Zelensky é tão responsável quanto Putin, diz Lula, capa da ‘Time’

 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, “quis a guerra” com a Rússia e também criticou o líder russo, Vladimir Putin. As declarações foram dadas em entrevista concedida à revista norte-americana “Time” no final de março e divulgada nesta quarta-feira (4).

O petista disse achar “esquisito” o comportamento do presidente ucraniano.

“Você fica estimulando o cara [Zelensky] e ele fica se achando o máximo. Ele fica se achando o rei da cocada, quando na verdade deveriam ter tido conversa mais séria com ele: ‘Ô, cara, você é um bom artista, você é um bom comediante, mas não vamos fazer uma guerra para você aparecer’. E dizer para o Putin: ‘Ô, Putin, você tem muita arma, mas não precisa utilizar arma contra a Ucrânia. Vamos conversar!’”, afirmou Lula.

Lula declarou ainda ao longo da entrevista à ‘Time’ que Zelensky “quis a guerra”, porque “se não quisesse a guerra, ele teria negociado um pouco mais”.

“Ele [Zelensky] aparece na televisão de manhã, de tarde, de noite, aparece no parlamento inglês, no parlamento alemão, no parlamento francês como se estivesse fazendo uma campanha. Era preciso que ele estivesse mais preocupado com a mesa de negociação”, completou o ex-presidente.

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Com voto do Brasil, ONU pede ‘fim imediato das hostilidades’ e culpa Rússia por crise humanitária na Ucrânia

A Assembleia Geral da ONU aprovou, nesta quinta-feira (24), uma resolução que culpa a Rússia pela crise humanitária na Ucrânia e que pediu novamente o “fim imediato” das hostilidades no país.

Essa foi a segunda resolução aprovada contra a Rússia na Assembleia da ONU em menos de um mês. Mais uma vez, ela é não vinculante, ou seja, não tem cumprimento obrigatório.

A resolução, elaborada por Ucrânia e aliados, recebeu 140 votos a favor (inclusive do Brasil) e 5 votos contra, enquanto 38 países se abstiveram. (Veja a tabela com os votos abaixo).

Painel mostra votação da Assembleia Geral da ONU em 24 de março de 2022 — Foto: Reprodução/UNTV

Painel mostra votação da Assembleia Geral da ONU em 24 de março de 2022 — Foto: Reprodução/UNTV

Houve uma salva de aplausos na Assembleia após o anúncio do resultado da votação.

Belarus, Coreia do Norte, Eritreia, Síria e Rússia votaram contra, como fizeram na primeira resolução adotada em 2 de março.

China, Bolívia, Cuba, El Salvador, Nicarágua e Irã são alguns dos 38 países que se abstiveram nesta votação.

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Corte Internacional decide que Rússia deve retirar tropas da Ucrânia

A Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, nos Países Baixos, decidiu hoje (16) que a Rússia deve suspender imediatamente as operações militares na Ucrânia. O veredito pede ainda a retirada de tropas militares e a adoção de medidas urgentes para que a disputa não seja agravada.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky,  afirmou no Twitter que “a Ucrânia obteve uma vitória completa em seu caso contra a Rússia na Corte Internacional de Justiça. A CIJ ordenou que a invasão pare imediatamente. A ordem é obrigatória sob a lei internacional. A Rússia deve cumprir imediatamente. Ignorar a ordem isolará ainda mais a Rússia”.

A corte decidiu ainda que organizações e pessoas associadas à Rússia não tomem medidas para dar continuidade à ação militar. Essa decisão foi adotada por 13 votos a favor e dois contra, da Rússia e da China.

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Ucrânia: combate se alastra nos arredores de Kiev

REUTERS/Marko Djurica

Combates se alastravam nos arredores de Kiev neste sábado, e autoridades ucranianas disseram que o forte bombardeio e ameaças de ataques aéreos da Rússia colocam em risco as tentativas de retirar civis desesperados de cidades sitiadas em outros locais.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy disse que a Rússia enviaria novas tropas, após as forças ucranianas tirarem de ação 31 dos seus batalhões de grupos táticos, no que ele chamou de a pior baixa do Exército russo em décadas.

