Um matuto na Copa: conheça a história de Carlos Humberto, jornalista do Vale que está cobrindo a Copa América

Carlos Humberto reencontrou Daniel Alves durante cobertura da Copa América (Foto: Agência CH)

Salvador é uma das cidades sede da Copa América de 2019 e um jornalista com os pés em Juazeiro (mas nascido em Barro Vermelho, Curaçá) está na capital cobrindo a mais antiga competição entre nações do futebol. Carlos Humberto é ex-jogador de futebol, também foi presidente do Juazeiro e hoje é jornalista. Formado na Universidade do Estado da Bahia (UNEB), o economista contou ao Blog Waldiney Passos como está sendo sua rotina durante a Copa América.

“Eu estou na capital baiana desde o dia 13, quando recebi colete para acesso ao campo e cartão para acesso à Zona Livre, onde acontecem as entrevistas após os jogos. A rotina basicamente é acompanhar a programação das seleções que estão na cidade – treinos e coletivas. Ainda não decidi se vou viajar para outra sede. Não tenho patrocínio, sou eu que banco as despesas”, disse.

Mais uma cobertura no currículo

Essa já é a terceira Copa de Carlos Humberto. Em 2013 ele esteve na Copa das Confederações e no ano seguinte, na Copa do Mundo, ambas em Salvador, através do projeto da UNEB chamado Chuteiras Fora de Foco enquanto era estudante em sua segunda graduação (primeiro ele se formou em Economia e depois realizou o sonho de ser jornalista). Diferentemente das edições anteriores, agora o jornalista vai a outra competição internacional formado e sendo referência no jornalismo esportivo do Vale.

Além de reencontrar Daniel, Carlos teve a chance de mais uma vez cobrir um jogo do Brasil (Foto: Agência CH)

“A emoção é a mesma, embora as circunstâncias possam ser diferentes. Nas duas primeiras, a Copa das Confederações em 2013 e a Copa do Mundo 2014 [fui com] outros colegas estudantes da UNEB e tinha aquela coisa da euforia e das dificuldades que enfrentamos, até porque nós não tínhamos as credenciais da Fifa para os bastidores. Dessa vez estou sozinho, falta um pouco da aventura das vezes anteriores”, destacou.

A fama inesperada

Durante sua estadia em Salvador Carlos, agora cobrindo pelo seu site, deixou de ser o promotor da notícia para se transformar no fato jornalístico. No dia 16 de junho, quando a Seleção Brasileira treinou na capital ele reencontrou seu conterrâneo Daniel Alves, lateral-direito e capitão da Seleção.

O lateral foi vendido do Juazeiro ao Bahia na gestão do hoje jornalista. Quando os colegas comunicadores souberam quem era Carlos, ele roubou os holofotes para si. “Tive que atender a veículos da Bahia e do Brasil, curiosos para saber detalhes do início da carreira do nosso Daniel. De certa forma, tive meus 15 minutos de fama de forma não planejada e todos os dias, a partir daí, falo com jornalistas principalmente no Centro de Mídia”, comenta.

Questionado pelo Blog sobre o momento mais marcante da sua cobertura na Copa América, ele foi enfático: “Não resta dúvida que foi o não programado encontro com Daniel Alves na coletiva de imprensa, [fui] reconhecido por ele e por colegas da imprensa baiana“, relembra.

Conselho para quem está iniciando

Veterano no esporte, Carlos Humberto termina a entrevista deixando uma mensagem aos jornalistas mais jovens que sonham com as grandes coberturas esportivas. “Sem querer ser exemplo, ingressei no curso de comunicação prestes a completar 60 anos e dividi cadeiras com colegas na faixa de 20. Quanto às credenciais para os grandes eventos, elas irão chegar naturalmente, depende apenas do seu trabalho, se feito com ética e profissionalismo, e sem arrogância, característica da profissão. No próximo mês [vou] voltar a correr os campos de várzea e quadras escuras de Juazeiro e Petrolina procurando dar luz ao esporte do Vale do São Francisco“, conclui.

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