O aumento da violência em Pernambuco é assustador

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Em Pernambuco, os registros evidenciam que crise econômica  também contribui para este aumento da criminalidade. Somente no primeiro semestre de 2016, o aumento de crimes contra o patrimônio subiu para 37% e os homicídios o aumento foi de 8%.

O Estado tinha conseguindo em anos anteriores através do Programa Pacto pela Vida diminuir significativamente os números da criminalidade, contudo a escassez de recursos da máquina pública sofreu uma queda, e o atual governo não vem conseguindo manter a proposta do ex-governador Eduardo Campos que era investir em segurança e evitar o número excessivo de crimes no Estado.

O governador Paulo Câmara tem enfrentado dificuldade em relação a segurança, durante sua gestão já foram registradas rebeliões, paralisações das policias Civil e Militar, e os recursos do estado para serem investidos na segurança em anos anteriores eram bem maiores, pois o Produto Interno Bruto (PIB) estadual crescia 2,9%, mas o cenário atual é diferente.

44 homicídios só neste final de semana em Pernambuco

Ilustração mortes peAs estatísticas policiais referentes ao número de mortes em Pernambuco dão conta que o “Pacto Pela Vida”, tem andado na contra mão do que propõe que é justamente promover a paz social, cuja meta básica é reduzir em 12% ao ano as taxas de mortalidade violenta intencional no Estado.

Somente neste final de semana foram registrados 44 homicídios em Pernambuco,  sendo 28 no interior e 16 na Região Metropolitano do Recife. De sexta(8) para sábado(9), destas, 12 aconteceram no interior e nove na RMR, totalizando 21 ocorrências.

Do sábado para o domingo (10), foram registrados nove homicídios no interior do Estado e três no Recife e Região Metropolitana. Por fim, da noite do último domingo para esta segunda-feira (11), sete pessoas morreram no interior e quatro na RMR. No total, são mais de 40 crimes em pouco mais de 48h: quase uma pessoa morta a cada hora.

Audiência na Alepe debate aumento do número da violência em Pernambuco

Ilustração mortes peAcontece nesta quarta-feira, 6, às 9h30, no Plenarinho 3 da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no Recife, audiência pública para apresentar um balanço dos números da violência em Pernambuco em 2015. O evento é uma iniciativa da Bancada de Oposição da Alepe, em parceria com a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (Adeppe), Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) e Associação de Cabos e Soldados de Pernambuco (ACS).

Segundo informações da base de dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), Pernambuco fechou o ano passado com 455 homicídios a mais que em 2014, num crescimento de 13,2%.

Os números contrariam a meta do programa estadual Pacto Pela Vida do Governo que visa reduzir a violência, foram registrados, de janeiro a dezembro de 2015, um total de 3.888 casos, ante os 3.433 registrados no ano anterior.

De acordo com os oposicionistas esse é o segundo ano consecutivo de crescimento dos números, já que em 2014 houve uma alta de 10,7% nos registros de mortes violentas. (Arte: via ilustração do DP).

Desafio do governo é conter aumento nos homicídios

PACTO PELA VIDA

Há exatamente um ano, no dia 3 de janeiro de 2015, foi realizada a primeira reunião do Pacto pela Vida (PPV) sob a batuta do então recém-empossado governador de Pernambuco, Paulo Câmara. O encontro em pleno sábado, e dois dias após a posse, foi um sinal inequívoco de que havia pressa em retomar as rédeas da política de segurança pública, após um aumento de 9,5% dos homicídios em 2014. Doze meses depois, o governo não só não conseguiu reverter os índices, como viu um aumento significativo no número de assassinatos. Em números absolutos, até o dia 25 de dezembro do ano passado, a Secretaria de Defesa Social (SDS) contabilizava 3.804 homicídios em 2015. Um número bem maior que as 3.435 mortes registradas durante todo o ano de 2014, que por sua vez já representaram um baque na comparação com 2013, o melhor ano do PPV, quando foram 3.102 assassinatos.

Em entrevista Paulo Câmara disse que o desafio para o ano que começa não é pequeno: reverter uma curva ascendente estimada em 13% no número de mortes violentas somente de 2014 para 2015. “Pernambuco era um ponto fora da curva na questão da segurança, e voltou a ser um ponto igual a todos. Nosso esforço vai ser incansável no sentido de voltar a fazer com que o Estado seja um ponto fora da curva”, disse Paulo Câmara. (Com informações Blog Edy Vieira)

Oposição questiona ausência do Governo em audiência para discutir Pacto pela Vida

11.11-SILVIO-COSTA-FILHO-RS-1-de-1-300x200Em pronunciamento na tribuna o líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho (PTB), queixou-se ontem da ausência de representantes do Governo do Estado na audiência pública “Pacto pela Vida e o aumento da criminalidade”. A discussão foi promovida pela bancada oposicionista, no auditório da Assembleia Legislativa. “Foi uma desatenção não só conosco, mas com este Poder Legislativo e com todos os pernambucanos, que estão preocupados com o aumento da violência. O maior imposto que a sociedade paga é o medo de sair às ruas”, considerou.

De acordo com o parlamentar, o encontro para debater o programa de segurança pública estadual teria sido adiado por mais de um mês, a pedido das lideranças do Governo na Alepe. “Os convites foram enviados com 11 dias de antecedência e hoje, cinco minutos antes de começar a audiência, o secretário de Defesa Social (Alessandro Carvalho) manda um ofício dizendo que não poderia vir nem enviar representante. Isso é um desrespeito”, avaliou. Estiveram presentes oito deputados, além de integrantes das Polícias Civil e Militar e do Ministério Público estadual.

Costa Filho citou dados que dão conta de um aumento de 15% nos assassinatos, 10% na violência contra a mulher, 200% nos assaltos a bancos e caixas eletrônicos, e de mais de 20% no consumo de crack e outras drogas em 2015, com relação ao ano passado. “Até hoje, já morreram mais pessoas em nosso Estado neste ano que em 2014, com expectativa de chegar a quase 3,8 mil assassinatos”, observou o petebista. “Todos concordamos que o Pacto Pela Vida foi, na sua origem, um programa exitoso. Mas, desde o ano passado, já se observa uma piora nos indicadores.”

Além disso, agentes da segurança pública teriam relatado problemas como coletes com mais de três anos de uso, terceirização e deterioração das viaturas e prática de enviar apenas dois policiais militares por operação. “Há regiões em que um delegado cuida de cinco municípios, o que é humanamente impossível. O governador tem que assumir a gestão do programa, repactuar com a sociedade e apresentar uma nova agenda, senão vamos entrar em colapso”, salientou. Ele também pediu ao primeiro vice-presidente da Casa, deputado Augusto César (PTB), que coordenava a Reunião Plenária, para solicitar a presença de um representante do Governo para tratar do tema nos próximos dias.

Em aparte, o deputado Álvaro Porto (PTB) fez coro à crítica. “A ausência de representante da SDS não é novidade. Aconteceu há algum tempo também em audiência que realizamos em Canhotinho, no Agreste. O melhor que o secretário poderia fazer seria entregar o cargo para alguém que tivesse pulso”, afirmou. Já o deputado Edilson Silva (PSOL) sugeriu uma mudança de postura na bancada. “O Governo não tem estado à altura do padrão de oposição propositiva, respeitosa e republicana que estamos fazendo nesta Casa. Acho que devemos mudar o tom”, defendeu.

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