Temperatura em cidades do Sertão Pernambucano pode subir até 3,7º

Em relação ao volume de chuvas, a região do São Francisco seria a mais afetada, com uma redução de até 39%. (Foto: Ilustração)

O calor que já é grande no Sertão Pernambucano pode aumentar ainda mais a partir de 2041, assim como a falta de chuvas. De acordo com o software Sistema de Vulnerabilidade Climática (SisVuClima), cidades como Petrolina, Afrânio e Dormentes terão um aumento de até 3,7º nas temperaturas.

O software é resultado de uma parceria entre a Fiocruz e o Ministério do Meio Ambiente, calcula o índice de vulnerabilidade dos 184 municípios pernambucanos.

Para definir o nível de vulnerabilidade de um município foi levada em consideração uma série de fatores, como a cobertura vegetal (índice de desmatamento), eventos hidrometeorológicos extremos, a incidência de doenças, entre outros.

“E quando dividimos Pernambuco em macrorregiões, vimos que a parte Oeste será a mais afetada, isso levando em conta o cenário mais pessimista, ou seja, simulou uma situação em que Pernambuco sofre uma maior carga de emissão de gases de efeito estufa”, contextualiza a pesquisadora da Fiocruz (RJ), Diana Marinho, à frente da capacitação. Ao todo, seis estados foram contemplados com o software. No Nordeste, apenas Pernambuco e Maranhão.

Chuvas

Em relação ao volume de chuvas, a região do São Francisco seria a mais afetada, com uma redução de até 39%, a exemplo de Petrolândia. Em Tacaratu, esse percentual poderá diminuir até 37,4% e, em Jatobá e Inajá, 36,9% e 36,3%, respectivamente.

O cenário é mais ameno no litoral de Pernambuco, onde a precipitação total anual poderá ter uma queda de até 4,4%, como é o caso do Recife e Jaboatão dos Guararapes. No Litoral Sul, o impacto seria maior em Barreiros, São José da Coroa Grande e Tamandaré: 11% na diminuição da pluviosidade.

O estudo indica ainda o percentual provável de ocorrer dias seguidos sem chuva. Entre 2041 e 2070, esse índice aumentará em todo o Estado. As cidades de Timbaúba e Ilha de Itamaracá foram os que apresentaram percentual mais elevado, com 55% em relação ao período atual. Já a Capital pernambucana poderá ter uma diminuição de até 53%. A região do São Francisco seria a menos impactada, com 3%.

Com informações da FolhaPE

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