Datafolha: 59% dos eleitores não querem renúncia de Jair Bolsonaro

Pesquisa foi divulgada nesse domingo

O Instituto Datafolha divulgou nesse domingo (5) uma pequisa sobre a renúncia do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). De acordo com os eleitores ouvidos no levantamento, 59% são contrários a um possível pedido de Bolsonaro para deixar o cargo.

O cenário analisado é o atual, durante a pandemia do coronavírus. Outros 37% desejam que ele renuncie, conforme vem sendo pedido por políticos de oposição, e 4% não sabem dizer. Foram ouvidos 1.511 entrevistados, via telefone entre os dias 1º a 3 de abril. A margem de erro é de três pontos.

Outro ponto questionado foi se Bolsonaro ainda tem condições de governar, em meio a vários desgastes com sua equipe durante a pandemia. 52% avaliam que sim. Para 44%, Bolsonaro perdeu tais condições, e 4% não souberam responder.

A renúncia veio à tona nessa semana, quando alguns políticos e até mesmo membros do governo começaram a cogitar a possibilidade. Bolsonaro tem se desgastado, especialmente com a equipe de saúde, durante a pandemia do covid-19, alegando inicialmente que o caso não passava de uma “gripezinha”, enquanto a atuação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta tem sido elogiada.

Ronaldo Silva renuncia à presidência da Fera Sertaneja por falta de apoio

Vereador relatou dificuldades na temporada 2018. (Foto: Blog Waldiney Passos)

Após ser campeão da Série A2 do Campeonato Pernambucano com o Petrolina Social Futebol Clube e garantir o acesso do clube à elite do futebol estadual, o vereador Ronaldo Silva, então presidente da Fera Sertaneja, anunciou, na manhã desse sábado (15), durante entrevista à Rádio Jornal de Petrolina, que renunciará à presidência. Segundo Ronaldo, o motivo de sua saída é a falta de apoio financeiro à equipe.

“Já estou com minha carta de renúncia pronta para esta segunda-feira. Eu gosto de futebol e mais uma vez estou fazendo sacrifício, penhorando bens meus para conseguir dinheiro para quitar as dívidas com atletas e fornecedores. E não posso continuar sacrificando a minha família sem apoio. Se eu não tenho apoio, infelizmente tenho que me afastar”, afirmou.

Sobre a composição da nova diretoria que deve assumir o comando da equipe para a disputa do Campeonato Pernambucano 2019 A1, Ronaldo afirmou que ainda não sabe como vai ser definida, mas que apoiará o clube.

“Estou me afastando, mas vou continuar trabalhando pela Fera Sertaneja. Vamos ver ainda quem vai assumir a diretoria, mas vai contar com meu apoio. Vou continuar ajudando a equipe, mas não como presidente”.

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Padre Antônio Moreno renuncia a cargo de diretor do Colégio Dom Bosco

(Foto: Reprodução/Internet)

Diretor do Colégio Dom Bosco, uma das mais antigas instituições educacionais de Petrolina, o padre Antônio Moreno renunciou ao seu cargo. Conforme o Blog apurou, a decisão de padre Antônio foi confirmada na quinta-feira (28), através de um ofício.

Em contato com a nossa produção durante a manhã, a Diocese de Petrolina não se manifestou sobre o tema, alegando não haver um posicionamento oficial a respeito da renúncia. Entretanto, nos bastidores funcionários da instituição confirmaram o fato, mas se abstiveram de comentar sobre o futuro diretor.

Com a saída do padre, o Dom Bosco será coordenado pelo atual bispo da cidade, Dom Francisco Canindé Palhano, até que seja escolhido um novo diretor à unidade educacional.

Prefeito Ricardo Rodolfo renuncia ao mandato em Petrolândia

O prefeito de Petrolândia, Ricardo Rodolfo, renunciou ao mandato. Desde a última segunda-feira (31/7) a cidade no Sertão de Pernambuco vivia momentos de expectativa, em vista da chegada do prefeito eleito Ricardo Rodolfo (PR), afastado para tratamento de saúde, em Recife, desde 10 de julho, com suspeita de síndrome de Burnout.

Uma longa reunião ocorrida à noite, na casa de Ricardo, com a vice-prefeita Janielma Souza (PSB) e os secretários municipais, tornou mais fortes os comentários sobre a renúncia do prefeito. Após a reunião, o prefeito antecipou que a decisão a ser tomada seria o melhor para Petrolândia.