Zelenskiy afirmou que entre 500 e 600 soldados russos haviam se rendido apenas na sexta-feira e que cerca de 1.300 soldados ucranianos foram mortos desde que o conflito começou. Não foi possível verificar suas afirmações.

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Presidente americano suspende importação de petróleo da Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou no início da tarde de hoje (8) a suspensão das importações de petróleo da Rússia. Biden reconheceu que muitos países aliados, devido à dependência energética, podem não ser capazes de tomar medidas parecidas.

“Os Estados Unidos produzem muito mais petróleo domesticamente do que todos os países europeus juntos. Na verdade, somos também exportadores, então podemos assumir essa medida, outros não podem. Estamos trabalhando também com parceiros europeus para reduzir a dependência da energia russa”, afirmou Biden.

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Otan deu “sinal verde” para envio de aviões à Ucrânia, afirma EUA

De acordo com o secretário de Estado dos EUA, Anthony Blinken, país ajudará com logística para desembarcar aviões

A escalada dos impactos que a invasão russa à Ucrânia causou e que antes era restrita ao leste europeu, agora ganha ares globais. De acordo com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Anthony Blinken, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) deu “sinal verde” para que os países do grupo enviem aviões de guerra à Ucrânia.

A declaração foi dada na manhã deste domingo (6/3), pelo horário de Brasília, em entrevista à rede norte-americana CBS.

Blinken, que está na Moldávia, país vizinho aos conflitos, respondeu a algumas perguntas no programa Face the Nation (Encare a Nação, em tradução livre).

Conforme disse, os EUA conversam com a Polônia – país que integra a Otan e demonstrou vontade de auxiliar no esforço de guerra ucraniano – e procuram formas de apoiar logisticamente o envio.

“Nós estamos conversando com nossos colegas poloneses para saber como podemos ajudar em suas necessidades, caso eles realmente escolham por mandar esses jatos para os ucranianos. Estamos em discussões neste momento sobre isso”, pontuou o secretário.

Ele também afirmou que os países da Otan, da União Europeia e do G7 têm trabalhado em conjunto para aumentar as pressões sobre a Rússia, de forma a estrangular a capacidade econômica do país governado por Vladimir Putin.

OMS relata ataque a hospitais na Ucrânia

Foto: Twitter/Reprodução

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que o cessar-fogo do final de semana entre Ucrânia e Rússia falhou e houve ataques a hospitais na Ucrânia, causando “várias mortes e feridos”, segundo o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A entidade investiga a origem dos ataques. “Ataques a instalações de saúde ou trabalhadores violam a neutralidade médica e são violações do direito internacional humanitário”, pontuou o diretor-geral da OMS por meio das redes sociais.

Além disso, neste domingo (6), um posto de retirada de civis foi atingido por disparo perto de Kiev, capital da Ucrânia. A invasão russa chega ao 11º dia com o cessar-fogo do final de semana sem funcionar e civis continuam expostos em meio à guerra.

Ucrânia: sábado é marcado por cessar-fogo humanitário

O 10º dia de invasão russa à Ucrânia é marcado pelo primeiro cessar-fogo. A parada deste sábado (5) tem como objetivo liberar os corredores humanitários, para fuga de civis. Com pouco tempo para a retirada, as equipes e voluntários correm contra o tempo para conseguir evacuar os moradores.

Foi acordado cessar-fogo de cinco horas, iniciado durante a madrugada de hoje pelo horário de Brasília. Este item foi discutido durante os dois países em reunião na última quinta-feira. Enquanto vê seu país invadido, o presidente ucraniano voltou a criticar a falta de ação militar dos países.

