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Trabalhadores do Projeto Pontal vão à Câmara de Vereadores pedir apoio para permanecerem no local

Trabalhadoras do Projeto Pontal. (Foto: Blog Waldiney Passos)

Duas representantes dos trabalhadores que estão acampados no Projeto Pontal estiveram na Câmara de Vereadores de Petrolina (PE), durante a Sessão desta quinta-feira (1), para pedir apoio dos vereadores para que eles (os trabalhadores), não sejam retirados do local.

A trabalhadora Cleidimar de Souza, pediu aos edis que intercedam junto a Codevasf, para que seja estabelecido um novo canal de negociação, para que seja encontrada uma solução em relação à permanência deles no Pontal.

O prazo dado pela Codevasf, para que os moradores dos acampamentos Dom Tomás e Democracia deixassem o local de forma pacífica terminou nesta quarta-feira (28). Os trabalhadores dizem que não vão deixar a área.

Cleidimar informou que a situação dos trabalhadores está delicada, uma vez que já cortaram a energia e a água. Ainda de acordo com a representante dos ocupantes do Pontal, chegaram a jogar aterro dentro do canal e sem água para fazer a irrigação, as plantações estão sendo prejudicadas.

“Quando era área totalmente seca, as pessoas chegaram lá e fizeram a promessa de que nós, trabalhadores, teríamos lotes irrigados. Agora que o Pontal chegou de verdade, os lotes passam a ser de pessoas que tem alta condição de financeira”, disse a trabalhadora.

Os vereadores Gilmar Santos (PT) e Gabriel Menezes (PSL) saíram em defesa dos trabalhadores do Pontal.

Gabriel Menezes, apresentou a cópia de uma ata de uma reunião  realizada, em 13 de agosto de 1.999, pela Codevasf com os trabalhadores que ocupam o Pontal, na qual diz que “a negociação das terras com os proprietários da mancha 23, do Projeto Pontal, área norte, obedecerá aos seguintes critérios: garantia aos atuais proprietários, caso assim o desejem, de receber um lote irrigável de 10 hectares, situado na área a ser negociada. A retenção da área irrigável de 10 hectares, deverá ser consignada na escritura de compra e venda. A área de sequeiro deverá permanecer com o proprietário ou ser vendida a Codevasf”, leu o vereador, que completou.

“Isso está aqui na ata e agora querem tirar os trabalhadores de suas terras? Pelos amor de Deus! Essa foi uma das muitas reuniões articuladas para enganar e mentir para o povo. E quem está articulando essa expulsão aí, é o grupo que está governando Petrolina”, disparou Gabriel Menezes.

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