Na manhã de ontem (1º/8), Ricardo dirigiu carta aos familiares, na qual anunciou sua decisão e apontou o dilema vocacional entre sua missão como pastor evangélico e o cargo de gestor do município, que exigem do prefeito atitudes conflitantes com uma ou outra função. A possibilidade de renunciar foi amadurecida juntamente com sua família, em reflexões pessoais e oração.

Aos familiares, Ricardo aponta motivos que o levaram à decisão, talvez a mais difícil que tomou em sua vida. “A minha saúde, o momento delicado em que vivemos no país, a divisão política na cidade, as incompreensões, a herança da gestão anterior, minha inexperiência política, a queda da receita municipal, meu dilema vocacional. Juntando tudo isso, ficou difícil continuar a caminhada. Todos temos nossos limites! O meu chegou agora. Temo insistir e acontecer o pior, um mal súbito na minha saúde, ou algo desse tipo, fraquejar diante do desafio. E ainda, deixar a cidade também numa situação complicada… Por isso,  creio que Jane poderá fazer o que no momento todos nós desejamos”, enfatiza Ricardo.

A carta de renúncia foi entregue ao presidente da Câmara Municipal de Petrolândia, Delano Santos. Na oportunidade, a prefeita Janielma Souza , Jane, tomou posse como gestora do município.

Papa Francisco aceita pedido de renúncia de dois bispos: dom Manoel dos Reis de Farias e dom Afonso Fioreze

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunicou na manhã desta quarta-feira (12) a decisão do papa Francisco em acolher o pedido de renúncia apresentado pelos bispos dom Manoel dos Reis de Farias, da diocese de Petrolina, no Estado de Pernambuco e dom Afonso Fioreze, da diocese de Luziânia, no Estado de Goiás. As renúncias estão de acordo com o Cânon 401, parágrafo 1, do Código de Direito Canônico, que estabelece a decisão por motivos de idade.

Dom Manoel dos Reis de Farias (na foto acima, à direita)

Nascido em Orobó (PE) em 1943, dom Manoel dos Reis de Farias estudou Filosofia no Instituto “Estrela Missionária”, em Nova Iguaçu (RJ) e Teologia no monastério “São Bento” do Rio de Janeiro. Foi ordenado sacerdote em 6 de janeiro de 1983 em Orobó. Em Nazaré (PE), como sacerdote, foi reitor da Casa de Formação (1985-1986); pároco da paróquia de São Sebastião em Machados (1988-1990); pároco da igreja “Divino Espírito Santo” em Pau de Alho (1990-2001); diretor espiritual dos seminaristas maiores (1990-2001) e membro do colégio dos consultores. Em 8 de agosto de 2001 foi eleito bispo de Patos, na Paraíba, e recebeu a consagração episcopal em 10 de outubro do mesmo ano. Foi nomeado para a diocese de Petrolina em 2011, pelo papa Bento XVI.

Seu lema episcopal é “Servir na Unidade”.

Dom Afonso Fioreze (na foto acima, à esquerda)

Dom Afonso Fioreze desde 1993 exercia sua profissão religiosa em Porto das Caixas, Itaboraí (RJ), como pároco e reitor do Santuário de Jesus Crucificado. Foi nomeado, pelo papa João Paulo II, para a diocese de Luziânia em 2003. Nascido em 1º de Junho de 1942, na cidade de Rio Branco do Sul (PR), ingressou no Seminário de Jesus Crucificado, em Colombo (PR), sendo posteriormente transferido para o Seminário São Gabriel da Virgem Dolorosa, em Osasco (SP), onde concluiu o segundo grau. Em fevereiro de 1964 fez a profissão religiosa na Congregação da Paixão de Jesus Crucificado (Passionista), em Colombo (PR). Cursou Filosofia na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Teologia no Instituto de Teologia de Curitiba. Foi ordenado sacerdote em 26 de Junho de 1970, em Rio Branco do Sul (PR).

Sob pressão, ministro do PSB diz a Temer que continuará no cargo

Fernando Coelho permanece à frente de Minas e Energia; PSB, partido do ministro, decidiu pedir a renúncia do peemedebista

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho, informou ao presidente Michel Temer na noite de sábado (20) que pretende continuar no cargo. No sábado, o PSB, partido do ministro, decidiu pedir a renúncia do peemedebista e vinha desde então o pressionando para deixar a pasta.

Segundo relatos, em jantar no Palácio do Alvorada, o presidente pediu ao ministro que seguisse no cargo. Ele respondeu que sua posição em apoio à gestão peemedebista seguia igual e que, portanto, continuará à frente de Minas e Energia.