A Otan decidiu deliberadamente não cobrir os céus da Ucrânia”, disse o presidente Volodymyr Zelensky. Ele deve ter uma reunião virtual com senadores dos Estados Unidos, mas é pouco provável que ajuda militar direta chegue à Ucrânia.

Otan: “Não vamos entrar na Ucrânia, nem no espaço aéreo, nem em solo”

Após reunião dos países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenber, afirmou  hoje (4) que os 30 países membros mantêm a decisão de não entrar em território ucraniano por receio de uma escalada da violência. A Otan vem apoiando a Ucrânia desde 2014, com treinamento militar e fornecimento de armamentos, mas, como o país não faz parte do bloco, a decisão é de que a aliança militar não participe ativamente na guerra.

“Nós já deixamos claro que não vamos entrar na Ucrânia, nem no espaço aéreo, nem em solo. Se nós fizéssemos uma zona de exclusão aérea, teríamos que mandar aviões nossos e derrubar aviões russos. Nós entendemos o desespero [da Ucrânia] mas também acreditamos que se fizéssemos isso, levaríamos a uma guerra total na Europa, envolvendo muito mais países e causando muito mais sofrimento. É muito dolorosa essa decisão. Nós impusemos sanções severas e aumentamos o apoio, mas não podemos participar diretamente do conflito”, explicou Stoltenberg.

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Putin afirma que objetivos serão alcançados em qualquer caso

Sputnik/Alexey Nikolsky/Kremlin via REUTERS

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta quinta-feira (3), que os objetivos do país serão alcançados de qualquer forma. A fala foi dita ao presidente da França, Emmanuel Macron durante uma conversa por telefone. Segundo o russo, o país que invade a Ucrânia conseguirá a desmilitarização e a adoção de um status neutro dos vizinhos.

A Rússia mantém a narrativa de que invadiu a Ucrânia para promover a “desnazificação” do país. Hoje os russos conseguiram tomar o controle de Kherson, segunda maior cidade da Ucrânia e bombardearam a capital Kiev.

Ainda nesta manhã, uma reunião entre as duas partes deve debater o andamento da invasão, na Bielorrússia. Enquanto isso, mais de um milhão de ucranianos deixaram o país desde o dia 26 de fevereiro com medo da guerra.

Presidente da Ucrânia afirma que momento não é de “neutralidade” e cobra apoio de países

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou, nesta quarta-feira (2), que “a Rússia quer acabar com o nosso país e com a nossa história”. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele também criticou a neutralidade de algumas nações.

“O Kremlin não vai tomar nosso país com bombas e ataque aéreos”, declarou Zelesnky, que tenta manter uma resistência aos russos, mesmo com um arsenal bélico menor. “Não é hora de ser neutro”,  pontuou o presidente, que cobra ajuda internacional.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 136 pessoas na Ucrânia desde a última quinta-feira (24/02), quando a Rússia decidiu invadir o país vizinho.

Rússia ataca segunda maior cidade da Ucrânia nesta terça-feira

A invasão da Rússia na Ucrânia chegou a mais um dia com as tropas russas avançando no país invadido. Nesta terça-feira (1°), um míssil atingiu a segunda maior cidade do país, Kharkiv. O objeto atingiu o prédio da prefeitura, provocando uma grande explosão (imagem acima).

Autoridades ucranianas afirmam que há 10 mortes e pelo menos 35 pessoas feridas. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou que os ataques russos à Kharkiv, são terrorismo de Estado. “O objetivo do terror é nos quebrar, é quebrar a nossa resistência’“, disse em um discurso nesta manhã.

Em resposta, a Rússia afirmou que não vai diminuir sua ofensiva, mesmo com as sanções impostas pela comunidade internacional. “[Países que impuseram as sanções] contam com a pressão deles para que nós mudemos de posição, isso está fora de questão”, disse Dmitry Peskov, o porta-voz.

