Rodrigo Maia ganha reforço na base aliada para reeleição

“Se a minha decisão for disputar novamente a eleição, e caminha para isso, será com tranquilidade, com um arco de alianças, respeitando os adversários”, afirmou Maia.(Foto: Internet)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu nesta quarta-feira, 4, indicações de que sua candidatura à reeleição poderá agregar a maior parte dos partidos da base. A declaração de apoio mais explícita partiu do novo líder do PSDB, Ricardo Tripoli (SP). Segundo ele, o partido deve apoiar a recondução do parlamentar fluminense.

Líderes do PP e do PR, maiores partidos do chamado Centrão, grupo de cerca de 200 deputados da base, também afirmaram ao Estado que a maioria de suas bancadas deve apoiar a reeleição de Maia.

Ele afirma que só deve se lançar oficialmente como candidato quando tiver certeza de que tem apoio da maioria dos 513 deputados para vencer a disputa. Após se encontrar com o ministro de Relações Exteriores, José Serra (PSDB), no Palácio do Itamaraty, disse que sua candidatura está “começando a ficar madura” e que “caminha” para disputar a reeleição.

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Projeto que acaba com reeleição de presidente da Câmara de Vereadores de Petrolina é aprovado por unanimidade

(Foto: blog Waldiney Passos)

Segundo Ronaldo Souza o principal motivo para a votação do projeto é a necessidade de um rodízio de presidentes. (Foto: Blog Waldiney Passos)

O projeto 004/2016, de autoria do vereador Ronaldo Souza, que acaba com a reeleição do presidente, vice-presidente, 1º secretário e 2º secretário da Câmara de Vereadores da cidade de Petrolina (PE), foi aprovado por unanimidade em sessão realizada na manhã desta quinta-feira (17) na Casa Plínio Amorim.

Após discussão sobre a data em que o projeto entraria em vigor, pois alguns queriam que vigorasse a partir da sua publicação, ficou acordado que o projeto passará a valer a partir de janeiro de 2017. Ou seja, a decisão não afeta uma possível reeleição do vereador e atual presidente da Câmara, Osório Siqueira, para o próximo ano.

Segundo o vereador Ronaldo Souza o principal motivo para a votação do projeto é a necessidade de um rodízio de presidentes. “A iniciativa foi tomada através de um projeto de resolução, alterando o tema da reeleição, pois eu acho que deve haver um rodízio de presidentes, diferente do que ocorre na Assembleia Legislativa de Pernambuco. Consegui 13 assinaturas e alteramos o artigo que trata da reeleição do presidente. Eu acho que é uma iniciativa que se toma para que se possa respeitar o rodízio e os vereadores da Casa Plínio Amorim”, disse o autor do projeto, Ronaldo Souza.

Osório Siqueira afirmou que a aprovação do projeto não irá atrapalhar sua candidatura em busca do cargo de presidente da Câmara de Vereadores de Petrolina. “Esse projeto só tem validade a partir de janeiro de 2017, então, quem for o presidente eleito a partir desta data é que só terá o mandado de dois anos e não poderá ser reeleito. Portanto, o que existia de condições de reeleição vale até o final deste ano. Consequentemente, não atrapalha nada. Isso é uma decisão da maioria, assim como deram as condições para poder acontecer a reeleição”, disse.

Seis vereadores perdem o mandato em Petrolina; 12 são reeleitos

Ao total serão 23 vereadores em Petrolina. (Foto: Arquivo)

Ao total serão 23 vereadores em Petrolina. (Foto: Arquivo)

Em Petrolina o número de vereadores reeleitos foi significativo. Ao total serão 23 vereadores na Câmara Municipal a partir de 2017. Um total de 63,15%, ou 12 vereadores, conseguiram assegurar mais quatro anos na Câmara Municipal da cidade e pode ser conferido clicando aqui. seis não conseguiram permanecer, o que representa um percentual de 31,57%. Edinaldo Lima (candidato a prefeito) e Pedro Filipe (desistiu) não disputaram a reeleição. Onze candidatos vão entrar para a Câmara de Vereadores, alguns novos e outros que estão retornando.