O ministro encontrou-se com o presidente na companhia de seu pai, o senador Fernando Bezerra (PSB-PE), que também tem defendido o apoio do PSB à administração peemedebista. Além da permanência do ministro, o presidente espera que pelo menos metade da bancada federal do PSB na Câmara dos Deputados continue a votar com o governo, como ocorrido na reforma trabalhista.

No documento em defesa da saída do presidente, o PSB não fez qualquer menção à permanência do ministro no cargo. “O ministro não é indicação do partido. Já sugeri que ele deixasse o cargo, ele admitiu que em 24 horas iria pensar. Portanto, ele tem liberdade para ficar, mas não em nome do partido”, afirmou o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira.

O PSB também definiu fechar questão a favor da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que estabelece a realização de eleições diretas caso a Presidência da República fique vaga. Em tese, isso significa que os parlamentares da sigla ficam obrigados a votar a favor da PEC apresentada pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) sob pena de expulsão da legenda.

O texto é uma proposta de mudança à Constituição, que atualmente diz que, em caso de queda do presidente tendo decorrido pelo menos dois anos do mandato, o próximo ocupante deve ser escolhido por eleições indiretas, ou seja, pelo Parlamento.

Com informações da Folha de Pernambuco.

Planalto é avisado que base aliada quer renúncia de Temer

(Foto: Internet)

Articuladores políticos do governo foram avisados no fim da noite desta quarta-feira (17) que vários grupos de parlamentares que integram o núcleo duro da base aliada querem a renúncia do presidente Michel Temer.

Segundo o jornal “O Globo”, o dono da JBS, Joesley Batista, entregou gravação ao Ministério Público com uma conversa entre ele e Temer na qual eles discutiram a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Em uma reunião com conselheiros políticos, na noite desta quarta, o presidente já disse que não tem disposição em renunciar. Além disso, segundo auxiliares, o presidente se defendeu e ressaltou que, em nenhum momento, falou sobre o silêncio de Cunha.

Várias reuniões aconteceram dentro e fora da Câmara durante a noite. Segundo relatos de parlamentares da base, o clima é de velório.

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Cabrobó: recordista de votos no município, vereador Sininho anuncia que vai renunciar mandato

(Foto: blog Didi Galvão)

O vereador Paulo César, mais conhecido como Sininho, que foi eleito nas eleições de 2016 com 1.512 votos, o maior quantitativo de votos da história política de Cabrobó (PE), anunciou na Câmara Municipal, durante a sessão ordinária dessa terça-feira (4), que vai renunciar o mandato.

O parlamentar afirmou que essa era a melhor decisão a ser tomada, pois não se sentia bem na Câmara. Sininho disse que vai oficializar a renúncia por meio de ofício nesta quarta-feira (5) e pediu desculpas a todos os seus eleitores e aos seus familiares que acreditaram no seu trabalho.

O vereador disse que a partir de agora vai fazer o que sempre gostou, que é servir sem o peso da responsabilidade de um mandato. Sininho entregou, ainda, ao presidente da Câmara objetos que teria conseguido através do mandato, como o documento de uma casa, um carro e um relógio de pulso.

Com informações do blog Didi Galvão

Senador Humberto Costa acredita na rejeição da reforma da Previdência

(Foto: Internet)

O líder do PT, senador Humberto Costa (PE), disse, em entrevista à Rádio Senado, que a oposição continuará defendendo a saída de Michel Temer da Presidência da República e a convocação de eleições. Humberto Costa disse ainda que aposta na rejeição da reforma da Previdência após a perda de aliados já no ano que vem. Segundo o senador, o Supremo Tribunal Federal derrubará o teto de gastos públicos.

“A votação dos destaques da proposta da PEC 55 [que limita o teto dos gastos públicos] já foi difícil e no caso da Previdência Social, onde cada um sabe como vai ser atingido por esse processo, vai ser muito mais difícil para o Governo. Dificilmente a proposta que chegou aqui vai ser aprovada nas discussões que estão sendo feitas”, afirmou Humberto.

O senador afirmou ainda que a grande luta da oposição do Governo vai ser, além da bandeira da Previdência Social, a renúncia do Presidente do Brasil, Michel Temer, e a convocação de eleições diretas.

“A luta pela renúncia do Presidente, ou o seu impeachment, e a convocação de eleições diretas será nossa luta nesse próximo ano. Sem legitimidade do voto, sem legitimidade social, é impossível conseguir governar o país”, afirmou o senador.

