ou, no mais tardar, na primeira semana de dezembro. O aumento da criminalidade no Estado tem preocupado toda a população e é importante que a Casa discuta o quanto antes esse tema”, defendeu.

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Petrolina é a cidade com maior taxa de crescimento de homicídios do estado em 2015

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Em relação à taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes, Petrolina aparece em 6º lugar. / Foto: arquivo

A Secretaria de Defesa Social (SDS) concluiu recentemente um estudo da conjuntura criminal, responsável por analisar os números da violência, mês a mês, em todas as regiões do Estado. Com o pior resultado da história do Pacto pela Vida em 2015, os municípios com mais de 100 mil habitantes também apresentaram forte crescimento da violência, com exceção de Paulista, que teve uma leve redução nos números.

Em relação à taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes, o município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, venceu a disputa. A taxa passou de 62,5 para 80,66. Confira a lista completa abaixo:

1 – Cabo de Santo Agostinho – 80,66

2 – Igarassu – 62,64

3 – Caruaru – 58,23

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“Efetivo não é fator que vai prejudicar nosso trabalho. Buscar parcerias é a grande solução”, afirma comandante do 5º Batalhão da PM, em Petrolina

"Polícia tem que estar junto do povo, da sociedade,participando de reuniões, indo para as escolas, escolhendo territórios mais sensíveis", destaca tenente coronel Ricardo Peres/Foto: Blog WP

“Polícia tem que estar junto do povo, da sociedade,participando de reuniões, indo para as escolas, escolhendo territórios mais sensíveis”, destaca tenente coronel Ricardo Peres/Foto: Blog WP

À frente do comando do 5º Batalhão da PM desde novembro de 2015, o tenente coronel Ricardo Peres conhece bem os mecanismos que fazem o setor da segurança pública ter resultados positivos. Em quase uma década atuando especificamente em áreas do sertão, o comandante tem a ciência de que traçar parceria e estimular seus comandados ainda é a melhor fórmula para superar os desafios e reduzir os índices de violência. “O gestor tem que ter estratégia, metodologia e trabalhar com os recursos humanos que tem em mãos. Fazer a coisa fluir e acontecer. Precisamos sempre analisar os contextos sociais e , em cima disso, viabilizar o trabalho, porque tem variantes, crise financeira. Efetivo não é fator que vai prejudicar nosso trabalho. Buscar parcerias é a grande solução, promover o envolvimento de todos os poderes”, avalia Peres.

O tenente coronel recebeu nossa reportagem esta semana para um bate papo sobre demandas sugeridas por nossos leitores e internautas. Confira agora a entrevista na íntegra:

Blog Waldiney Passos – O 5º Batalhão da PM está inserido numa área de reconhecido dinamismo e desenvolvimento sócio-econômico. Isso interfere, de certa forma, na segurança pública. Em patamares atuais, qual o perfil da violência em Petrolina?

Comandante Ricardo Peres – Uma boa pergunta porque nos dá a oportunidade de esclarecermos  aspectos do nosso trabalho. Já próximos de findar esse primeiro  semestre e podemos dizer que tivemos várias etapas diferenciais da violência. No primeiro trimestre verificamos um aumento considerável dos crimes de proximidade, ou seja, conflito na comunidade, crimes afetivos, familiares. Casos bem característicos na região, emblemáticos, porque em sua maioria são crimes que ocorrem dentro de casa. Já a partir de abril vimos este cenário mudar, intensificamos ações preventivas e observamos mais os crimes ocorridos na zona rural, em áreas de projetos, com atuação de grupos; também de adolescentes com práticas criminosas, enfim, já colocamos estes números em seus patamares e tivemos essas evidências.

Blog WP- Petrolina, por si só, já é uma cidade que apresenta várias demandas. Além dela, o 5º BPM atua ainda em  Dormentes e Afrânio. O efetivo é um grande desafio para a realização das atividades cotidianas?

Peres – Olha, essa discussão não considero justa. Há oito anos trabalho no Sertão, entre idas e vindas, e a gente já verificou várias coisas. Não concordo com esse discurso. É necessário investir na inteligência, na qualidade da formação, no preparo do nosso policial, ver como integrar com outros parceiros como Policia Federal, Guarda Municipal, Polícia Rodoviária Federal, Justiça, Polícia Civil; acredito que a integração das forças é que faz ações eficientes. Porque às vezes você pode ter material humano em quantidade, mas não em qualidade ou com pouca produtividade. E um profissional motivado vale por dez. Acredito que o gestor tem que integrar forças, motivar. Várias vezes que passei por aqui, dificilmente você vai me ver apontar para efetivo ou logística como sendo causas para atingirmos ou não os objetivos propostos. O gestor tem que ter estratégia, metodologia e trabalhar com os recursos humanos que tem em mãos. Fazer a coisa fluir e acontecer. Precisamos sempre analisar os contextos sociais e , em cima disso, viabilizar o trabalho, porque tem variantes, crise financeira. Efetivo não é fator que vai prejudicar nosso trabalho. Buscar parcerias é a grande solução, promover o envolvimento de todos os poderes.

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