Confira os candidatos que não conseguiram a reeleição:

Ibamar Fernandes: 1.897 votos

Ailton Guimarães: 1.508 votos

Paraíba: 1.424 votos

Betão: 1.300 votos

Geraldo da Acerola: 670 votos

Dr. Pérsio: 1.507 votos

Confira os candidatos que conseguiram se eleger juntamente com os 12 reeleitos:

Paulo Valgueiro – 2.734 voto

Gilberto Melo – 2.581 votos

Gaturiano Cigano – 2.406 votos

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Candidato à reeleição, ACM Neto busca definir chapa

ACM Neto

ACM Neto disse que vai sentar na terça-feira com a atual vice, Célia Sacramento

O prefeito de Salvador ACM Neto foi neste sábado (2), ao 2 de Julho, considerado teste de popularidade para políticos, no embalo da sucessão municipal e das tratativas para o cargo de vice-prefeito que ainda não está definido.

Apesar de afirmar que a data não era para “falar de política”, Neto, virtual candidato à reeleição,  disse que, antes de qualquer escolha, sentará para conversar com a atual vice-prefeita, Célia Sacramento.

“Tudo vai pesar na minha escolha. E eu, por uma questão de parceria e respeito a minha vice-prefeita, começarei as conversas exatamente com ela. Vai ser a primeira pessoa que vou conversar antes de qualquer partido ou liderança”, afirmou.

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CUT pode passar a apoiar campanha de Dilma por plebiscito de nova eleição

(Foto: Internet)

Vagner Freitas, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) (Foto: Internet)

“A presidenta não pode ficar engessada. A CUT não vai defender o plebiscito no site. Mas, se essa é única esperança a que podemos nos apegar, vamos nela.”

Defensores do plebiscito, entre eles senadores pró-Dilma, argumentam que a petista poderia conquistar votos contrários ao impeachment no Senado caso acenasse com a ideia de antecipação da corrida presidencial.

Mesmo sem acreditar na salvação da petista, Freitas afirma que a defesa do plebiscito poderia constranger aqueles que chama de “golpista”, colocando-os numa “sinuca de bico”.

Segundo ele, o apoio ao plebiscito estaria condicionado a um movimento pró-reforma política. Para o dirigente sindical, movimentos de esquerda devem lutar por uma reforma política numa tentativa de qualificar os parlamentares. Parafraseando Lula, diz que hoje o Congresso reúne “mais de 300 picaretas”.

“Acho que devemos fazer [a defesa do plebiscito], mesmo não acreditando nesse Congresso conservador, absolutamente clientelista que só olha para ele mesmo. A presidente tem que ter alternativas. Mas sei das dificuldades de se concretizar isso. O jogo da política é difícil.

Com informações da Folha de São Paulo

Temer afirma na TV que não será candidato à reeleição em 2018

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Sobre as críticas pela ausência de mulheres nos cargos de ministros em seu governo, Temer destacou que o mais importante não é ter o rótulo de ministro / Foto: EBC

O presidente interino Michel Temer afirmou neste domingo (15) que não tem a intenção de se candidatar à reeleição. Em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo. Temer disse também que, se for confirmado no cargo para cumprir o mandato até 31 de dezembro de 2018, pretende reduzir o desemprego e entregar à população um país pacificado.

O presidente interino acrescentou que, caso cumpra essas tarefas, se dará por satisfeito. “Se cumprir essa tarefa, me darei por enormemente satisfeito.” Diante da insistência da repórter em questionar se ele não será candidato em nenhuma hipótese, Temer respondeu: “É uma pergunta complicada ‘nenhuma hipótese’. De repente, pode acontecer, mas não é minha intenção. E é minha negativa. Estou negando a possibilidade de uma eventual reeleição, até porque isso me dá maior tranquilidade. Não preciso, digamos, praticar atos conducentes a uma eventual reeleição. Posso até ser impopular, desde que produza benefícios para o país.”

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Senadores podem acabar com reeleição para cargos do Executivo

SENADO

A proposta, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, deverá ser analisada pelo Senado em 2016. A mudança, no entanto, não tem consenso entre os senadores. O fim da reeleição deve ser analisado primeiramente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois pelo Plenário do Senado, onde foi aprovada no final do ano passado proposta de emenda à Constituição que abre prazo para troca de partidos políticos.

Essa possibilidade de mudança de partido sem perda de mandato fazia parte da proposta de emenda constitucional que trata da reforma política já aprovada pelos deputados. O restante do texto, inclusive com a possibilidade do fim de reeleição para presidente, governador e prefeito, vai ser examinado na CCJ.

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