Com informações da Agência Senado

Datafolha: 63% é a favor da renúncia de Temer e realização de eleição direta

Pesquisa do instituto Datafolha aponta que 63% dos brasileiros é favorável a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB) e a realização de eleição direta ainda este ano.

De acordo com o levantamento 27% dos entrevistados se disseram contra a saída do peemedebista para este fim, 6% se declararam indiferentes e 3% não souberam responder.

A pesquisa, realizada, entre os dias 7 e 8 de dezembro, com 2,828 pessoas de 16 anos ou mais, tem a margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Para que a população vá às ruas e escolha um novo presidente para um mandato-tampão, seria necessário que Temer deixasse o cargo até 31 de dezembro.

Segundo o Art 81 da Constituição Federal, um novo pleito direto deve ser convocado em 90 dias se os cargos de presidente e vice-presidente ficarem vagos.

Do contrário, a eleição é indireta. “Ocorrendo a vacância nos último dois anos do período presidencial, a eleição para ambos os cargos será feita 30 dias depois da última vaga, pelo Congresso Nacional”, determina o texto constitucional.

Procuradores ameaçam deixar Lava Jato se pacote anticorrupção entrar em vigor

Lava Jato

Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato ameaçaram hoje (30) deixar os trabalhos da operação se a proposta que prevê responsabilização de juízes e de membros do Ministério Público por crimes de abuso de autoridade entrar em vigor. A proposta, aprovada na madrugada de hoje (30) pelos deputados federais, integra o Projeto de Lei (PL) 4.850/16, que trata das medidas de combate à corrupção.

“A proposta é renunciar coletivamente, se essa proposta vier a ser sancionada pelo presidente da República”, disse o procurador Carlos Lima em entrevista coletiva na tarde de hoje (30), em Curitiba. Para o grupo, o projeto aprovado pelos deputados é uma espécie de “Lei da Intimidação”, no lugar de medidas anticorrupção.

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Cunha renuncia à presidência da Câmara dos Deputados

(Foto: Reprodução/Internet)

Antes do pronunciamento, Cunha foi à Secretaria Geral da Mesa para entregar a carta de renúncia. (Foto: Reprodução/Internet)

O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) renunciou nesta quinta-feira (7) à presidência da Câmara. Agora o presidente interino, Waldir Maranhão (PP-MA), tem o prazo de cinco sessões de plenário para realizar nova eleição. Aquele que for eleito presidirá a Câmara até fevereiro do ano que vem, quando se encerraria a gestão de Cunha.

O ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, estava afastado da presidência desde 5 de maio por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que também suspendeu o seu mandato parlamentar por tempo indeterminado.

O deputado chegou sob gritos de “fora Cunha” e fez o anúncio da decisão em um pronunciamento, no qual ficou com a voz embargada e os olhos marejados ao se referir à família, que, segundo ele, foi alvo de perseguição.

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Eduardo Cunha renuncia à Presidência da Câmara

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O deputado afastado Eduardo Cunha chega para anunciar sua renúncia do cargo de presidente da Câmara dos Deputados/Foto: Ailton Freitas

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), oficializou a renúncia ao cargo de presidente da Casa no início da tarde desta quinta-feira. Cercado de aliados, Cunha comunicou sua decisão no Salão Verde. Cunha leu durante 7 minutos um carta entregue à Mesa Diretora da Casa e em alguns momentos se emocionou.

“Sofri e sofro perseguições em função de pautas abordadas e estou pagando um alto preço por ter dado início ao impeachment – disse Cunha, acrescentando:”resolvi ceder ao apelo generalizado dos meus apoiadores. É público e notório que a Casa está acéfala devido a uma interinidade bizarra”.

A informação de sua renúncia foi antecipada pelo colunista Ilimar Franco. Cunha está proibido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de comparecer à Câmara. Ele ainda não explicou se recebeu uma autorização especial.

Oficializada a renúncia, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), tem cinco sessões para realizar eleição do novo presidente para o mandato tampão até 1º de fevereiro de 2017. Mesmo enfraquecido, Cunha tenta eleger um aliado. O mais cotado é o deputado Rogério Rosso (PSD-DF).

Segundo líderes aliados, a avaliação é de que a situação de Cunha piorou muito e que, se a votação na Comissão de Consitituição e Jsutiça (CCJ) de seu recurso fosse hoje, ele seria derrotado. A renúncia seria uma tentativa de fazer com que aliados e o próprio governo Temer ajudassem a aprovar o recurso na CCJ, ganhando tempo, para trabalhar também a votação no Conselho de Ética e jogar para meados do próximo semestre a votação em plenário.