Rússia e Ucrânia concluem primeira rodada de negociações sem cessar-fogo imediato

Sem alcançar um cessar-fogo imediato, a Rússia e a Ucrânia travaram nesta segunda-feira a primeira rodada de negociações diplomáticas sobre a guerra em curso na Ucrânia.

As delegações de Moscou e Kiev se reuniram por várias horas na região de Gomel, na Bielorrússia, perto da fronteira com a Ucrânia, e depois retornaram às suas capitais para consultas, disse o negociador-chefe ucraniano, Mikhailo Podoliak.

Ele afirmou que as negociações são difíceis e o lado russo é tendencioso.

“Infelizmente, o lado russo ainda tem uma visão muito tendenciosa dos processos destrutivos que lançou”, disse Podoliak no Twitter depois de participar das negociaçõea. “As partes estabeleceram uma série de prioridades e questões que exigem algumas decisões”, acrescentou.

Seu homólogo russo, Vladimir Medinski, indicou que a nova reunião acontecerá “em breve” na fronteira entre a Polônia e a Bielorrússia. A delegação russa disse à Belarus News que eles “identificaram certos pontos a partir dos quais podemos prever posições gerais”.

Segundo uma autoridade ucraniana, os representantes dos dois lados planejam realizar uma segunda rodada “nos próximos dias”.

As negociações começaram quase ao mesmo tempo em que a Rússia lançava um ataque contra a segundo maior cidade da Ucrânia, Karkhiv. Foguetes russos mataram dezenas de pessoas e deixaram centenas de feridos na cidade, que fica no Leste da Ucrânia, a 65 km da fronteira com a Rússia.

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Guerra entre Rússia e Ucrânia pode impactar inflação e PIB no Brasil

A invasão da Ucrânia por tropas russas pode produzir impactos econômicos a mais de 10 mil quilômetros de distância. O Brasil pode sentir os efeitos do conflito por meio de pelo menos três canais: combustíveis, alimentos e câmbio. A instabilidade no Leste europeu pode não apenas impactar a inflação como pode resultar em aumentos adicionais nos juros, comprometendo o crescimento econômico para este ano ao reduzir o espaço para a melhoria dos preços e do consumo.

Segundo a pesquisa Sondagem da América Latina, divulgada nesta semana pela Fundação Getulio Vargas (FGV), as turbulências na Ucrânia devem agravar as incertezas que pairam sobre a economia global nos últimos meses. No Brasil, os impactos deverão ser ainda mais intensos. Uma das razões é a exposição maior aos fluxos financeiros globais que o restante da América Latina, com o dólar subindo e a bolsa caindo mais que na média do continente.

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Influencer de Caruaru diz que conseguiu avião emprestado para resgatar sogra ucraniana e brasileiros que tentam fugir de guerra

O influenciador digital nordestino Anderson Dias, de 28 anos, conhecido por sair de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, para visitar 196 países em 543 dias, disse que conseguiu um avião emprestado para resgatar a sogra ucraniana e brasileiros que tentam fugir da guerra na Ucrânia. Para que o resgate aconteça, afirmou, eles precisam chegar a Cracóvia, na Polônia, de onde a aeronave particular os levará para o destino final, em Portugal ou outro país seguro (veja vídeo acima).

Após os ataques da Rússia ao país da namorada, Alesya Sukhoparova, 28, Anderson disse que pediu ajuda a um amigo para resgatar a sogra, Tetiana Sukhoparova, de 52 anos. A aeronave, segundo ele, foi emprestada pelo empresário Leonardo Freitas, que é especialista em imigração e CEO de uma consultoria especializada em mobilidade global.

Após entrar em contato com diversas pessoas, ele afirmou que também conseguiu que o jogador brasileiro Lucas Rangel, do Vorskla Poltava, pegasse a mãe de Alesya em Kremenchuk, de onde ela e outras sete pessoas seguiram para a fronteira com a Polônia em Lviv, a 863 quilômetros.

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