Defensoria Pública vai conceder perdão judicial às presas de Pernambuco

(Foto: Internet)

A Defensoria Pública do Estado (DPPE), em parceria com diversas instituições, promove a partir desta segunda-feira (15) várias atividades sobre o encarceramento feminino para celebrar o Dia da Defensoria, comemorado no dia 19 de maio. Na manhã desta segunda haverá uma abertura oficial na Colônia Penal Feminina do Recife.

Na agenda está prevista a concessão do indulto às primeiras mulheres beneficiadas pelo perdão judicial decretado pelo Governo Federal para situações excepcionais. Aproximadamente 430 mulheres podem conseguir a liberdade no Estado.

O defensor público Michael Nakamura explicou que a liberdade pelo indulto do decreto de abril pode demorar um pouco, mas que o trabalho de mutirão para reconhecer na população carcerária quem pode ter o benefício começou há duas semanas.

“Não adianta simplesmente sair a lei. Só tem direito por reconhecimento judicial e tem todo um trâmite jurídico até sair a decisão de reconhecimento. Às vezes isso demora, mas há uma projeção de que na terça-feira (16) possam sair algumas decisões favoráveis do indulto”, contou.

Dirceu recebe perdão de pena no processo do mensalão

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Dirceu começou a cumprir a pena do mensalão no dia 15 de novembro de 2013

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu hoje (17) conceder ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu perdão do restante da pena de sete anos e 11 meses de prisão, definida no julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, em 2013. Na decisão, o ministro baseou-se em informações prestadas pelo juiz Sérgio Moro e parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Mesmo com a decisão, Dirceu continuará preso em Curitiba em função das investigações da Operação Lava Jato. O ex-ministro foi preso em agosto do ano passado, quando cumpria, em regime aberto, a pena definida no julgamento do mensalão. Ele cumpriu dois anos e nove dias e, se não tivesse sido preso novamente, já teria direito à condicional.

No despacho, Barroso explicou que o ex-ministro cumpriu os requisitos estabelecidos no decreto anual editado pela Presidência da República e que os crimes cometidos por ele na Lava Jato ocorreram antes do início do cumprimento da pena. Se os crimes imputados tivessem ocorrido durante a prisão, o fato impedia a concessão do indulto.

Dirceu começou a cumprir a pena do mensalão no dia 15 de novembro de 2013. Ao condenar Dirceu a 23 anos de prisão na Lava Jato, o juiz Moro concluiu que a conduta delitiva do ex-ministro estendeu-se até 13 de novembo de 2013.

“Diante das informações prestadas pelo juiz Federal Sérgio Moro, da manifestação favorável do Procurador-Geral da República e do preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos previstos na legislação e no decreto específico, a hipótese é de concessão de indulto.”, decidiu Barroso.