Com informações de O Globo

Em resposta à Folha de S.Paulo, Dilma reafirma que jamais renunciará

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A presidenta Dilma Rousseff reafirmou no domingo (3) que jamais renunciará ao cargo, em texto publicado na sua página oficial do Facebook. A afirmação é uma resposta ao editorial publicado na edição deste domingo do jornal Folha de S. Paulo, segundo o qual a presidenta perdeu as condições de governar o país e, por isso, deve renunciar.

O texto postado no perfil da presidenta diz: “Setores da sociedade favoráveis à saída de Dilma, antes apoiadores do impeachment, agora pedem sua renúncia. Evitam, assim, o constrangimento de respaldar uma ação “indevida, ilegal e criminosa”. Ao editorial da Folha de S. Paulo publicado neste domingo, fica a resposta da presidenta: “jamais renunciarei”.

Em seguida ao texto, foi postado um vídeo de quase um minuto que reúne trechos de entrevista e de um discurso de Dilma em que ela diz frases como “Não cometi nenhum crime previsto na Constituição e nas leis para justificar a interrupção de meu mandato. Eu jamais renunciarei”, e “Não cabem meias palavras, o que está em curso é um golpe contra a democracia e posso assegurar a vocês que não compactuarei com isso, por isso, não renuncio em hipótese alguma”.

No editorial intitulado Nem Dilma nem Temer, o jornal Folha de S. Paulo diz que, enquanto Dilma permanecer no cargo, a nação seguirá paralisada e que hoje ela representa obstáculo à recuperação do país. O texto cita também o vice-presidente Michel Temer, afirmando que ele deveria ter a consciência de que não dispõe de apoio suficiente na sociedade e seria uma bênção que o poder retornasse logo ao povo para que fosse eleito alguém com a legitimidade requerida. A assessoria do vice-presidente informou que Temer não vai comentar o editorial da Folha de S. Paulo.

Com informações EBC

Renúncia de Dilma daria maior chance para reformas, avalia consultoria britânica

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Uma eventual renúncia da presidente Dilma Rousseff ofereceria a melhor oportunidade para que o Brasil conseguisse aprovar reformas estruturais essenciais para recuperar a economia, segundo análise da consultoria britânica Oxford Economcis. “Esse seria o passo menos traumático para a economia brasileira”, diz relatório assinado pelo diretor de pesquisa para a América Latina, Marcos Casarin.

A consultoria afirma que a presidente tem um índice de aprovação popular muito baixo e está se tornando cada vez mais isolada, ao perder o apoio de partidos da base aliada. Isso sem contar o processo de impeachment decorrente das chamadas “pedaladas fiscais”, que seriam um desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Neste cenário, nós acreditamos que a presidente deveria renunciar – em vez de manter sua estratégia de distribuir cargos no governo para membros da coalizão (o que enfraquece sua liderança ainda mais) em troca de votos contra seu impeachment no Congresso”, afirma o texto.

A Oxford comenta que Dilma já não comanda mais o País, pois não tem nem mesmo o apoio do PT, em especial na área econômica, ou do PMDB, que está dividido sobre o suporte ao governo. “Assim, mais três anos de impasse impediriam qualquer chance de uma retomada da agenda de reformas antes de 2019”. A consultoria diz que a renúncia é melhor do que o impeachment porque este processo no Congresso pode levar meses, impedindo a discussão sobre temas econômicos essenciais.

O analista acredita que um eventual governo Michel Temer teria mais chance de aprovar reformas, especialmente tendo em conta as medidas contidas no programa do PMDB intitulado “Uma ponte para o futuro”.

“O PMDB não é um partido baseado em ideologia e tradicionalmente não aponta candidato próprio para a presidência. Assim, não necessariamente governaria olhando as próximas eleições e poderia, pelo menos em teoria, dirigir o País de maneira mais pragmática”, destaca o relatório, afirmando que este cenário seria similar ao que aconteceu com Itamar Franco – que assumiu a presidência após o impeachment de Fernando Collor.

Mesmo assim, a Oxford Economics lembra que a mudança de governo não seria uma panaceia e provavelmente não seria suficiente para impulsionar a recuperação da economia e dos preços dos ativos domésticos. Assim, logo que o novo governo assumisse seria preciso focar na agenda de reformas.

“Quanto mais tempo o Brasil levar para reformar a Previdência, as leis trabalhistas e o sistema tributário, mais tempo a economia permanecerá presa no atual ‘equilíbrio ruim’ de queda da produção e maior prêmio de risco”.